LAXATIVOS FUNDÃO 2012

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 Profa.Tereza Sollero Claudio-da-Silva

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Constipação Intestinal
Inibição da defecação
Eliminação dolorosa de fezes endurecidas e calibrosas
Esfíncter anal interno dilatado e escape fecal

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Escape fecal: perda involuntária de parcela do conteúdo fecal por portadores de constipação crônica, conseqüente a fezes impactadas no reto

Constipação Intestinal

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Constipação Intestinal
Etiologia:
 Fatores hereditários ou constitucionais

Hábitos de vida
 Desmame
 Alergia ao leite de vaca
 Baixo consumo de fibras vegetais
 Sedentarismo
 Negligência do reflexo da evacuação
 Viagens e hospitalizações

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Classificação - Constipação Intestinal
 durante ou após mudança do hábito 	 	 alimentar
Aguda uso de fármacos
 redução da atividade física
 vigência de estado mórbido

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 Crônica
(>1- 3 meses)
Funcional
95%dos casos

Orgânica
Simples

Complicada
 Intestinal e/ou ano-retal

Secundária a doença não intestinal

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Secundária a doenças extra-intestinais

Endócrinas - hipotireoidismo, hipercalcemia, 		 hipocalemia

Neurológicas - paralisia cerebral, lesões 		 medulares

Medicamentosa - codeina, anticolinérgicos,
 antiácidos, anticonvulsivantes, 	 sais de ferro

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Defecação: a urgência de defecar

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Tratamento Não Farmacológico

Medidas dietéticas

Dieta balanceada com grãos integrais, frutas,
 vegetais e água

Exercícios para e manter o tonus intestinal

Treinar para manter a regularidade intestinal

 Palpar o abdome à procura de massa fecal, se presente:
 desimpactação e medicação laxativa

Constipação Intestinal

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Desimpactação
 Soro fisiológico com glicerina a 12%, via retal, na dose de 10 a 20ml/Kg, 1 vez ao dia, por 1 a 7 dias

 Clister retal de 50ml de óleo mineral ou glicerina líquida
Constipação Intestinal

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Medicação
 A escolha dos laxativos depende da idade e da gravidade da constipação

Constipação Intestinal

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 LAXATIVOS - INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
constipação funcional

exames radiológicos
 clister opaco
 colonoscopia

cirurgias - preparo do colon

encefalopatia hepática

patologias
 hemorróidas
 infarto

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Classificação dos Laxativos
 Formadores do bolo fecal
 Fibra dietética
 Farelo de cereais amolecimento das fezes
 Preparações de psílio 1 a 3 dias
 Metilcelulose

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Desvantagens – Formadores de Massa
 Em geral é seguro
Necessário ingerir grandes quantidades de água
Não amolece as fezes que se encontram no cólon e no
 reto
Não deve ser utilizado em pacientes com ulcerações
 intestinais, aderências, estenose e possibilidade de
 impactação fecal.

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Amolecedores do Bolo Fecal
Docusato sódico
Detergente aniônico que amolece as fezes através do acúmulo de água na luz por ação sobre a mucosa intestinal
Estimula o fluído intestinal e a secreção de eletrólitos, possivelmente pelo ↑ do AMPc da mucosa
 Podem ocorrer cólicas e dor abdominal.
É amargo, e as preparações líquidas podem causar náuseas.
Ocorrência de hepatotoxicidade com o uso prolongado

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 Óleo Mineral
É um líquido viscoso, mistura de hidrocarbonetos de petróleo.
Farmacologicamente inerte
Desvantagens:
 Não é irritante, porém sua deglutição se mostra desagradável
Uma pequena quantidade penetra na mucosa intestinal é
 transportada pela linfa – pode produzir granuloma de corpo
 estranho na submucosa intestinal.
Carrega as vitaminas lipossolúveis juntamente com as fezes
O vazamento de óleo pelo esfíncter anal pode causar embaraço

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Estimulantes

 1- Derivados de Difenilmetanos

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Efeito direto nos enterócito, neurônios entêricos.
Induzem inflamação de baixo grau, limitada no intestino delgado e grosso para promover acúmulo de água e eletrólitos. Estimular a motilidade intestinal.
Ativação de PG, AMPc, via NO-GMPc e produção do fator ativador de plaquetas
Inibe Na-K ATPase

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Bisacodil
Administração:
	via oral
	supositório (15 a 30 minutos)

