OT_Resumo_Prova_1
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OT_Resumo_Prova_1


DisciplinaOrganização do Trabalho240 materiais449 seguidores
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- Treinamento se restringe à tarefa 
3. Planejar e controlar o trabalho
- o planejamento se torna possível com o conhecimento do tempo
-após planejar é possível controlar
- Quem faz não controla (funções de apoio e gerência)
Obs.: O método científico utilizado consistia em dividir a realidade em pedaços menores e estudar separadamente. Depois juntar para compreender tudo. No entanto, isso podia gerar resultados distorcidos uma vez que as partes se interagem.
TEXTO 6: FORDISMO E A LINHA DE MONTAGEM
Princípios fordistas:
- evitar passos supérfluos
- evitar cansaço desnecessário
*as peças/componentes devem chegar exatamente ao ponto da montagem
*facilitar o acesso às peças e ferramentas
*as operações devem ser dispostas em uma sequência natural
- salário justos
	*altos salários permitem que os funcionários consumam o que produzem
*proporcionava boas condições de vida, sem sobrar para jogos e bebidas
*todos recebiam o mesmo salário, pois produziam a mesma quantidade (ritmo fixo) 
Os funcionários não são capazes de enxergar a produção como um todo. A especialização é levada ao extremo (produção de um único modelo \u2013 Ford T).
Organizações muito verticalizadas, ou seja, produziam todos os componentes necessários na montagem (ex: borracha para o pneu).
A linha de montagem elimina os tempos mortos, convertendo-os em tempo de trabalho produtivo. E facilita o controle sobre o funcionário.
Dado o parcelamento/precarização do trabalho, a substituição de mão de obra era um processo simples.
TEXTO 7: AS NOVAS ABORDAGENS DA PRODUTIVIDADE
O texto critica as inconsistências do taylorismo, mas também explica os fatores que sustentaram sua aceitação.
Com a medição dos tempos o empresário passou a ser capaz de saber o quanto se gasta com a mão de obra e o retorno que essa lhe dá.
O taylorismo permitiu a aproximação entre a contabilidade e a produção, a partir da determinação da capacidade produtiva do trabalhador.
Obs.: Parâmetro utilizado como mensuração da produtividade.
Volume 		 Resultado				MO = mão de obra
---------------- \u2248 ------------------				MP = matéria prima
MO, MP, EQ 		 Investimento				EQ = equipamento
Essa relação não é mais verdadeira. Atualmente as empresas nem sempre são capazes de vender tudo o que produzem devido a concorrência. 
Obs.2: No processo contínuo o Taylorismo não se aplica uma vez que o tempo de mão de obra, na maioria das vezes, não é um fator influente. Tudo é baseado no volume.
Os princípios de Taylor criam mão de obra indireta:
- controle da produção
- medição de tempos
- seleção e treinamento
Esta estrutura gera gastos que não são computados, sendo atividades de caráter intelectual.
TEXTO 8: AS TEORIAS D EMOTIVAÇÃO NO TRABALHO
Maslow: hierarquia das necessidades
Auto-realização
Reconhecimento Social
Integração e filiação (amizade)
Segurança (emprego regular, abrigo)
Necessidades básicas
Se falta a base, os outros níveis desmoronam.
Analisando sob a Teoria de Maslow, o Taylorismo e o Fordismo são muito restritos porque as pessoas só atenderiam parte da pirâmide de necessidades.
Herzberg
- Fatores higiênicos: ausência gera insatisfação, presença não motiva 
Ex.: administração, supervisão, condições de trabalho, relações interpessoais, segurança 
- Fatores Motivadores: ausência gera insatisfação, presença gera motivação e satisfação 
Ex.: realização, reconhecimento, desafios, responsabilidade, desenvolvimento pessoal 
Argyris: Teoria da congruência de metas
As empresas tratam os funcionários como crianças.
