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Disciplina:Física para Farmácia81 materiais122 seguidores
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e faltas.

Pressão Sangüínea

Definição: é a pressão que o sangue exerce contra a parede dos vasos. Como a pressão nas veias é muito baixa (lei da pressão), é mais conhecida como \u201cpressão arterial\u201d. É a pressão efetiva que impulsiona o sangue ao longo de toda a circulação sistêmica.

Depende de dois fatores:
Débito Cardíaco (DC)
Resistência Periférica (RP): pressão exercida pelas paredes dos vasos contra o fluxo sangüíneo.

Vasoconstricção: diminui o FS, aumenta a RP, aumenta a PA;

Vasodilatação: aumenta o FS, diminui a RP, diminui a PA.

Porém, a pressão nas artérias não é constante, variando conforme a contração (sístole) ou relaxamento (diástole) do ventrículo esquerdo, apresentando seu valor máximo durante a sístole (pressão sistólica) e mínimo durante a diástole (pressão diastólica).

Pressão de pulso: é a diferença entre as pressões sistólica e diastólica. Ppulso= PS \u2013 PD

Pressão média: é a média das pressões durante um ciclo cardíaco. PAmédia= PD + (Ppulso/3)

Figura 5.: Efeito da resistência periférica sobre a pressão sanguínea.

Controle da Circulação

 Controle Nervoso

	É feito de forma reflexa, envolvendo a participação de receptores sensoriais, fibras nervosas aferentes e eferentes e centros controladores no S.N.C.:

¤ Receptores
Baroreceptores Arteriais ( Localizados no arco da aorta e na bifurcação das car\u2019tidas. Enviam impulsos nervosos quando ocorrem alterações na pressão arterial.

Quimioreceptores Centrais (na área lateral do Bulbo encefálico) e Periféricos (no arco da aorta e na bifurcação das carótidas) ( reagem a variações nos níveis de CO2 e H+ no líquor e de O2 no sangue, respectivamente.

Termoreceptores ( Localizados na pele. Enviam sinais para o centro da temperatura, no hipotálamo.

¤ Centro Cardiovascular > Bulbo Encefálico: comanda os reflexos dos baroreceptores e dos quimioreceptores.

¤ Hipotálamo > Termoregulação.

¤ Fibras Eferentes:
Nervos Simpáticos

Coração (receptor adrenérgico \u3b21) ( Os nervos simpáticos fazem sinapses com o nodo sinoatrial, o nodo atrioventricular e com as fibras contrácteis dos ventrículos, aumentando a ritmicidade cardíaca (taquicardia) e a forca de contração.

Vasos sanguíneos:

Trato gastrointestinal ( constricção (receptores \u3b11)

Demais locais ( vasodilatação (receptores \u3b22)

Nervos Parassimpáticos

Coração ( Os nervos parassimpáticos fazem sinapses com o nodo sinoatrial e o nodo atrioventricular, diminuindo a ritmicidade cardíaca (bradicardia).

Vasos sanguíneos: não possuem inervação parassimpática.

¤ Efetores ( Coração e músculos dos vasos sanguíneos.

¤ Principais Reflexos

Reflexo dos Baroreceptores

Termoregulação no Frio

Termoregulação no Calor

Figura 6: Reflexo dos Baroreceptores.

Controle Hormonal da Pressão Sangüínea
¤ Sistema Renina \u2013 Angiotensina \u2013 Aldosterona

	Quando a pressão arterial diminui, a pressão de perfusão renal também diminui. Isto estimula as células justaglomerulares renais, que secretam uma enzima chamada renina. Esta enzima entra na circulação e age sobre uma proteína sintetizada pelo fígado chamada Angiotensinogênio, tranformando - a em Angiotensina I. Esta, por sua vez, é convertida a Angiotensina II por uma enzima secretada pelos pulmões, a enzima conversora de angiotensina (ECA).

	A angiotensina II possui 2 efeitos principais:

Estimula o córtex adrenal a secretar aldosterona. E esta aumenta a secreção renal de K+ e a reabsorção de Na+. O aumento na reabsorção de Na+ causa aumento na reabsorção de água. Em conseqüência, a volemia (volume de água no sangue) aumenta, promovendo elevação na pressão arterial;

Tem ação vasoconstritora, o que também aumenta a pressão arterial.

¤ Peptídeo Natriurético Atrial (ANP)

	Quando a pressão arterial está elevada, os miócitos atriais secretam o ANP, que age sobre os rins causando natriurese: excreção de água e Na+. Devido à excreção de Na+, aumenta a excreção de água, diminuindo a volemia e, em conseqüência, a pressão arterial.