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2- Antraquinonas
 Sena
 Cáscara Sagrada
 Aloé 	
Estimulantes

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Estimulantes
 3- Óleo de rícino
Dose: 15-25 mL (adultos)
 5-15 mL (criança)
 Sabor desagradável
 Cólicas forte
Deve evitar o uso regular, pode causar lesão da mucosa intestinal

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 Osmóticos
É higroscópico e a retenção de água estimula peristaltismo e usualmente produz movimento intestinal em menos que 1 hora

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Lactulose, sorbitol e manitol
	lactulose – dissacarídeo sintético
 sorbitol e manitol são açucares não absorvíveis

 hidrolisados no intestino grosso em ácidos graxos de cadeia curta, estimulam a motilidade propulsora do cólon atraem água para o lúmen intestinal

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Lactulose
 causa redução de 25-50% da concentração sangüínea de NH3 em pacientes com encefalopatia hepática.
os produtos de degradação da lactulose são ácidos e reduzem o pH das fezes
a amônia produzida pelas bactérias do cólon é convertida em sais de NH+4 ionizado e não é absorvida.

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Abuso de laxativos

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Agentes pró-cinéticos
 Tegaserode
 agonista parcial do receptor 5-HT4
 tratamento da constipação crônica
 pacientes com síndrome do intestino irritável

Efeitos Adversos
 diarréia, náuseas e cefaléia

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Diarréia
  na freqüência e ou ↓ da consistência das
 evacuações com débito diário > da 200 g.
Mais de três evacuações aquosas nas 24 h
Tipos clínicos de diarréia:
 aguda aquosa: < 3 semanas
 persistente: > 14 dias
 crônica: >3 semanas

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Diarréias Bacterianas
 E. coli causa até ¼ do total das diarréias em
 países em desenvolvimento.

Shigelle é a causa mais comum de diarréia
 sangüinolenta, associada a 10-15% das diarréias
 abaixo dos 5 anos.

 Campylobacter jejuni: 5-15% das diarréias em
 crianças no mundo todo.

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Duração da Diarréia
Diarréia adquirida na comunidade e a do viajante
 Aguda (< 14 dias)
 Vírus – Rotavirus, Adenovirus entérico (20 - 30%)
 Bactérias
 Campylobacter > Salmonella > Shigella > E.coli
 Vibrio Cholerae
Diarréia persistente (>14 dias)
 Parasitas – Protozoários: Giardia Lamblia

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DIARRÉIAS AGUDAS
					 		
Causas
					
 ↑ da osmolaridade do conteúdo intestinal

 ↓ da absorção de líquidos

 ↑ das secreções

 ↑ da motilidade.

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DIARRÉIAS AGUDAS
		
Tratamento
 Rehidratação
 de acordo com nível de desidratação

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Alimentos a serem evitados

Leite e derivados: queijo, requeijão, iogurtes, etc.

Bebidas alcoólicas, refrigerantes, sucos
 industrializados que contenham açúcar.

Leguminosas: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico

Verduras de folhas cruas ou cozidas.

Arroz integral.

Carnes gordurosas.

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Aderência à mucosa
Produção de enterotoxinas
Invasão da mucosa
Invasão da lâmina própria

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Tratamento sintomático
	
 Inibidores da motilidade e da secreção
 	
 Opióides

	

ativam receptores opióides  e  no plexo entérico e inibem propulsão

↑ o tônus do intestino delgado e a atividade de segmentação
 reduzem os movimentos propulsivos
↓ as secreções intestinais

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difenoxilato (2,5 mg) + atropina (0,025) (Lomotil)
 atravessa a BHE – ocorre efeito sobre o SNC

difenoxina (dioctil) - metabólito da difenoxilato

loperamida (análogo da piperadina)
 propriedade andiarréica é mais potente do que a morfina
 efeitos sobre o SNC – são raros
 apresenta ação mais prolongada (12h)
Opióides

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atropina

derivados (homatropina, propantelina, etc)
 	
Anticolinérgicos
	

Podem reduzir a motilidade e a secreção intestinais, porém são de pouca eficácia na diarréia secretória.
Podem ser benéficos na diarréia nervosa ou induzida por fármacos (neostigmina, metoclopramida)
Proporcionam alívio sintomático nas disenterias e diverticulite

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Caulim e Pectina
Caulim - silicato de alumínio e magnésio hidratado
Pectina - carboidrato não digerível derivado da maça
Ambos parecem atuar como absorventes