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Disciplina:Organização do Trabalho324 materiais435 seguidores
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No final, o trabalho passou a ser feito por 35 operárias, que faziam o serviço em velocidade maior. As funcionárias passaram a receber salário de 80% a 100% maior que antes, reduziram as jornadas de trabalho e as funcionárias restantes se sentiam mais valorizadas pela direção.
TEXTO 6: FORDISMO E A LINHA DE MONTAGEM

A introdução da linha de montagem na indústria automobilística , deu início a produção em massa de produtos de grande escala, que antes era impossível devido ao porte e a complexidade dos componentes. Ford compreendeu melhor que Taylor que os novos métodos produtivos necessitavam de um novo tipo de homem e, para que isso fosse caracterizado, os valores da sociedade deveriam ser transformados, de maneira a acolher uma nova concepção de mundo ditada pelas necessidades produtivas. O fracionamento do trabalho complexo em seus elementos mais simples, levaria à escolha das habilidades humanas na justa necessidade do trabalho desqualificado. Ford apreendeu como o trabalho é transformado para adaptar-se a um ritmo intenso de acumulação de capital.

Ford percebeu que o automóvel ainda era pouco acessível à população e, por meio de algumas modificações no projeto do carro e no processo de trabalho, ele conseguiu lançar um carro com cerca de metade do preço daquele produzido no ano anterior. A produção aumentou em cinco vezes. O elemento chave era esteira transportadora que passou a ter um funcionamento ininterrupto, combinado operações extremamente parcelada dos trabalhadores.

Os princípios de Ford eram:

Sempre que possível o trabalhador não dará um passo supérfluo;

Não permitir que o trabalhador se canse inutilmente, com movimento a direita ou esquerda, sem proveito algum. As regras gerais são:

O trabalhador e as peças devem ser dispostas na ordem natural das operações, toda peça ou trabalhador percorra o menor caminho possível durante a montagem;

Toda as vezes que possível deve-se usar a gravitação como meio de transporte, para chegar as mãos do operário próximo a peça em trabalho;

Construa-se uma rede auxiliar para a montagem dos carros, pela qual deslizando as peças devem ser ajustadas, cheguem ao ponto exato onde são necessárias.

O resultado prático é a economia das faculdades mentais e a redução ao mínimo dos movimentos de cada operário, sendo possível, deve fazer o mesmo movimento ao executar a mesma operação. O sucesso reduziu o tempo de produção e separou a produção em operações extremamente simplificadas. Fixo em seu posto de trabalho o homem passou a ser quase um componente da máquina.

O trabalhador qualificado, antes necessário no processo de montagem, é eliminado. E surge, em seu lugar, um novo homem cuja única função é repetir indefinidamente movimentos padronizados, desprovidos de qualquer conhecimento profissional, que segundo Ford para muitos a repetição nada tem de desagradável, e que os serviços que exigem esforço mental e físico não encontram aceitação.

O resultado dessa simplificação e parcelamento extremo do trabalho levou-o a perceber que eram reduzidos as necessidades de todo potencial humano para o trabalho, o que permitia o emprego de pessoas em condições inferiores às normais, mas não como obra de caridade, e sim, como retirar pessoas da classe improdutiva para passá-las para a classe produtiva. Assim, ocorre o alargamento da reserva de braços para a indústria, com reflexos sobre o preço da força de trabalho.

As peças se deslocam automática e ininterrupta, suprindo o trabalho de todos os homens da produção, sem esperas e nem paradas. A linha de montagem se torna, assim, um notável instrumento de intensificação do trabalho.

O aumento da possibilidade de utilização dos equipamentos diminui a depreciação dos equipamentos por obsolescência. Quase não há contato pessoal nas oficinas.

RESUMO: a introdução da linha de montagem levou a desqualificação operária e a intensificação do trabalho. Estes dois fatores aliados ao aumento da produtividade conseguido pela inovação tecnológica (esteira) permitiram o barateamento do automóvel e a transformação dele num bem de consumo de massa.

