HDB - Anotação (7)
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ao 
negócio (boa-fé objetiva), com definição clara dos 
direitos e das obrigações das partes\u201d. Não se está 
mais diante dos pilares que sustentaram a teoria 
contratual até o século XX e que se conformava a 
relações individuais: a) autonomia da vontade ou 
liberdade contratual; b) força vinculante ou força 
obrigatória dos contratos (pacta sunt servanda); c) 
relatividade dos efeitos contratuais. 
Na nova teoria contratual, introduzida pelo 
CDC, estes pilares devem ser revisitados, dentro da 
ótica consumerista. O contrato de adesão, ainda que 
não proibido, tem limites impostos em lei, 
notadamente quando em suas cláusulas há limitação 
de direito do consumidor (art. 54, § 4º). 
 
Por outro lado, quando o consumidor contrata 
fora do estabelecimento comercial, tem o poder de 
exigir a rescisão contratual em até 7 (sete) dias após o 
recebimento do produto ou serviço. 
 
Tais negócios são estabelecidos na residência 
ou local de trabalho do consumidor, via telefone ou 
Internet. Para a desistência, dispensável é qualquer 
alegação ou motivo. 
 
A principal preocupação do CDC no que tange 
aos contratos de consumidor diz respeito às cláusulas 
abusivas neles insertas. O art. 51, de caráter não 
exaustivo, elenca cláusulas que, se existentes em um 
contrato, serão consideradas nulas de pleno direito 
(nulidade absoluta). Para tanto, não se deve levar em 
consideração qualquer malícia ou má-fé do 
fornecedor, mas a simples desconexão da cláusula 
com a boa-fé objetiva. 
 
A nulidade absoluta da cláusula não importará 
em nulidade do contrato, salvo se contaminar ou 
invalidar o negócio. É a observância doprincípio da 
conservação do contrato. O juiz, por seu turno, não 
ficará limitado à provocação da parte para a 
verificação da nulidade.