HDB - Anotação (7)
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HDB - Anotação (7)


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maneiras: 
 
a) obriga o fornecedor a contratar, mesmo que haja 
negativa; 
 
b) obriga o fornecedor a contratar conforme o que 
haja ofertado, ainda que o contrato contrarie a oferta. 
 
O CDC, assim, revela a necessidade de se 
respeitar o consumidor mesmo na fase pré-contratual 
ou extracontratual, além da preocupação ética. A 
publicidade deve ser encarada como oferta, proposta 
contratual e, conforme o art. 30, vincula o fornecedor. 
 
Para tal, devem ser satisfeitos dois requisitos: 
 
a) veiculação da informação; 
b) precisão da oferta (informação ou publicidade): não 
se exigindo que o fornecedor se obrigue por naturais 
exageros publicitários. 
 
A oferta deve assegurar todas as informações 
sobre os produtos ou serviços, bem como sobre os 
riscos que os mesmos possam acarretar aos 
consumidores. Trata-se do DEVER DE INFORMAÇÃO 
clara, precisa e em português (art. 31). 
 
A Lei n. 10.962/04 complementa o CDC ao 
dispor sobre a oferta e as formas de afixação de 
preços de produtos e serviços para o consumidor. Por 
meio de etiquetas ou similares, expostas em vitrines 
ou outros meios de divulgação, em auto-serviços, 
supermercados, hipermercados, mercearias ou 
estabelecimentos comerciais onde o consumidor 
tenha acesso direto ao produto, sem a intervenção do 
comerciante, mediante impressão ou afixação do 
preço do produto na embalagem ou afixação de 
código referencial ou de barras. 
 
O dever de informar nasce na fase pré-
contratual, se estende quando a prestação já foi 
cumprida e vai inclusive até a fase pós-contratual 
(arts. 8º, 9º, 10, 12, 14, 18, 20, 22, 30, 33, 34, 39, 40, 
48, 51, 52, 54). Novamente o CDC impõe a 
responsabilidade solidária entre os fornecedores, no 
caso, pelos seus prepostos ou representantes 
autônomos (art. 34). 
 
 OAB 1ª Fase 2011.2 
CRISTIANO SOBRAL 
 
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Atenção! Lei 
11.800/2008, acrescentou o parágrafo único no art. 
33 do CDC. Lei 11989/09, acrescentou o parágrafo 
único ao art. 31 do CDC. 
 
Publicidade 
 
\u201cPublicidade é qualquer forma paga de 
apresentação impessoal e promoção de idéias, como 
de bens ou serviços, por um patrocinador 
identificado\u201d (conforme o Comitê de Definições da 
American Association of Advertising Agencies). Para 
fins de defesa do consumidor, diferencia-se a 
publicidade da propaganda, ainda que no uso 
cotidiano as expressões ganhem sinonímia. \u201cA 
publicidade tem um objetivo comercial, enquanto a 
propaganda visa a um fim ideológico, religioso, 
filosófico, político, econômico ou social\u201d. 
 
Certos princípios devem ser observados na 
publicidade: 
 
a) identificação da publicidade: não se admite a 
publicidade clandestina ou a subliminar (art. 36); 
b) vinculação contratual da publicidade (arts. 30 e 35); 
c) veracidade da publicidade: é proibida a publicidade 
enganosa (art. 37, § 1º); 
d) não abusividade da publicidade: devem ser 
reprimidos desvios que prejudiquem os consumidores 
(art. 37, § 2º); 
e) inversão do ônus da prova: decorrente do 
reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor 
(art. 38); 
f) transparência da fundamentação da publicidade: 
conexo ao princípio da inversão do ônus da prova (art. 
36, parágrafo único); 
g) correção do desvio publicitário: além da reparação 
civil dos danos, impõe-se a correção dos impactos da 
publicidade frente aos consumidores (art. 56, inc. XII). 
Práticas abusivas e cobrança de dívidas 
Prática abusiva é \u201ca desconformidade com os 
padrões mercadológicos de boa conduta em relação 
ao consumidor\u201d. O elenco do art. 39 é exemplificativo. 
Também são práticas abusivas todos os métodos 
comerciais coercitivos, como a exposição do 
consumidor ao ridículo, constrangimento ou ameaça, 
quando da cobrança de dívidas, conforme o art. 42. 
 
