HDB - Anotação (7)
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HDB - Anotação (7)


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caduca em: 
I \u2013 trinta dias, tratando-se de 
fornecimento de serviço e de 
produtos não duráveis; 
II \u2013 noventa dias, tratando-
se de fornecimento de 
serviço e de produtos 
duráveis. 
§ 1° Inicia-se a contagem do 
prazo decadencial a partir da 
entrega efetiva do produto 
ou do término da execução 
 dos serviços. 
§ 2° Obstam a decadência: 
I \u2013 a reclamação 
comprovadamente 
formulada pelo consumidor 
perante o fornecedor de 
produtos e serviços até a 
resposta negativa 
correspondente, que deve 
ser transmitida de forma 
inequívoca; 
II \u2013 (Vetado). 
III \u2013 a instauração de 
inquérito civil, até seu 
encerramento. 
§ 3° Tratando-se de vício 
oculto, o prazo decadencial 
inicia-se no momento em 
que ficar evidenciado o 
defeito 
Conceitos: 
\uf0b7 Vício aparente é o que se percebe no 1º 
exame que se faz no produto. Ex.:Você 
compra uma TV, tira da embalagem em casa, 
e vê que a tela está quebrada. 
 
\uf0b7 Vício de fácil constatação você não percebe 
no 1º exame, mas no primeiro ou nos 
primeiros usos. Ex.: compra a TV, tira da caixa 
está perfeita, mas só transmite em preto e 
branco. 
 
\uf0b7 Vício oculto: Aquele percebido depois de 
vários usos. Começa ocorrer o prazo para 
reclamação no momento de sua ciência. 
APLICAMOS AQUI A TEORIA DA VIDA ÚTIL. 
Fato do produto e do serviço 
Fato do produto é o dano, é o que se chama 
acidente de consumo. É quando em razão do vício, o 
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CRISTIANO SOBRAL 
 
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produto ou serviço 
causa um dano ao consumidor. O fato do produto é 
muito mais grave que o vício, porque ele é um dano. 
Ex.: a TV explodiu e começo a pegar fogo e queimou 
as mãos do consumidor ou de terceiro. 
 
Todo aquele que sofre um dano em 
decorrência de um produto ou um serviço pode 
reclamar indenização diretamente do fornecedor do 
produto ou do serviço, mesmo que não tenha sido o 
adquirente do produto ou do serviço, mesmo que não 
seja o seu destinatário final. 
Art. 27. Prescreve em cinco 
anos a pretensão à 
reparação pelos danos 
causados por fato do 
produto ou do serviço 
prevista na Seção II deste 
Capítulo, iniciando-se a 
contagem do prazo a partir 
do conhecimento do dano e 
de sua autoria. 
Qual a diferenciação de tal prazo para o prazo do 
vício? 
 
 Sendo o vício aparente, o prazo para reclamar 
vai se contar do fornecimento do serviço ou do bem. 
Já quando o vício é oculto, o início da contagem é 
diverso: será o do momento da constatação do 
defeito. A diferença de tratamento entre ambos se 
coloca no termo a quo, porque o prazo em si é o 
mesmo. 
 
Atenção! Nas ações entre segurados e seguradores, 
aplicar o prazo do art. 206§1º do CC/02, ou seja, não 
se deve utilizar o prazo do art. 27 do CDC. 
 
Bom Julgado! 
Risco da atividade 
Cuida-se de ação declaratória de inexistência de 
débito cumulada com indenização por danos morais 
em que a autora alega o furto de seu cartão de crédito 
e, apesar de avisar a administradora do cartão no 
mesmo dia, os valores das compras realizadas no 
comércio mediante assinatura falsa entre o momento 
do furto e a comunicação não foram assumidos pela 
instituição financeira. Por essa razão, teve seu nome 
inscrito no cadastro de proteção ao crédito. Para o 
Min. Relator, o consumidor não pode ser 
responsabilizado por despesas realizadas mediante 
falsificação de sua assinatura. Ademais, o acórdão 
recorrido, ao afastar a responsabilidade da 
administradora de cartões pela falta de tempo hábil 
para providenciar o cancelamento dos cartões, em 
realidade, acabou por imputar à consumidora a culpa 
pela agilidade dos falsificadores, transformando-a de 
vítima em responsável, esquecendo o risco da 
atividade exercida pela administradora de cartões. 
Dessarte, cabe à administradora de cartões, em 
parceria com a rede credenciada, a idoneidade das 
compras realizadas e o uso de meios que dificultem 
ou impossibilitem fraudes e transações realizadas por 
estranhos em nome do cliente, tudo isso, 
independentemente de qualquer ato do consumidor, 
tenha ou não ocorrido furto. Outrossim, embora 
existam precedentes que entendam que a demora em 
ajuizar a ação de indenização pode amenizar o dano 
moral, essa demora, para o Min. Relator, não possui 
qualquer relevância na fixação do dano, pois a ação 
não deve ser intentada sem que o lesado, como 
ocorreu no caso, procure composição amigável junto 
à ré. Com esse entendimento, a Turma restabeleceu a 
sentença. Precedentes citados: REsp 348.343-SP, DJ 
26/6/2006, e REsp 237.724-SP, DJ 8/5/2000. REsp 
970.322-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 
9/3/2010. 
 
