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Disciplina:Geotecnologias Aplicadas ao Ensino de Geografia7 materiais14 seguidores
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linhas imaginárias que cortam a terra em fatias horizontais paralelas a linha do Equador,
representa as latitudes.

Equador ?(em latin, aequatore que significa "o que iguala"), portanto a metade do caminho entre
os pólos". A rotação da Terra estabelece um eixo imaginário, cuja intersecção com a superfície
terrestre estabelece os dois pólos,"Hemisfério Norte ou Setentrional e Hemisfério Sul ou
Meridional"

Meridianos:
Os meridianos são linhas imaginárias, medidas em graus, partindo de Greenwich (0º) até 180º
para oeste e leste. Cruzam sobre o Equador, na vertical, representando as longitudes.

Meridiano de Greenwich ? É o meridiano inicial, ou zero, estabelecido em 1884 por acordo
internacional. Foi definido tendo como referência o meridiano que passa pelo Observatório
Astronômico Real Inglês, na cidade de Greenwich, próxima a Londres, Inglaterra.O meridiano
principal, divide a terra em mais dois hemisférios, "Hemisfério Leste ou Oriental e Hemisfério
Oeste ou Ocidental"

O Que é Latitude? É a distância contada em graus de um ponto qualquer da superfície terrestre
até a linha do Equador. Pode ser Norte ou Sul.

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O que é Longitude? É a distância também contada em graus de um ponto qualquer da superfície
terrestre até o Meridiano de Greenwich. Pode ser Leste ou Oeste.

- Pra que servem?
Servem para localizar qualquer ponto na superfície terrestre.
De fundamental importância para navegação marítima e aérea, sem menosprezar a sua
importância na localização terrestres.

A cidade de Curitiba , por exemplo, está a 25° 25' 40 de latitude sul e 49° 16' 23 de longitude
oeste.. Ou seja, a 25º de distância do Equador, ao sul, e a 49º de distância do Meridiano de
Greenwich, a oeste. A COORDENADA GEOGRÁFICA de um ponto qualquer sobre a superfície
terrestre é portanto, o cruzamento de um paralelo com um meridiano, ou seja, a latitude e a
longitude do mesmo.

3. Projeções cartográficas
Referenciar suas coordenadas no globo utilizando o sistema de coordenadas geográficas pode
ser limitado para inúmeras ferramentas do SIG como, por exemplo, medir distâncias e cálculo de
área. Desta forma, realizamos a projeção do nosso elipsóide de revolução num plano.

O problema é que não há como realizar o processo de projeção sem deformações. Determinadas
técnicas de projeções cartográficas geram determinados tipos de deformações. E

Uma projeção cartográfica é qualquer método destinado a representar em um plano uma
superfície esférica, em especial a da Terra. As projeções cartográficas são necessárias na
elaboração de mapas. É possível construir uma infinidade de projeções diferentes, havendo
dezenas que são empregadas na prática cartográfica.

Os sistemas de projeções cartográficas foram desenvolvidos para dar uma solução ao problema
da transferência de uma imagem da superfície curva da esfera terrestre para um plano da carta, o
que sempre vai acarretar deformações.

Os sistemas de projeções constituem-se de uma fórmula matemática que transforma as
coordenadas geográficas, a partir de uma superfície esférica (elipsoidal), em coordenadas planas,
mantendo correspondência entre elas. O uso deste artifício geométrico das projeções consegue
reduzir as deformações, mas nunca eliminá-las.

As três projeções mais usadas são a cilíndrica, a cônica e a azimutal.

3.1 Projeção de Mercator ou cilíndrica

Nesta projeção os meridianos e os paralelos são linhas retas que se cortam em ângulos retos. Ou
seja, utiliza a projeção cilíndrica, que é como se um cilindro de papel fosse colocado em volta de
um globo e sobre o papel refletissem as coordenadas. Corresponde a um tipo cilíndrico pouco
modificado.

