HDB - Anotação (7)
17 pág.

HDB - Anotação (7)

Disciplina:História do Direito Brasileiro5.565 materiais190.188 seguidores
Pré-visualização9 páginas
ao
negócio (boa-fé objetiva), com definição clara dos
direitos e das obrigações das partes”. Não se está
mais diante dos pilares que sustentaram a teoria
contratual até o século XX e que se conformava a
relações individuais: a) autonomia da vontade ou
liberdade contratual; b) força vinculante ou força
obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda); c)
relatividade dos efeitos contratuais.

Na nova teoria contratual, introduzida pelo
CDC, estes pilares devem ser revisitados, dentro da
ótica consumerista. O contrato de adesão, ainda que
não proibido, tem limites impostos em lei,
notadamente quando em suas cláusulas há limitação
de direito do consumidor (art. 54, § 4º).

Por outro lado, quando o consumidor contrata
fora do estabelecimento comercial, tem o poder de
exigir a rescisão contratual em até 7 (sete) dias após o
recebimento do produto ou serviço.

Tais negócios são estabelecidos na residência

ou local de trabalho do consumidor, via telefone ou
Internet. Para a desistência, dispensável é qualquer
alegação ou motivo.

A principal preocupação do CDC no que tange

aos contratos de consumidor diz respeito às cláusulas
abusivas neles insertas. O art. 51, de caráter não
exaustivo, elenca cláusulas que, se existentes em um
contrato, serão consideradas nulas de pleno direito
(nulidade absoluta). Para tanto, não se deve levar em
consideração qualquer malícia ou má-fé do
fornecedor, mas a simples desconexão da cláusula
com a boa-fé objetiva.

A nulidade absoluta da cláusula não importará

em nulidade do contrato, salvo se contaminar ou
invalidar o negócio. É a observância doprincípio da
conservação do contrato. O juiz, por seu turno, não
ficará limitado à provocação da parte para a
verificação da nulidade.