 
Desconsideração da personalidade jurídica 
 
 Trata-se de regra estipulado no art. 28 do 
CDC. Vejamos julgado sobre o tema: 
Responsabilidade civil e Direito do consumidor. 
Recurso especial. Shopping Center de Osasco-SP. 
Explosão. Consumidores. Danos materiais e morais. 
Ministério Público. Legitimidade ativa. Pessoa jurídica. 
Desconsideração. Teoria maior e teoria menor. Limite 
de responsabilização dos sócios. Código de Defesa do 
Consumidor. Requisitos. Obstáculo ao ressarcimento 
de prejuízos causados aos consumidores. Art. 28, § 
5º. - Considerada a proteção do consumidor um dos 
pilares da ordem econômica, e incumbindo ao 
Ministério Público a defesa da ordem jurídica, do 
regime democrático e dos interesses sociais e 
individuais indisponíveis, possui o Órgão Ministerial 
legitimidade para atuar em defesa de interesses 
individuais homogêneos de consumidores, 
decorrentes de origem comum. 
- A teoria maior da desconsideração, regra geral no 
sistema jurídico brasileiro, não pode ser aplicada 
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com a mera 
demonstração de estar a pessoa jurídica insolvente 
para o cumprimento de suas obrigações. 
Exige-se, aqui, para além da prova de insolvência, ou 
a demonstração de desvio de finalidade (teoria 
subjetiva da desconsideração), ou a demonstração 
de confusão patrimonial (teoria objetiva da 
desconsideração). 
- A teoria menor da desconsideração, acolhida em 
nosso ordenamento jurídico excepcionalmente no 
Direito do Consumidor e no Direito Ambiental, incide 
com a mera prova de insolvência da pessoa jurídica 
para o pagamento de suas obrigações, 
independentemente da existência de desvio de 
finalidade ou de confusão patrimonial. 
- Para a teoria menor, o risco empresarial normal às 
atividades econômicas não pode ser suportado pelo 
terceiro que contratou com a pessoa jurídica, mas 
pelos sócios e/ou administradores desta, ainda que 
estes demonstrem conduta administrativa proba, 
isto é, mesmo que não exista qualquer prova capaz 
de identificar conduta culposa ou dolosa por parte 
dos sócios e/ou administradores da pessoa jurídica. 
- A aplicação da teoria menor da desconsideração às 
relações de consumo está calcada na exegese 
autônoma do § 5º do art. 28, do CDC, porquanto a 
incidência desse dispositivo não se subordina à 
demonstração dos requisitos previstos no caput do 
artigo indicado, mas apenas à prova de causar, a 
mera existência da pessoa jurídica, obstáculo ao 
ressarcimento de prejuízos causados aos 
consumidores. 
- Recursos especiais não conhecidos. (REsp 
279273/SP, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, Rel. p/ 
Acórdão Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA 
TURMA, julgado em 04/12/2003, DJ 29/03/2004 p. 
230) 
Das práticas comerciais 
Oferta 
 
Trata-se de uma declaração inicial de vontade 
direcionada à realização de um contrato, dessa forma, 
a proposta integra o contrato. Basta o consentimento 
(aceitação) para conclusão do contrato (art. 427 e 
segs., do CC). Uma vez realizada a oferta (ou 
proposta), esta não desaparece por vontade unilateral 
do fornecedor, podendo o consumidor exigir o 
cumprimento da obrigação pelo fornecedor ou outro 
produto ou prestação equivalente (art. 35). Assume, 
assim, a oferta, um caráter vinculante. Essa vinculação 
atua de duas