SISTEMA RESPIRATÓRIO
Anatomia : Vias de Condução (Nariz, Faringe, Laringe, Traquéia, Brônquios, Bronquíolos Primários e secundários. Zona Respiratória: Bronquíolos terciários (terminais, respiratórios), Sacos alveolares, Alvéolos

Etapas da Respiração

Respiração Mecânica / Ventilação/ Movimentos Respiratórios: Inspiração e Expiração:

A contração dos músculos respiratórios cria diferenças de pressão que impulsionam o ar para dentro e para fora dos pulmões

Respiração Externa/ 1ª Troca Gasosa: trocas gasosas entre os alvéolos e os capilares pulmonares: O2 vai do alvéolo para o capilar pulmonar enquanto o CO2 vai do capilar pulmonar para o alvéolo

Respiração Interna/ 2ª Troca Gasosa: trocas gasosas entre os capilares periféricos e as células de todos os tecidos: O2 vai do capilar periférico para as células, enquanto o CO2 vai das células para os capilares periféricos

Respiração Celular/ Glicólise / Respiração Aeróbia:

Conjunto de reações bioquímicas realizadas pelas mitocôndrias em todas as células:

 Glicose + O2 >>> CO2 + H2O + 38ATP

Funções das Vias Aéreas

Além de conduzir o ar até a zona respiratória, são funções das vias aéreas:

Filtração do ar
Aquecimento do ar (ao longo de sua passagem pelos seios nasais).

Umedecimento do ar: a produção de muco por glândulas mucosas, principalmente no nariz, diminui o atrito entre o ar e as paredes das vias de condução e, posteriormente, dos alvéolos.

Olfação: na concha nasal superior encontra-se o epitélio olfativo, constituído de células quimioreceptoras ciliadas que identificam a presença de moléculas odoríferas. Estas células transmitem sinais que são interpretados como \u201ccheiros\u201d pelo córtex cerebral.

Fonação (produção de som pela vibração das pregas vocais).

Resistência ao fluxo de ar: A presença de músculo liso ao redor dos tubos causa sua contração ou distensão, o que aumenta (broncoconstricção) ou diminui (broncodilatação) a resistência a passagem de ar. Essas alterações são controladas por vias autônomas: a ativação simpática causa dilatação (receptores B2) e a parassimpática causa constricção.

Ventilação

¤ Inspiração Normal: Contraem-se os músculos inspiratórios principais: intercostais externos (abrem a caixa torácica) e o diafragma (puxa a caixa torácica para baixo). A contração destes músculos torna a pressão pulmonar menor que a pressão atmosférica, o que gera a entrada do ar.

¤ Expiração Normal: É um movimento passivo porque não ocorre contração de músculos, apenas o relaxamento dos músculos inspiratórios, o que aumenta a pressão intrapulmonar, forçando a saída do ar.

¤ Inspiração Forçada: Além dos músculos inspiratórios principais, contraem-se os músculos inspiratórios acessórios: escalenos, denteado anterior e esternocleidomastóideos, que elevam a caixa torácica, aumentando ainda mais o seu comprimento.

¤ Expiração Forçada: Ocorre a contração dos músculos expiratórios: intercostais internos e os abdominais, aumentando ainda mais a pressão sobre os pulmões.

¤ Volumes e Capacidades Pulmonares

	O volume de ar movimentado durante a respiração pode variar conforme o nível de atividade da pessoa, sua estatura, idade, sexo e ao longo do dia. Os diferentes volumes pulmonares podem ser medidos através de um aparelho chamado Espirômetro.

- Volumes Pulmonares Básicos:

Volume Corrente (VC): volume de ar movimentado em uma respiração normal (± 500mL).

Volume de Reserva Inspiratória (VRI): volume extra de ar movimentado durante uma inspiração forçada (±3100mL).

Volume de Reserva Expiratória (VRE): volume extra de ar movimentado durante uma expiração forçada (±1200mL).

Volume Residual (VR): volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração forçada (± 1200mL).

- Capacidades Pulmonares:

Capacidade Inspiratória: volume máximo de ar que a pessoa consegue inspirar. É calculada pela fórmula: CI= VC + VRI= 3800mL

Capacidade Residual Funcional: volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração normal. É calculada pela fórmula: CRF= VR + VRE = 2400mL

Capacidade Vital: volume máximo de ar que uma pessoa consegue mover durante uma inspiração