HDB - Anotação (7)
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HDB - Anotação (7)


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o consumidor o fornecedor imediato, exceto 
quando identificado claramente seu produtor.\u201d 
\u201cArt. 19. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios 
de quantidade do produto sempre que, respeitadas as variações 
decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido for inferior às 
indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou 
de mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, 
alternativamente e à sua escolha: [...] 
§ 2° O fornecedor imediato será responsável quando fizer a 
pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido 
segundo os padrões oficiais.\u201d 
\u201cArt. 21. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a 
reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a 
obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição 
originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações 
técnicas do fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização 
em contrário do consumidor.\u201d 
\u201cArt. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que 
impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista 
nesta e nas seções anteriores. [...] 
§ 2° Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao 
produto ou serviço, são responsáveis solidários seu fabricante, 
construtor ou importador e o que realizou a incorporação.\u201d 
\u201cArt. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta 
de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a 
fabricação ou importação do produto. 
Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta 
deverá ser mantida por período razoável de tempo, na forma da 
lei.\u201d 
\u201cArt. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso 
postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na 
embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na 
transação comercial. 
Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços por 
telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor que a 
origina.\u201d 
 
 OAB 1ª Fase 2011.2 
CRISTIANO SOBRAL 
 
Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 30350105 kr 5 
 
exportação, 
distribuição ou comercialização de produtos ou 
prestação de serviços. Os serviços realizados 
mediante pagamento de tributos não se submetem 
aos preceitos consumeristas, pois observa-se a figura 
de um contribuinte e não de um consumidor. O que 
são entes despersonalizados? São aqueles que não 
possuem a personalidade jurídica, por exemplo, 
família que realiza a venda de salgados com 
habitualidade. Importante destacar, que aqui também 
são inseridas as pessoas jurídicas de fato. Não estão 
excluídos do conceito de fornecedores os entes 
públicos, toda vez que, por si ou por seus 
concessionários, atuem no mercado de consumo, 
prestando serviço mediante a cobrança de preço. O 
conceito, assim, envolve todos os que propiciem a 
oferta de produtos e serviços no mercado de 
consumo, de maneira a atender às necessidades dos 
consumidores. Em suma: É qualquer pessoa no 
desempenho de atividade mercantil ou civil de forma 
habitual. 
O estudo dos elementos objetivos da relação de 
consumo 
Art. 3° Fornecedor é toda 
pessoa física ou jurídica, 
pública ou privada, nacional 
ou estrangeira, bem como os 
entes despersonalizados, que 
desenvolvem atividade de 
produção, montagem, 
criação, construção, 
transformação, importação, 
exportação, distribuição ou 
comercialização de produtos 
ou prestação de serviços. 
§ 1° Produto é qualquer 
bem, móvel ou imóvel, 
material ou imaterial. 
§ 2° Serviço é qualquer 
atividade fornecida no 
mercado de consumo, 
mediante remuneração, 
inclusive as de natureza 
bancária, financeira, de 
crédito e securitária, salvo 
as decorrentes das relações 
de caráter trabalhista. 
 
O Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, 
material ou imaterial. Já o serviço é qualquer 
atividade fornecida no mercado de consumo, 
mediante remuneração, inclusive as de natureza 
bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as 
decorrentes das relações de caráter trabalhista. 
Importa mencionar que alguns serviços são excluídos 
como: A relação do cotista e o clube de investimento, 
os serviços de natureza ut universi, pois aqui não 
observamos o consumidor e sim um contribuinte, a 
relação do advogado com o cliente é tema 
controvertido nos tribunais, a relação do franqueado 
com o franqueador8. 
O estudo dos princípios 
1º PRINCÍPIO DA VULNERABILIDADE: 
 
Art. 4º A Política Nacional 
das Relações de Consumo 
tem por objetivo o 
atendimento das 
necessidades dos 
consumidores, o respeito à 
sua dignidade, saúde e 
segurança, a proteção de 
seus interesses econômicos, 
a melhoria da sua qualidade 
de vida, bem como a 
transparência e harmonia 
das relações de consumo, 
atendidos os seguintes 
princípios: 
I \u2013 reconhecimento da 
vulnerabilidade do 
consumidor no mercado de 
consumo; 
 
Trata-se de característica principal do 
consumidor, pois ele não possui o controle sobre os 
bens de produção9. 
 