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O principal problema é que nela as regiões polares aparecem muito exageradas. Por exemplo, a
ilha da Groenlândia está duas vezes maior do que a América do Sul, quando na verdade é a
América do Sul que é oito vezes mais extensa que a Groenlândia.

A Projeção de Mercator adota uma perspectiva eurocêntrica (a Europa como centro do mundo). O
continente europeu aparece numa posição de destaque no mapa, bem maior do que seu tamanho
real. Essa projeção, portanto, tem tudo a ver com a época _ e o lugar _ em que foi criada, quando
a Europa expandia seu território por meio das navegações, conquistando novas terras e
dominando a economia do planeta.

Com o objetivo de aperfeiçoar as características da projeção de Mercator nas superfícies das
regiões de alta latitude, Arthur H. Robinson criou a sua projeção, em 1963.

Com Robinson, os meridianos são colocados em linhas curvas, em forma de elipses que se
aproximam quanto mais se afastam da linha do Equador. É a projeção mais usada nos atlas
atuais.

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A projeção equivalente preserva o tamanho real da superfície representada, mas não mantém as
formas, direções e ângulos, como é o caso da projeção de Peters.

Sua base também é cilíndrica equivalente, e determina uma distribuição dos paralelos com
intervalos decrescentes desde o Equador até os pólos

A projeção de Gall-Peters é dita "terceiro-mundista", por dar um realce maior às nações que
historicamente compõem a parte mais pobre do mundo. Arno Peters o batizou de "mapa para um
mundo mais solidário".

Embora conserve a mesma distorção em longitude, os países situados em altas latitudes são
relegados a um segundo plano, ao contrário da projeção de Mercator. A maior diferença da
projeção de Gall-Peters para a representação de Mercator é o achatamento do continente
europeu e alongamento do continente africano. Todavia, continua sendo um mapa pouco
conhecido, e poucas editoras fazem menção a ele em seus livros e cartas geográficas.

Peters combateu a imagem de superioridade dos países do Norte representada nos planisférios
derivados da projeção de Mercator. Seu pressuposto de que todos os países deveriam ser
retratados no mapa-múndi de forma fiel a sua área, dá destaque os países subdesenvolvidos.

3.2. Projeção cônica

Nesta projeção os meridianos convergem para os pólos e os paralelos são arcos concêntricos
situados a igual distância uns dos outros.

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Um cone imaginário em contato com a esfera é a base para a elaboração do mapa. Os meridianos
formam uma rede de linhas retas convergentes nos pólos e os paralelos formam círculos
concêntricos.

Essa projeção é utilizada para representar partes da superfície terrestre, como o trecho de um
continente. São utilizados para mapas de países de latitudes médias.

Na projeção cônica, as distorções próximas ao paralelo de contato com o cone são pequenas e
aumentam à medida que as superfícies representadas se distanciam desse paralelo.

3.3. Projeção plana ou azimutal
O mapa numa projeção azimutal é construído sobre um plano tangente a um ponto qualquer da
esfera terrestre. Este ponto ocupa sempre o centro do mapa.

A projeção azimutal é usada, em geral, para representar as regiões polares e suas proximidades e
para localizar um país na posição central, tornando possível o cálculo de sua distância em relação
a qualquer ponto da superfície terrestre. O emblema da ONU é uma projeção azimutal.

As deformações são pequenas nas proximidades do ponto de tangência, mas aumentam com o
distanciamento deste pont

3.4 Projeção UTM
A Universal Transversa de Mercator (UTM) é um sistema de projeção cartográfica e corresponde
a uma modificação da projeção de Mercator, onde o cilindro secante é colocado em posição
transversa. Este sistema foi adotado pela Diretoria de Serviço Geográfico do Exército e pelo IBGE
como padrão para o mapeamento sistemático do país.

O sistema é constituído por 60 fusos de 6º de longitude, numerados a partir do antimeridiano