HDB - Anotação (7)
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11Ver art. 39, CDC e RESp n. 698855-RJ 
 OAB 1ª Fase 2011.2 
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causar prejuízos aos 
consumidores; 
 
9º PRINCÍPIO DA RACIONALIZAÇÃO E MELHORIA DOS 
SERVIÇOS PÚBLICOS. 
Art. 6º São direitos básicos 
do consumidor:[...] 
X \u2013 a adequada e eficaz 
prestação dos serviços 
públicos em geral. 
 
Art. 22. Os órgãos públicos, 
por si ou suas empresas, 
concessionárias, 
permissionárias ou sob 
qualquer outra forma de 
empreendimento, são 
obrigados a fornecer serviços 
adequados, eficientes, 
seguros e, quanto aos 
essenciais, contínuos. 
Parágrafo único. Nos casos 
de descumprimento, total ou 
parcial, das obrigações 
referidas neste artigo, serão 
as pessoas jurídicas 
compelidas a cumpri-las e a 
reparar os danos causados, 
na forma prevista neste 
código. 
 
10º PRINCÍPIO DO ESTUDO DAS MODIFICAÇÕES DO 
MERCADO12: 
 
Art. 4º [...] 
VIII \u2013 estudo constante das 
modificações do mercado de 
consumo. 
 
11º PRINCÍPIO DO ACESSO A JUSTIÇA: 
 
Art. 6º São direitos básicos 
do consumidor:[...] 
VIII \u2013 a facilitação da defesa 
de seus direitos, inclusive 
com a inversão do ônus da 
prova, a seu favor, no 
processo civil, quando, a 
 
12Vide os seguintes julgados: TJMG. Apelação n. 1014503062721-
3/001; STJ. REsp n. 566468-RJ. 
critério do juiz, for verossímil 
a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as 
regras ordinárias de 
experiências; 
 
Art. 83. Para a defesa dos 
direitos e interesses 
protegidos por este código 
são admissíveis todas as 
espécies de ações capazes de 
propiciar sua adequada e 
efetiva tutela. 
 
O estudo dos direitos básicos 
Os direitos básicos do consumidor são aqueles 
interesses mínimos, materiais ou instrumentais, 
relacionados a direitos fundamentais universalmente 
consagrados que, diante de sua relevância social e 
econômica, pretendeu o legislador expressamente 
tutelar. 
 
Contudo, deve-se entender que o rol trazido 
pelo art. 6º, do CDC, não se revela exaustivo, servindo 
mais como uma pauta do que vem disciplinado nos 
artigos seguintes. 
 
\uf0b7 Proteção à incolumidade física do 
consumidor, direito de segurança 
 
Os consumidores têm direito a não ser 
expostos a perigos que ponham em risco sua 
incolumidade física. Há, para os fornecedores, o dever 
de certificar que seus produtos e serviços não 
atentem contra a saúde ou a segurança dos 
consumidores, salvo aqueles riscos considerados 
normais e previsíveis. 
 
\uf0b7 Educação 
 
A educação deve ser encarada do ponto de 
vista formal (ministrada em todos os graus em escolas 
públicas e privadas) e informal (de responsabilidade 
dos próprios fornecedores). 
A educação visa a alertar os consumidores com 
relação a eventuais riscos representados à sua saúde, 
por exemplo, mas também para que se garanta 
\u201cliberdade de escolha e igualdade de contratação\u201d, 
notadamente no que tange às cláusulas contratuais. 
 
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\uf0b7 Informação 
adequada e clara 
 
Trata-se do \u201cdever de informar bem o público 
consumidor sobre todas as características importantes 
de produtos e serviços\u201d, para que a aquisição deles 
seja feita com base no exato conhecimento do que se 
pode esperar. É reflexo do princípio da transparência 
e está diretamente ligado ao princípio da 
vulnerabilidade. 
 
Oferta: Suficientemente precisa = aquela que 
contenha elementos claros para que possam ser 
identificados os seus termos, tais como marca do 
produto, condições de pagamento etc. O puffing em 
princípio não obrigam os fornecedores, porém em 
relação ao preço o mesma vincula (o melhor preço da 
capital). O Erro Grosseiro faz com que a oferta não 
vincule (foge do padrão da normalidade, ou seja, do 
que se observa usualmente).O art. 30 \u2260 do art. 
429§único.(vide art. 51 XI). OBS: Não se aplica o art. 
427 do CC as regras do CDC. 
 
