HDB - Anotação (7)
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HDB - Anotação (7)


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final? 
 Três teorias discutem acerca do tema. 
Vejamos: 
1ª Finalista: É a pessoa física ou jurídica que 
seja destinatário final, é o que retira o produto do 
mercado, para seu uso pessoal, para satisfazer sua 
necessidade pessoal e não para acoplá-lo a outro e 
mantê-lo na cadeia econômica. Ex. Um advogado 
compra um ar condicionado para instalar no quarto 
de sua casa, seria o destinatário final deste produto. 
Mas se ele, no mesmo momento compra um outro ar 
condicionado para instalar no seu escritório para dar 
mais conforto aos seus clientes ele já não seria 
considerado destinatário final, porque ele mantendo 
o produto na cadeia econômica 
 
2ª Maximalista: Para esta corrente basta 
retirar o produto da cadeia de produção. Então o 
advogado que instala o ar condicionado no seu 
escritório, não sendo o produto vendido será 
considerado consumidor destinatário final 
 
3ª Finalista Mitigada/Aprofundada: A regra 
do CDC era a adoção da Teoria Finalista Pura, ocorre 
que o STJ mudou seu entendimento e passou a adotar 
tal teoria. Diz o STJ que é importante que se 
reconheça em situações específicas abrandar o rigor 
do critério subjetivo do conceito de consumidor, para 
admitir a aplicabilidade do CDC nas relações entre 
fornecedores e consumidores-empresários em que 
fique evidenciada a relação de consumo. Assim, 
consumidor também poderia ser considerado a 
pequena pessoa jurídica que adquire produtos ou 
serviços que não serão diretamente utilizados como 
insumos para a sua atividade final, mas que para o 
alcance dela são indispensáveis 
 
O estudo da vulnerabilidade, suas espécies e a 
jurisprudência 
 
\uf0b7 Técnica: é o desconhecimento 
específico sobre o serviço ou bem adquirido, sendo 
presumida para o consumidor não-profissional, mas 
que também pode atingir o profissional, em situações 
excepcionais; 
\uf0b7 Jurídica: também englobando o 
desconhecimento contábil ou econômico. Presumida 
para o consumidor não-profissional e para a pessoa 
física, não alcança os profissionais e as pessoas 
jurídicas, pois deles necessitam para o exercício de 
sua atividade profissional ou podem contar com 
profissionais habilitados para suprir-lhes a deficiência; 
\uf0b7 Fática ou socioeconômica:fica o 
consumidor em desvantagem frente ao fornecedor do 
ponto-de-vista contratual, que \u201cpor seu grande poder 
econômico ou em razão da essencialidade do serviço, 
impõe sua superioridade 
\uf0b7 Informacional: falta de informações 
essenciais sobre o produto. Trata-se de uma violação 
do dever principal da informação. 
 
O estudo do consumidor equiparado 
 
São eles: 
1º Art. 
2º§ 
Único 
Equipara-se a 
consumidor a 
coletividade de 
pessoas, ainda 
que 
indetermináveis, 
que haja 
intervindo nas 
relações de 
consumo. 
 
2º Art. 
17 
Para os efeitos 
desta Seção, 
equiparam-se aos 
consumidores 
todas as vítimas 
do evento6. 
 
6Código de Defesa do Consumidor. Acidente aéreo. Transporte 
de Malotes. Relação de consumo. Caracterização. 
Responsabilidade pelo Fato do serviço. Vítima do evento. 
Equiparação a consumidor. Art. 17 do CDC. I \u2013 Resta 
caracterizada relação de consumo se a aeronave que caiu sobre a 
casa das vítimas realizava serviço de transporte de malotes para um 
destinatário final, ainda que pessoa jurídica, uma vez que o artigo 
2º do Código de Defesa do Consumidor não faz tal distinção, 
definindo como consumidor, para os fins protetivos da lei, \u201c[...] 
toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou 
 OAB 1ª Fase 2011.2 
CRISTIANO SOBRAL 
 
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3º Art. 
29 
Para os fins deste 
Capítulo e do 
seguinte, 
equiparam-se 
aos 
consumidores 
todas as pessoas 
determináveis ou 
não, expostas às 
práticas nele 
previstas. 
O estudo do fornecedor7 
 
serviço como destinatário final". Abrandamento do rigor técnico do 
critério finalista. II \u2013 Em decorrência, pela aplicação conjugada 
com o art. 17 do mesmo diploma legal, cabível, por equiparação, o 
enquadramento do autor, atingido em terra, no conceito de 
consumidor. Logo, em tese, admissível a inversão do ônus da prova 
em seu favor. Recurso especial provido.\u201d (STJ. REsp n. 540235-
TO. Relator: Min. Castro Filho. Terceira Turma. Julgado em 
07.02.2006, DJ, 06.03.2006, p. 372) 
7Vide os artigos do CDC que tratam do fornecedor: 
\u201cArt. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo 
não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, 
exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de 
sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer 
hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu 
respeito. 
Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao 
fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, 
através de impressos apropriados que devam acompanhar o 
produto.\u201d 
\u201cArt. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou 
estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da 
existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos 
consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, 
construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou 
acondicionamento de seus produtos, bem como por informações 
insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. 
§ 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que 
dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as 
circunstâncias relevantes, entre as quais: 
I \u2013 sua apresentação; 
II \u2013 o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; 
III \u2013 a época em que foi colocado em circulação. 
§ 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de 
melhor qualidade ter sido colocado no mercado. 
§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não 
será responsabilizado quando provar: 
I \u2013 que não colocou o produto no mercado; 
II \u2013 que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito 
inexiste; 
III \u2013 a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.\u201d 
\u201cArt. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos termos do 
artigo anterior, quando: 
I \u2013 o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não 
puderem ser identificados; 
II \u2013 o produto for fornecido sem identificação clara do seu 
fabricante, produtor, construtor ou importador; 
Fornecedor. Fornecedor é toda pessoa física 
ou jurídica, pública ou privada, nacional ou 
estrangeira, bem como os entes despersonalizados, 
que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, 
 
III \u2013 não conservar adequadamente os produtos perecíveis. 
Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado 
poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis, 
segundo sua participação na causação do evento danoso.\u201d 
\u201cArt. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente 
da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos 
consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem 
como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua 
fruição e riscos. [...] 
§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será 
apurada mediante a verificação de culpa. 
\u201cArt. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não 
duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou 
quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo 
a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por 
aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do 
recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, 
respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o 
consumidor exigir a substituição das partes viciadas. [...] 
§ 5° No caso de fornecimento de produtos in natura, será 
responsável perante