Cobrar uma dívida é ação lícita e corriqueira 
do credor em relação ao devedor. É evidente que 
todo fornecedor tem direito a receber o seu crédito. 
Entretanto, não raro, os fornecedores cometem 
abusos, expondo o consumidor ao ridículo, 
principalmente quando ocorre à cobrança no 
ambiente de trabalho, quando os telefonemas são 
intimidadores, ameaças a integridade física etc. 
 
É necessário analisar o art. 42 em conjunto 
com o art. 71 que prevê caracterização penal, cuja 
sanção será detenção de 3 meses a 1 ano e multa. 
\u201cPegando carona\u201d no CDC ou tentando se livrar dele, 
alguns fornecedores lançaram códigos próprios, que 
nada mais são do que manuais de conduta que não 
obrigam o fornecedor e não respaldam o consumidor. 
O CDC é norma de ordem pública e origem 
constitucional, portanto, de aplicação prioritária, 
estas outras normas podem ser aplicadas como 
complementação (art. 7º). 
 
Bancos de dados e cadastros de consumo 
Comumente nas relações comerciais o 
consumidor necessita preencher fichas com seus 
dados pessoais e, com este procedimento, é criado 
um banco de dados para os fornecedores. Da mesma 
forma, existe um banco de dados dos endividados 
(SPC). 
Os bancos de dados se distinguem dos cadastros de 
consumidores pela origem da informação (fonte) e 
pelo destino das mesmas. Os cadastros de 
consumidores são formados por informações 
fornecidas pelo próprio consumidor junto ao 
fornecedor (geralmente comerciante), para fins de 
estabelecer uma comunicação mais estreita e 
particularizada entre cliente e vendedor. 
 
Já os bancos de dados obtêm suas 
informações sobre os consumidores dos 
fornecedores. Sua intenção pode ser a \u201cobtenção de 
informações para fins históricos, estatísticos, 
passando pelos arquivos de proteção ao crédito, até 
aqueles que coletam informações úteis para as 
companhias seguradoras\u201d. Exemplos de bancos de 
dados são o SPC, SERASA, CCF etc. 
 
As informações que o consumidor colocar na 
ficha não podem ser usadas pela empresa para outras 
finalidades. A proteção vai de encontro ao princípio 
de proteção à privacidade (art. 5º, X, CF/88; Lei 
complementar n. 105/2001 sobre sigilo bancário), da 
dignidade da pessoa humana, da proteção ao 
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consumidor e dos 
direitos da personalidade (art. 170, V da CF/88 e 
Súmula n. 227, do STJ). O Código, para evitar que 
estas informações sejam usadas para outros fins, 
assegura ao consumidor: 
 
\uf0b7 direito de corrigir os dados incorretos; 
\uf0b7 a retirada das informações negativas após um 
período de 5 anos; 
\uf0b7 o conhecimento das informações sobre o 
consumidor que estejam no cadastro (Habeas 
Data); 
\uf0b7 a comunicação de abertura de ficha cadastral 
quando o consumidor não tiver pedido que 
seu cadastro seja aberto. Os bancos de dados 
e o fornecedor respondem solidariamente 
pela reparação dos danos causados ao 
consumidor. 
Atenção! 
 
Súmula 404 do STJ 
É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de 
comunicação ao consumidor sobre a negativação de 
seu nome em bancos de dados e cadastros. 
 
Súmula: 385 
Da anotação irregular em cadastro de proteção ao 
crédito, não cabe indenização por dano moral, 
quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o 
direito ao cancelamento. 
 
Súmula: 359 
Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção 
ao Crédito a notificação do devedor antes de proceder 
à inscrição. 
 
Súmula: 323 
A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos 
serviços de proteção ao crédito até o prazo máximo 
de cinco anos, independentemente da prescrição da 
execução. 
 
 
Proteção contratual 
 
O consumidor, vulnerável frente ao 
fornecedor, deve ser sempre protegido. Para tanto, e 
considerando-se que nos dias atuais, praticamente 
todos os contratos que digam respeito a relações de 
consumo são de adesão, o CDC tem por preocupação 
a observância da boa-fé objetiva (art. 4º, inc. III, e 51, 
inc. IV), posto que os contratos não podem ser 
analisados de acordo com a sistemática do CC. O que 
deve ser observado é a lealdade e a transparência, a 
\u201cobservância das legítimas expectativas inerentes