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			 Plano de Aula: 8 - Cerebelo
			 FUNDAMENTOS DE NEUROANATOMIA
			
		
		
			Título
			8 - Cerebelo
			 
			Número de Aulas por Semana
			
				4
			
			Número de Semana de Aula
			
				8
			
 
 Tema
		 Unidade 6 - Cerebelo
		
		 Objetivos
		 Ao final desta aula, o aluno deverá ser capaz de:
·   Conhecer as principais características anatômicas do cerebelo;
·   Compreender a divisão ontogenética e filogenética do cerebelo e suas funções;
·   Identificar os principais acidentes anatômicos do cerebelo.
		
		 Estrutura do Conteúdo
	 Unidade 6 â\u20ac\u201c Cerebelo:
6.1. Generalidades:
O cerebelo é um órgão do â\u20ac\u153sistema nervoso supra-segmentarâ\u20ac\ufffd, deriva do metencéfalo e se localiza posteriormente ao bulbo e à ponte, contribuindo para a formação do teto do quarto ventrículo. Está separado do lobo occipital do cérebro por uma prega de dura-máter denominada tentório do cerebelo. O cerebelo se comunica com a medula espinal e com o bulbo através do pedúnculo cerebelar inferior, com a ponte através do pedúnculo cerebelar médio e com o mesencéfalo através do pedúnculo cerebelar superior. As principais funções do cerebelo são: manutenção do equilíbrio e da postura, controle do tônus muscular, controle dos movimentos voluntários e aprendizagem motora.
 
6.2. Aspectos anatômicos:
O cerebelo possui uma porção mediana, ímpar, chamada de verme do cerebelo que está ligada a duas grandes massas laterais, os hemisférios cerebelares. A superfície do cerebelo apresenta sulcos de direção predominantemente transversal, que delimitam lâminas finas denominadas folhas do cerebelo. O cerebelo é constituído por um centro de substância branca, o corpo medular do cerebelo, revestidas externamente por uma fina camada de substância cinzenta, o córtex cerebelar. O corpo medular do cerebelo com as lâminas brancas que dele irradiam, quando vistas em cortes sagitais, recebem o nome de árvore da vida.
 
6.3. Lobos e fissuras:
A divisão do cerebelo em lobos não tem nenhum significado funcional e sua importância é apenas topográfica. São eles: o lobo anterior do cerebelo, o lobo posterior do cerebelo e o lobo flóculo-nodular. Os lobos são delimitados por fissuras, sendo as mais evidentes: a fissura primária, a pós-clival e a horizontal. Os lobos do cerebelo são ainda divididos pelas fissuras em unidades menores chamadas de lóbulos. O verme do cerebelo também possui subdivisões.
 
6.4. Divisão ontogenética e filogenética:
A divisão anatômica do cerebelo em verme do cerebelo e lobos do cerebelo é inadequada do ponto de vista funcional e clínico. Entretanto, foi feita uma divisão, tentando agrupar as divisões anatômicas e os aspectos funcionais do cerebelo, com base na ontogênese e na filogênese deste órgão. Desta forma, temos a divisão ontogenética do cerebelo em lobo anterior do cerebelo, lobo posterior do cerebelo e lobo flóculo-nodular, e a divisão filogenética do cerebelo em arquicerebelo, paleocerebelo e neocerebelo. O arquicerebelo corresponde ao lobo flóculo-nodular e sua função está relacionada à manutenção do equilíbrio e da postura; o paleocerebelo corresponde ao lobo anterior do cerebelo mais algumas partes do verme do cerebelo e sua função está relacionada com o controle do tônus muscular e postura; o neocerebelo corresponde ao lobo posterior do cerebelo e sua função está relacionada à coordenação motora e execução de movimentos finos.
 
6.5. Núcleos do cerebelo:
No interior do corpo medular do cerebelo existem quatro pares de núcleos de substância cinzenta que são chamados de núcleos do cerebelo. São eles: o denteado, o emboliforme, o fastígio e o globoso.
 
6.6. Correlações anatomoclínicas:
Exemplos anatomoclínicos relacionados com o conteúdo dessa unidade. 
	
	 Aplicação Prática Teórica
 Textos:
1.   VAN DE GRAAFF. Anatomia Humana. 6. ed. Barueri, SP: Manole, 2003 (Capítulo 11, p. 375-376); 
2.   DÃ\u201aNGELO; Fattini. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 
     2007 (Capítulo 5, p. 73-77);
3.   AFIFI; Bergmam. Neuroanatomia Funcional texto e atlas. 2. ed. São Paulo: Roca, 2007 (Capítulos 15 e 16);
4.   MACHADO. Neuroanatomia Funcional. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1993 (Capítulo 6, p. 49-53; Capítulo 22, p. 215-227);
5.   MENESES. Neuroanatomia Aplicada. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006 (Capítulo 13, p.180-203);
6.   CROSSMAN; Neary. Neuroanatomia ilustrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007 (Capítulo 11, p. 115-121);
7.   CTA-SBA. Terminologia Anatômica Internacional. São Paulo: Manole, 2001 (p. 142-145).