Ampliação do trabalho: 
-Rotação de cargos
- Ampliação horizontal (+ atividades para cada funcionário)
- Ampliação vertical (faz alguma atividade de apoio)
- Enriquecimento de cargos (ampliação vertical e horizontal)
TEXTO 9: O SURGIMENTO DA PRODUÇÃO ENXUTA
O texto trata sobre a produção enxuta (sinônimos: modelo japonês ou modelo Toyota)
Contexto de criação do modelo (1945):
- pós guerra -> Japão em crise
- falta de recurso e demanda
- falta de mão de obra (homens mortos na guerra)
O sistema produtivo Toyota (STP) é estruturado em torno dos seguintes objetivos: 
- Aumentar produtividade / reduzir custos
- Eliminar desperdícios
A difusão do STP ocorre após a crise do petróleo (1973), que atinge as indústrias automotivas ocidentais (os carros produzidos por essas consumiam muito combustível). As indústrias japonesas tentam entrar no mercado americano, mas o governo forçado pelas automobilísticas cria leis protecionistas. Como forma de burla essas barreiras são abertas fábricas japonesas nos Estados Unidos.
O SDP é difundido no Brasil somente após o Plano Real que elimina a inflação.
Disperdícios no Modelo Toyota:
- Estoque de produto acabado (\u201csuperprodução\u201d)
- Estoques intermediários (\u201cespera\u201d)
- Estoque de matéria prima (\u201cestoque disponível\u201d)
- Transporte e processamento desnecessário
- Movimentos desnecessários do trabalhador 
- Produção de produtos defeituosos
Meios para eliminar o desperdício no STP:
- JIT: produção / compra de produtos somente na quantidade necessária (estoque zero)
- TQC, kaizen, padronização de métodos \u2013 eliminar processamentos e movimentos desnecessários e produtos defeituosos
- Células de manufatura \u2013 eliminar transporte desnecessário
- Trabalho em equipes \u2013 eliminar produtos defeituosos, diminuir número de mão-de-obra
TEXTO 10: O REDESCOBRIMENTO DO TRABALHO EM GRUPO
Meios de eliminas o desperdício:
- Controlar a qualidade
- Trabalhar de forma participativa
- Aplicar as ferramentas de Tempos e Métodos -> padronizando as tarefas
- Treinamento on-the-job: aprendizado mais rápido, cooperação estimulada 
- Trabalhar em equipe
Trabalho em grupo:
- tarefa é dada para o grupo e não para as pessoas
- é feita avaliação do grupo e não individual
Taylor tinha uma visão negativa da cooperação, acreditava que um trabalhador sempre iria proteger o outro e que os vícios do trabalho seriam repassados se existisse trabalho em grupo.
No modelo japonês, como o grupo era avaliado, os trabalhadores iriam se preocupar em desenvolver o trabalho de forma eficaz e caso alguém não ajudasse os outros comunicavam ao superior.
\ufffd
Trabalho em individual:
- Uma pessoa em cada posto de trabalho
- Não estimula a cooperação
- Conhecimento restrito do processo de trabalho
Trabalho em equipe: 
- Uma pessoa em mais de um posto de trabalho
- Todos cooperam para equipe
- Todos conhecem todo o processo
\ufffd
No Sistema Toyota de Produção, há rotação de funções obrigatória entre os membros das equipes.
As equipes têm autonomia para decidir, a partir de alternativas pré-determinadas, a seqüência de produção.
As equipes se responsabilizam pela qualidade e pela manutenção básica, além da limpeza do ambiente
As equipes devem realizar kaizen (melhoria contínua)
Melhorias incrementais podem ser implantadas sem consultas à engenharia. As demais melhorias devem ser submetidas à aprovação 
Controle de qualidade:
- Criação de máquinas com dispositivo de segurança e parada automática quando se detecta algum erro 
- Os funcionários são orientados a pararem a linha caso ocorra algum problema 
- Possibilita atuação imediata sobre problemas
TEXTO 11 e 12: THE LIMITS OF LEAN e OUTRO LADO DO MODELO JAPONÊS
Os textos fazem uma crítica ao modelo japonês, apresentando os problemas do mesmo.
Problemas do modelo:
- As mulheres, com a recessão japonesa, passam a fazer parte do quadro de funcionários. No entanto elas trabalham recebendo muito menos.
- Com o aumento da automatização, inicia-se o processo de demissão, que vai contra ao sistema de emprego vitalício proposto pelo modelo.
- Estoque zero nem sempre é eficiente. Além do que, o sistema JIT gera muito trânsito e congestionamento.
- A relação com fornecedores se tornou difícil com a distância e a pressão estabelecida por partes dos compradores.
- Os japoneses preferem o trabalho qualificado. Surge uma demanda por operários que é suprida por