Nota! Vulnerabilidade não se confunde com 
hipossuficiência. 
 
2º PRINCÍPIO DO DEVER GOVERNAMENTAL: 
 
Art. 4º [...] 
 
8Estão excluídas da tutela consumerista aquelas atividades 
desempenhadas a título gratuito. Atenção! Se o serviço for 
aparentemente gratuito podemos incluir o mesmo na tutela 
consumerista. Vide REsp n. 566468/RJ. 
9Vide REsp n. 90366-MG. 
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II \u2013 ação 
governamental no sentido de 
proteger efetivamente o 
consumidor: 
a) por iniciativa direta; 
b) por incentivos à criação e 
desenvolvimento de 
associações representativas; 
c) pela presença do Estado 
no mercado de consumo; 
d) pela garantia dos 
produtos e serviços com 
padrões adequados de 
qualidade, segurança, 
durabilidade e desempenho. 
 
Por ser o elo mais fraco na relação, surge a 
necessidade de sua proteção pelos meios legislativos 
e administrativos, buscando a equidade nesta 
situação10. 
 
3º PRINCÍPIO DA HARMONIZAÇÃO DOS INTERESSES E 
DA GARANTIA DE ADEQUAÇÃO: 
Art. 4º [...] 
III \u2013 harmonização dos 
interesses dos participantes 
das relações de consumo e 
compatibilização da 
proteção do consumidor com 
a necessidade de 
desenvolvimento econômico 
e tecnológico, de modo a 
viabilizar os princípios nos 
quais se funda a ordem 
econômica (art. 170, da 
Constituição Federal), 
sempre com base na boa-fé 
e equilíbrio nas relações 
entre consumidores e 
fornecedores; 
 
Aqui citamos José Geraldo Brito Filomeno, que 
apresenta instrumentos para a harmonização: a) o 
marketing de defesa do consumidor (SACs); b) a 
convenção coletiva de consumo; c) práticas de recall. 
 
4º PRINCÍPIO DO EQUILIBRIO NAS RELAÇÕES DE 
CONSUMO: ver art. 4º, III, in fine 
 
10STJ. MS n. 4138-DF. 
 
 
5º PRINCIPIO DA BOA- FÉ OBJETIVA: art. 4º, III, in fine 
 
6º PRINCÍPIO DA EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO DOS 
CONSUMIDORES: 
 
Art. 4º [...] 
IV \u2013 educação e informação 
de fornecedores e 
consumidores, quanto aos 
seus direitos e deveres, com 
vistas à melhoria do 
mercado de consumo; 
 
Dever dos fornecedores informar os 
consumidores a respeito dos seus direitos e deveres. 
 
7º PRINCÍPIO DO INCENTIVO AO AUTOCONTROLE: 
 
Art. 4º [...] 
V \u2013 incentivo à criação pelos 
fornecedores de meios 
eficientes de controle de 
qualidade e segurança de 
produtos e serviços, assim 
como de mecanismos 
alternativos de solução de 
conflitos de consumo; 
 
O estado deve incentivar os fornecedores a tomarem 
medidas e providências tendentes a solucionar 
eventuais conflitos. 
 
8º PRINCÍPIO DA COIBIÇÃO E REPRESSÃO DE ABUSOS 
NO MERCADO11: 
 
Art. 4º [...] 
VI \u2013 coibição e repressão 
eficientes de todos os abusos 
praticados no mercado de 
consumo, inclusive a 
concorrência desleal e 
utilização indevida de 
inventos e criações 
industriais das marcas e 
nomes comerciais e signos 
distintivos, que possam