ANOTAÇÕES DO QUE A ANA VALÉRIA FALOU EM SALA

Ford divide ainda mais as tarefas do que Taylor dividiu

Visão de qualidade era diferente: qualidade era vista como inspeção; como um custo

“A linha de montagem deve funcionar como se fosse um rio e as ferramentas são como afluentes, devendo chegar sempre na quantidade certa e no tempo certo” (Ford) – parece Just-in-Time

Preocupação em evitar cansaço pois isso diminui a produtividade dos funcionários

As pessoas eram vista como peça de produção

O funcionário tem um ritmo fixo, pois ele segue a linha

Organização verticalizada: produz tudo que vai consumir (não possui fornecedor) para garantir a maior padronização das peças (peças intercambiáveis)

Não existe tempo morto (troca de ferramentas, deslocamento, transporte, etc)

Trabalho parcelado: precário, pois funcionários era facilmente substituídos (tarefas fáceis)

Linha facilita o controle, pois é possível perceber onde estava o problema

Salário justo: nem muito alto (para não corromper a sociedade permitindo jogos, e bebidas) e nem muito baixo (para poder sustentar suas famílias e sobreviver)

Texto 7 - As novas abordagens da produtividade

No mundo industrial de hoje: combinação das formas antigas e novas de definição e cálculo da produtividade.

I – A abordagem Taylorista da produtividade e suas limitações:

Antes de Taylor (método pré-taylorista) – remuneração por tarefa:

Não havia nenhum controle direto dos atos reais do trabalho operário nem da combinação deles com os movimentos das máquinas;

Não se sabia quais os procedimentos e operações realizadas pelos operários;

Única forma de estimular trabalhador: método por iniciativa e incentivos;

Crítica de Taylor: operários limitavam o volume de produção para que seus esforços não se transformassem em nova norma para o patrão e parassem de ganhar o incentivo.

Pontos que particularizam a abordagem taylorista da produtividade:

Definiu produtividade como aquela própria das operações de trabalho, particularmente dos gestos operários;

Incremento da produtividade = encurtamento do tempo de execução da operação (pois ciência do trabalho era igual a ciência dos gestos);

Demonstrou necessidade de desvio do controle da produção para recém-criados departamentos de organização e métodos. Estes realizariam o ciclo de atividades de análise dos atos de trabalho, do encadeamento e da combinação deles com as máquinas para definição dessas rotinas operacionais – a serem seguidas estritamente sob controle de nova chefia imediata;

Suscitou criação de 2 novos departamentos: organização e métodos (com cronometristas) e controle direto (contramestres e chefes de equipe);

Objetivo não era se apropriar do saber-fazer do operário, mas retirar o monopólio dele das mãos operárias – adicionar racionalidade ao trabalho, ou seja, orientar, controlar ou mesmo formar o trabalho real;

Instaura-se não a divisão do trabalho (proposta antes por Adam Smith), mas a divisão entre concepção e execução deles;

Implicou uma redefinição das bases do relacionamento entre gerências e operações – de um lado a aceitação dos operários em fazer segundo o prescrito; do outro o compromisso do patronato em aumentar regularmente os salários;

Banalização de alguns postos de trabalho (definidos como não-qualificados): possibilidade de absorção de mão-de-obra sem experiência industrial (do campesinato, imigração, atividade doméstica, etc) o que foi fator de expansão da remuneração salarial;

Desenvolvimento do princípio de treinamento dos operários (ensino técnico-profissional);

Ponto essencial: o taylorismo não pode ser reduzido a um princípio de intensificação do trabalho. Além disso, ele é um instrumento de pilotagem da produção por calcular a eficácia dos processos técnicos (pelos métodos e pela medição dos desvios), e é uma base de negociação para a redistribuição aparente do valor agregado, entre lucros e salários.

Taylorismo e sistema