\uf0b7 Proteção contra publicidade enganosa e 
abusiva e práticas comerciais condenáveis 
 
O consumidor deve ser protegido não apenas 
quando da contratação do produto ou serviço, mas 
quando da oferta (inclusive quando feita através de 
publicidade). A oferta se vincula ao contrato, na 
medida em que o produto ou serviço deve estar em 
conformidade com o que foi previamente oferecido. 
 
\uf0b7 Proteção contra cláusulas contratuais 
abusivas 
 
O princípio do equilíbrio é o regente dessa 
proteção. O consumidor tem direito à revisão do 
contrato, sempre que este contiver cláusulas que o 
tornem excessivamente oneroso. 
 
\uf0b7 Prevenção e reparação de danos individuais e 
coletivos e acesso à justiça 
 
Danos eventualmente causados ao 
consumidor, sejam materiais ou morais, individuais ou 
coletivos, devem ser reparados. Essa reparação não 
significa necessariamente indenização, podendo se 
constituir em determinação do cumprimento de 
obrigações de fazer ou não por parte do fornecedor. 
Nesse tocante, o CDC se apresenta como um avanço 
do ponto de vista processual, introduzindo regras e 
princípios que influenciaram o CPC, principalmente no 
que tange à defesa coletiva em juízo. O dano pode 
ser: 
 
a) Dano material 
 
Consiste na lesão concreta que atinge 
interesses relativos a um patrimônio, acarretando sua 
perda total ou parcial. 
 
b) Dano emergente, lucro cessante e perda de chance 
 
Dano emergente é aquele que atinge o 
patrimônio presente da vítima. O lucro cessante 
atinge o patrimônio futuro da vítima, impedindo seu 
crescimento. Lembre-se, aqui, de que não pode ser 
realizado pedido de lucros cessantes de atividades 
ilícitas. A perda de uma chance consiste na destruição 
de uma possibilidade de ganho, a qual, embora 
incerta, apresenta contornos de razoabilidade.13 O 
benefício não era certo, era aleatório, mas havia uma 
chance e essa tinha um valor econômico. O 
magistrado deverá se valer da proporcionalidade para 
fixar a indenização.14 O caso mais comentado é o do 
Show do Milhão em que determinada participante 
deixou de ganhar prêmio, pois a pergunta realizada 
não tinha fundamentação para ser respondida.15 
 
13Perda de uma chance de uma cura: Ação de indenização. Dano 
moral. Morte de familiar. Falha na prestação do serviço. 
Demora injustificada para o fornecimento de autorização para 
cirurgia. Majoração do quantum indenizatório. Provimento. I. 
O valor indenizatório deve ser compatível com a intensidade do 
sofrimento do recorrente, atentando, também, para as condições 
socioeconômicas das partes, devendo ser fixado com temperança. 
II. A indenização fixada na origem é ínfima, segundo as 
circunstâncias do caso e destoa dos valores aceitos por esta Corte 
para casos semelhantes, isto é, de dano moral decorrente de morte 
de familiar por falha na prestação do serviço, consubstanciada na 
demora injustificada para o fornecimento de autorização para 
cirurgia, devendo, portanto, ser majorada para o valor de R$ 
150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), atualizados 
monetariamente a contar da data deste julgamento. Recurso 
especial provido (STJ, REsp n. 1.119.962. rel.: Ministro Sidnei 
Beneti, 3ª Turma. j. em 01.10.2009, DJe, 16.10.2009). 
14Neste sentido, Guilherme Couto de Castro defende que o justo e 
correto é pagar o meio termo. Mas há casos muito delicados, que 
não se encaixam na balança da mera probabilidade. Esses casos 
provocam certa discussão, em boa parte porque não se pode 
adequá-los à ideia de dano patrimonial, e sim de dano moral em 
sentido amplo (na maior parte punitivo). Exemplo recorrente é o do 
advogado que perde o prazo do apelo e é condenado a indenizar o 
cliente (Direito civil Lições. 3. ed. Impetus, 2009. p. 177-178). 
15Recurso especial. Indenização. Impropriedade de pergunta 
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