HDB - Anotação (7)
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HDB - Anotação (7)

Disciplina:História do Direito Brasileiro5.783 materiais195.469 seguidores
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final?
 Três teorias discutem acerca do tema.
Vejamos:

1ª Finalista: É a pessoa física ou jurídica que
seja destinatário final, é o que retira o produto do
mercado, para seu uso pessoal, para satisfazer sua
necessidade pessoal e não para acoplá-lo a outro e
mantê-lo na cadeia econômica. Ex. Um advogado
compra um ar condicionado para instalar no quarto
de sua casa, seria o destinatário final deste produto.
Mas se ele, no mesmo momento compra um outro ar
condicionado para instalar no seu escritório para dar
mais conforto aos seus clientes ele já não seria
considerado destinatário final, porque ele mantendo
o produto na cadeia econômica

2ª Maximalista: Para esta corrente basta

retirar o produto da cadeia de produção. Então o
advogado que instala o ar condicionado no seu
escritório, não sendo o produto vendido será
considerado consumidor destinatário final

3ª Finalista Mitigada/Aprofundada: A regra

do CDC era a adoção da Teoria Finalista Pura, ocorre
que o STJ mudou seu entendimento e passou a adotar
tal teoria. Diz o STJ que é importante que se
reconheça em situações específicas abrandar o rigor
do critério subjetivo do conceito de consumidor, para
admitir a aplicabilidade do CDC nas relações entre
fornecedores e consumidores-empresários em que
fique evidenciada a relação de consumo. Assim,
consumidor também poderia ser considerado a
pequena pessoa jurídica que adquire produtos ou
serviços que não serão diretamente utilizados como
insumos para a sua atividade final, mas que para o
alcance dela são indispensáveis
O estudo da vulnerabilidade, suas espécies e a
jurisprudência

 Técnica: é o desconhecimento
específico sobre o serviço ou bem adquirido, sendo
presumida para o consumidor não-profissional, mas
que também pode atingir o profissional, em situações
excepcionais;

 Jurídica: também englobando o
desconhecimento contábil ou econômico. Presumida
para o consumidor não-profissional e para a pessoa
física, não alcança os profissionais e as pessoas
jurídicas, pois deles necessitam para o exercício de
sua atividade profissional ou podem contar com
profissionais habilitados para suprir-lhes a deficiência;

 Fática ou socioeconômica:fica o
consumidor em desvantagem frente ao fornecedor do
ponto-de-vista contratual, que “por seu grande poder
econômico ou em razão da essencialidade do serviço,
impõe sua superioridade

 Informacional: falta de informações
essenciais sobre o produto. Trata-se de uma violação
do dever principal da informação.

O estudo do consumidor equiparado
São eles:

1º Art.
2º§
Único

Equipara-se a
consumidor a
coletividade de
pessoas, ainda
que
indetermináveis,
que haja
intervindo nas
relações de
consumo.

2º Art.
17

Para os efeitos
desta Seção,
equiparam-se aos
consumidores
todas as vítimas
do evento6.

6Código de Defesa do Consumidor. Acidente aéreo. Transporte

de Malotes. Relação de consumo. Caracterização.

Responsabilidade pelo Fato do serviço. Vítima do evento.

Equiparação a consumidor. Art. 17 do CDC. I – Resta
caracterizada relação de consumo se a aeronave que caiu sobre a

casa das vítimas realizava serviço de transporte de malotes para um

destinatário final, ainda que pessoa jurídica, uma vez que o artigo

2º do Código de Defesa do Consumidor não faz tal distinção,

definindo como consumidor, para os fins protetivos da lei, “[...]
toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou

 OAB 1ª Fase 2011.2
CRISTIANO SOBRAL

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3º Art.
29

Para os fins deste
Capítulo e do
seguinte,
equiparam-se
aos
consumidores
todas as pessoas
determináveis ou
não, expostas às
práticas nele
previstas.

O estudo do fornecedor7

serviço como destinatário final". Abrandamento do rigor técnico do

critério finalista. II – Em decorrência, pela aplicação conjugada
com o art. 17 do mesmo diploma legal, cabível, por equiparação, o

enquadramento do autor, atingido em terra, no conceito de

consumidor. Logo, em tese, admissível a inversão do ônus da prova

em seu favor. Recurso especial provido.” (STJ. REsp n. 540235-
TO. Relator: Min. Castro Filho. Terceira Turma. Julgado em

07.02.2006, DJ, 06.03.2006, p. 372)
7Vide os artigos do CDC que tratam do fornecedor:

“Art. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo
não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores,

exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de

sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer

hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu

respeito.

Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao

fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo,

através de impressos apropriados que devam acompanhar o

produto.”
“Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou
estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da

existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos

consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação,

construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou

acondicionamento de seus produtos, bem como por informações

insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.

§ 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que

dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as

circunstâncias relevantes, entre as quais:

I – sua apresentação;
II – o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III – a época em que foi colocado em circulação.
§ 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de

melhor qualidade ter sido colocado no mercado.

§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não

será responsabilizado quando provar:

I – que não colocou o produto no mercado;
II – que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito
inexiste;

III – a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.”
“Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos termos do
artigo anterior, quando:

I – o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não
puderem ser identificados;

II – o produto for fornecido sem identificação clara do seu
fabricante, produtor, construtor ou importador;

Fornecedor. Fornecedor é toda pessoa física
ou jurídica, pública ou privada, nacional ou
estrangeira, bem como os entes despersonalizados,
que desenvolvem atividade de produção, montagem,
criação, construção, transformação, importação,

III – não conservar adequadamente os produtos perecíveis.
Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado

poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis,

segundo sua participação na causação do evento danoso.”
“Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente
da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos

consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem

como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua

fruição e riscos. [...]

§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será

apurada mediante a verificação de culpa.

“Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não
duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou

quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo

a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por

aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do

recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária,

respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o

consumidor exigir a substituição das partes viciadas. [...]

§ 5° No caso de fornecimento de produtos in natura, será

responsável perante