Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda
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Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda

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verificar que os

custos diretos são levados aos produtos A, B e C, enquanto que os custos indiretos, passam

por outra fase, chamada de rateio, para que posteriormente sejam levados aos produtos A, B

e C. Quando os custos diretos são somados com os custos indiretos, teremos o custo total

dos produtos, os quais vão para a conta de estoque, porque eles estão prontos para serem

comercializados.

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Figura 8: Elementos de Custos

Fonte: Bruni; Famá (2004, p. 36).

Os custos, através de um sistema de apuração, têm a capacidade de nos fornecer tanto

informações de caráter Contábil como informações de caráter gerencial. Segundo Horngren,

Foster e Datar; Leone; e Martins, podemos destacar algumas delas:

Nas informações de caráter Contábil:

a) O valor global de custos de produtos acabados ou ordens de produção encerradas, bem

como aquelas em processo de fabricação no final do período contábil;

b) O custo dos materiais consumidos, bem como as perdas ou quebras de produção

identificadas no período contábil;

c) O custo de remuneração e encargos sociais e hora máquina apropriados por centro de

custo, produto ou ordem de produção;

d) Os custos dos produtos vendidos por linha de produtos ou ordem de produção em cada

período contábil;

e) O lucro bruto apurado por linha de produto ou ordem de produção em cada período

contábil.

CCUUSSTTOOSS

RATEIO

INDIRETOS

Produto A

Produto C

DIRETOS

EESSTTOOQQUUEE

((--)) DDeessppeessaass

Produto B

((--)) CCuussttoo PPrroodduuttooss VVeennddiiddooss

((++)) RREECCEEIITTAASS

((==)) RReessuullttaaddoo

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Já nas informações de caráter gerencial:

a) Análise dos custos fixos em nível de centro de custo e área de responsabilidade;

b) Análise do grau de participação e evolução dos custos de produção de comportamento

variável;

c) Análise da margem de contribuição por linha de produto ou ordem específica;

d) Análise das variações de custos considerados os números de caráter orçamentários ante-

riormente projetados.

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Unidade 3Unidade 3Unidade 3Unidade 3

ESQUEMA BÁSICO DE CONTABILIDADE DE CUSTOS

Neste capítulo trabalharemos os elementos dos custos, ou seja, o que compõe o custo

de produção de um produto. Nestes elementos incluiremos os custos com matéria-prima,

mão-de-obra direta (MOD) e os custos indiretos de produção. Inicialmente vamos conhecer

o que compõe o custo com mão-de-obra. Muitas vezes não conseguimos perceber que é

diferente o valor que recebemos na nossa folha de pagamento, do valor que a empresa preci-

sa recolher aos órgãos oficiais, além dos custos com férias, décimo terceiro salário, e outros

benefícios que compõem o valor pago aos colaboradores da empresa. Tudo isso está incluído

no custo com mão-de-obra.

Depois desse entendimento do quanto custa a nossa hora de trabalho, passaremos

para o segundo elemento de custo, que é o custo dos materiais que serão utilizados para a

elaboração do produto final, que também não é o valor de compra constante na nota fiscal.

Além disso, teremos que deduzir ou acrescentar impostos incidentes sobre a compra, fretes,

seguros, ou seja, tudo o que se gasta para ter o material disponível na empresa.

Esses dois elementos de custos, ou seja, mão-de-obra e custos com materiais (matérias-

primas), são classificados como custos diretos, porque é possível mensurar, saber o real valor

gasto para cada unidade produzida. Já em relação ao volume de produção, esses custos são

classificados como custos variáveis, porque quanto maior a produção maior será o seu con-

sumo. Dentro de um período, portanto, esses custos variam de acordo com o número de

unidades produzidas.

O terceiro elemento de custos chamamos custos indiretos. Estes são os custos que não

se identificam diretamente com o produto a ser elaborado, são custos que fazem parte da

estrutura da empresa, que ocorrem independentemente da produção de A ou B. Apresentam

um grau maior de identificação com o produto final, sendo necessário fazer alocações, rateios,

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distribuição entre os produtos. Estes critérios sempre são passíveis de discussão, porque

sempre são arbitrários, estabelecidos por meio de um indicador selecionado, seja número de

unidades produzidas, horas trabalhadas, quantidade de matéria-prima utilizada pelo pro-

duto. Seja qual for o critério, pode apresentar fragilidades. Os custos indiretos são classifi-

cados como custos fixos ou variáveis, e isso depende muito da produção.

Vamos utilizar o exemplo da padaria industrial. O aluguel, quando pago um valor

mensal, é considerado um custo fixo, porque independente do número de unidades produzi-

das o valor é o mesmo dentro do período. Já a energia elétrica é considerada um custo

variável, porque o seu consumo vai depender da utilização (produção) dentro do mês, o

qual aumenta ou diminui o valor conforme o número de unidades produzidas.

Ao final desse capítulo, você será capaz de entender como se compõe o custo de cada

elemento de custos, além de saber como distribuir os custos indiretos aos respectivos produ-

tos, conforme critérios que vamos estabelecer. A partir daqui, você já saberá o custo de

produção de uma unidade de produto, que poderá servir como base para a formação de

preços. Vamos lá! Estamos chegando a uma etapa muito importante do entendimento de

custos!

Seção 3.1

Custos com Mão-de-Obra

A mão-de-obra é o elemento humano utilizado para a transformação dos materiais

diretos em um produto. As horas necessárias do pessoal ou da quantidade de funcionários

diretos, utilizados no processo de fabricação é que determina o custo com mão-de-obra. É

muito variável a participação da mão-de-obra no processo produtivo, pois depende do am-

biente em que se utiliza. A mão-de-obra pode ser classificada em mão-de-obra direta e mão-

de-obra indireta, conforme definições a seguir.

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3.1.1 – MÃO-DE-OBRA DIRETA

Mão-de-obra direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o

produto em elaboração, desde que seja possível a mensuração de quem executou o trabalho,

sem necessidade de qualquer apropriação indireta ou rateio.

Martins (2001) define mão-de-obra direta (MOD) como aquela representada pelos

operários envolvidos diretamente na elaboração de um determinado tipo de bem entre os

vários tipos que podem ser elaborados na empresa, numa fábrica ou num setor. É a mão-de-

obra cujo custo pode ser apropriado diretamente a cada um dos diferentes tipos de bens em

elaboração, no momento da ocorrência do custo, ou seja, durante o ciclo produtivo da em-

presa.

Na nossa padaria industrial, por exemplo, a mão-de-obra direta corresponde aos ser-

viços do padeiro, da confeiteira, ou seja, do pessoal que está ligado à produção do produto.

É literalmente quem põe a mão na massa! É quem faz parte dos setores de produção, quem

vai amassar, sovar, modelar, assar, embalar...

O custo da mão-de-obra direta é o custo de todas as atividades relacionadas com a

contratação, treinamento e apoio de pessoal, incluindo salários, gratificações, encargos so-

ciais e encargos trabalhistas.

3.1.1.1 – O que Integra a Mão-de-Obra Direta

Para calcular o custo da mão-de-obra direta é preciso calcular qual o valor a ser atri-

buído por hora de trabalho, baseado na legislação e no contrato de trabalho. São direitos do

trabalhador: repouso semanal remunerado, férias, 13º salário, contribuição para o INSS,

remuneração dos feriados, faltas abonadas, FGTS, e outros garantidos por acordos ou con-

venções coletivas de trabalho
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