11 - itens 6.1 e 6.2

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DisciplinaContabilidade Social e Balanço de Pagamentos146 materiais1.375 seguidores
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do público nos bancos comerciais são considerados moeda?
Como veremos, a resposta a essa pergunta está relacionada com aquilo que se chama multiplicador bancário, o que por sua vez vai explicar porque os bancos comerciais são considerados bancos criadores de moeda.
Quando os antigos mercadores deixavam sua moedas depositadas em casas de sua confiança e saíam de lá portando os recibos desses depósitos , os guardiões dessas moedas perceberam que poderiam emprestar a juros uma boa quantidade delas sem correr o risco de que seus verdadeiros proprietários viessem todos ao mesmo tempo requisitá-las.
Bastava deixar em caixa uma fração desses depósitos como garantia para os eventuais sacadores, para poder emprestar todo o restante. 
Foi desse princípio simples que nasceram os bancos, que passaram a pilotar esse processo de multiplicação de liquidez (poder de compra) em vários rounds (porque os empréstimos geram novos depósitos, que podem gerar novos empréstimos e assim por diante).
O chamado multiplicador bancário é a variável que mensura exatamente de que tamanho é o poder que o sistema bancário tem de criar moeda.
É por se tratar de poder de compra tão líquido quanto a moeda corrente, que os depósitos á vista são chamados de moeda (escritural) e fazem parte dos MP.
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6.2 O Sistema Monetário e as Contas Monetárias: 
os meios de pagamento
Hoje em dia, no Brasil, cerca de 40% dos MP constituem-se de moeda corrente, sendo o restante composto por moeda escritural. 
Os MP constituem um agregado monetário. Na realidade trata-se do agregado monetário mais líquido que existe, pois congrega os ativos monetários, que representam poder de compra imediato, ou seja, capacidade de, sem custos, transformar-se em bens e serviços.
Porque são MP da mais alta liquidez, a moeda e os depósitos à vista são denominados ativos monetários, que é uma categoria específica de ativo financeiro. Os demais ativos financeiros são em geral definidos em função de sua maior ou menor proximidade, em termos de liquidez, com os ativos monetários. 
Um título bancário como um CDB, por exemplo, é um ativo distante dos ativos monetários, pois é pouco líquido. Se ele for, por exemplo, de 180 dias e seu detentor precisar dele antes disso, certamente sofrerá uma perda em sua remuneração, mesmo que seu dinheiro tenha ficado aplicado a maior parte desse prazo.
Até o ano de 2000, a classificação dos agregados monetários era feita a partir do critério de liquidez dos ativos financeiros.
O quadro a seguir vai mostrar essa classificação, mostrando também que o primeiro agregado (M1) é aquilo que até agora chamamos de MP. 
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6.2 O Sistema Monetário e as Contas Monetárias: 
os meios de pagamento
A partir de 2001, o critério de classificação desses agregados foi substituído pelo de sistema emissor.
Assim, o M1 (que não mudou em relação à classificação anterior) é gerado por instituições emissoras de haveres estritamente monetários.
O M2 engloba o M1 mais as demais emissões de alta liquidez realizadas primariamente no mercado interno por instituições depositárias (bancos comerciais e múltiplos, caixas econômicas, bancos de desenvolvimento, agências de fomento, sociedades de crédito e associações de poupança e empréstimo).
O M3 engloba o M2 mais as captações efetuadas por intermédio dos fundos de renda fixa e das carteiras de títulos registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).
Finalmente, o M4 engloba o M3 mais os títulos públicos de alta liquidez. 
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6.2 O Sistema Monetário e as Contas Monetárias: 
os meios de pagamento
Outro conceito de grande importância para a compreensão do sistema monetário e dos próprios MP é o de base monetária.
Mas para compreendê-lo corretamente é preciso entender um pouco melhor o que é o Banco Central e quais são suas funções.