Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda
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Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda

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com uma ún ica comanda
(conta), no final da noite vocês
fazem um rate io entre as
pessoas que partic iparam da
janta, certo? Dessa mesma
forma acontece em uma
indústria durante o processo
de produção , aqueles custos
que eu não identifico com
quem consumiu , por exemplo,
o a luguel, eu faço um rateio
en tre os produtos elaborados
no mês. Mais adiante, teremos
um capítulo específ ico sobre
esse assunto, portanto não
fique angustiado, nas próximas
atividades chegaremos lá!

C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA

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com o produto vai ter que assumir o seu valor. Para que seja feita a identificação, não há

necessidade de rateio. Exemplos: produção de pão (padaria industrial): matéria-prima, mão-

de-obra.

Custos indiretos, conforme Leone (2000), são os gastos que não podem ser alocados

de forma direta ou objetiva aos produtos ou a um grupo ou a outro segmento ou atividade

operacional, e caso sejam atribuídos aos produtos, serviços ou departamentos, serão median-

te critérios de rateio. São os gastos que a empresa tem para exercer suas atividades, mas que

não tem relação direta com um produto ou serviço específico, pois se relacionam com vários

produtos ao mesmo tempo. Às vezes, por causa de sua não relevância, alguns custos são

alocados aos objetos do custeio através de rateios. Neste caso, adotando o rateio, os custos

serão considerados indiretos. Exemplos: produção de pão (padaria industrial): seguros,

manutenção dos equipamentos, assessorias, aluguel, entre outros.

Figura 6: Classificação dos Custos em Diretos e Indiretos

2.1.3 – QUANTO AO VOLUME DE PRODUÇÃO

Custos variáveis são os que estão diretamente relacionados com o volume de produ-

ção ou venda. Quanto maior for o volume de produção, maiores serão os custos variáveis

totais. São os valores consumidos ou aplicados que têm seu crescimento vinculado à quan-

CCUUSSTTOOSS

DIRETOS

INDIRETOS

Matéria-Prima
MOD
Embalagem

Administração
Honorários
Energia Elétrica
Água
Depreciação
Seguros
Outros

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tidade produzida pela empresa. Segundo Horngren, Foster e Da-

tar (1999), um custo variável é um custo que se altera em mon-

tante em proporção às alterações num direcionador de custo. Um

direcionador de custo é qualquer fator que afeta os custos totais.

Segundo Leone (1997), os custos variáveis são os Custos

(ou Despesas) que variam de acordo com os volumes das ativida-

des. Os volumes das atividades devem estar representados por

base de volume, que são geralmente medições físicas. Custo va-

riável é aquele que varia com o volume de qualquer atividade

que tenha sido escolhida como referência. Atende ainda ao fato

de que o custo variável no total é variável, mas, quando conside-

rado como custo unitário diante do quantitativo da base de volu-

me, ele é fixo.

Custos fixos são aqueles gastos que tendem a se manter

constantes nas alterações de atividades operacionais, indepen-

dentemente do volume de produção. São os custos que têm seu

montante fixado não em função de oscilações na atividade, ou

seja, sem vínculo com o aumento ou diminuição da produção.

Assim, esses custos permanecem no mesmo valor independente-

mente da quantidade produzida. Relacionam-se com a capaci-

dade instalada que a empresa possui e seu valor independe do

volume de produção, existindo independentemente de a empresa

estar produzindo ou parada. Segundo Horngren, Foster e Datar

(1999), um custo fixo é um custo que não se altera em montante

apesar de alterações num direcionador de custo.

Em relação aos custos fixos, Leone (2000) relata que são

custos (ou despesas) que não variam de acordo com o número de

unidades produzidas. Isto é, o valor total dos custos permanece

praticamente igual. Por exemplo: o aluguel mensal da padaria, ele

é um custo fixo mensal, independente do número de unidades pro-

Base de volume

Quantidade de produto que
você vai produzir. Por exemplo:
na padar ia industrial, se você
vai produzir 500 pães, são
necessários tantos quilos de
farinha, tanto de fermen to, sal
e outros ingredientes; todos
eles são medidos fisicamente,
em quilos, unidades, gramas. E
por que são variáveis? Po rque
vai depender do número de
unidades (pães) que você quer
produzir, sendo assim, esses
custos vão variar de acordo
com a quantidade produzida.

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duzidas, esse custo será o mesmo no final do mês. Portanto, ele é um custo fixo. Também

podemos citar outros itens de custos fixos, como os seguros, os contratos de manutenção de

sistemas, ou seja, qualquer item de custo que não altera o seu valor conforme a produção.

O entendimento dessas conceituações e classificações é de fundamental importância

para a realização de um sistema de custos, mas existem outras formas de diferenciação dos

custos, utilizadas conforme a necessidade gerencial de cada situação.

Figura 7: Classificação dos Custos

Na Figura7 podemos verificar a separação dos custos em custos diretos e indiretos.

Um fator que precisamos observar, é que todos os custos diretos são classificados como

custos variáveis. Por que isso ocorre? Porque primeiro precisamos classificar os custos em

diretos, isso significa que é um custo que eu identifico com o produto que consumiu, por-

tanto eu tenho condições de medir, de saber o quanto eu gasto. Por exemplo: em relação à

matéria-prima utilizada na fabricação de uma camisa (tecido) eu sei que vou gastar 1 metro

para fazer uma camisa P, ou 1,5 metros para fazer uma camisa XG, ou seja, eu sei as medi-

das e também o valor do metro, portanto sei quanto vou gastar. E por que é variável? Porque

vai depender de quantas camisas eu vou fazer no mês. Se eu fizer uma, vou gastar X valor;

D I R E T O S IND I R E T O S

CC UU SS TT OO SS

fixos
variáveis variáveis

Exemplo:
Mão-de-Obra Direta
Matéria-prima
Embalagem

Exemplo:
Aluguel de fábrica
Depreciação do prédio
da fábrica

Exemplo:
Energia elétrica da fábr ica
Materiais de limpeza da
fábrica

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se eu fizer cem, vou gastar X valor vezes cem unidades. Portanto, os custos variam de acordo

com o número de unidades produzidas. Assim acontece com a mão-de-obra direta, porque

se eu fizer uma camisa vou gastar X de tempo; se eu fizer cem, da mesma forma, vou ter que

calcular X de tempo vezes cem unidades.

Nesta mesma figura, ao observarmos os custos indiretos, verificamos em todos os exem-

plos que são custos em que não sabemos o quanto se gasta para fazer uma unidade de

produto. O aluguel, por exemplo... Como eu sei quanto vai custar para fabricar uma cami-

sa? Então agora começamos a perceber os critérios de rateio como formas que eu preciso

utilizar para distribuir esses custos aos produtos. Neste sentido, podemos verificar na Figura

7, que todos os custos indiretos se classificam em fixos e variáveis. Os custos fixos são aque-

les que eu sei o valor total no mês, eles não apresentam variações. Por exemplo: aluguel,

seguros, depreciações. Os custos variáveis vão ter seus valores definidos conforme o consu-

mo, ou seja, se eu ligar as máquinas para fazer uma camisa eu vou gastar tantos kW de

energia, mas se eu fizer cem camisas, eu vou gastar uma valor maior no consumo de ener-

gia. Tanto os custos indiretos fixos, quanto os custos indiretos variáveis, precisam de critérios

de rateio para ser alocados aos produtos.

Na Figura 8 você pode observar os elementos de custos e como eles são distribuídos

aos respectivos produtos. Olhe para o retângulo onde está escrito custos. Ao seu lado você

verifica os componentes de custos: MD, MOD e CIF. A partir daí, você pode
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