Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda
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Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda


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métodos que são aceitos, ou mais
usualmente utilizados, objetivando custear os co-produtos.
\u2022 Métodos para custear os co-produtos:
As unidades físicas produzidas, os valores de mercado e da igualdade do lucro bruto,
são os critérios mais empregados que formam as bases dos métodos de alocação dos custos
conjuntos para os co-produtos, conforme Bruni e Fama (2004, p. 198-202).
a) As unidades físicas tanto podem ser quantidades de produtos como qualquer outra uni-
dade que sirva para representar todos os produtos. O método pode ser baseado em quilos,
litros ou metros da matéria-prima principal. Todos os produtos devem ser convertidos a
essa mesma unidade de medida. Têm muitas desvantagens quando os produtos são mui-
to diferentes. Nota-se que esse não é um critério racional, todos os custos conjuntos são
distribuídos com base no mesmo procedimento para todos os produtos, independente-
mente da forma como esses consomem os recursos produtivos da empresa.
b) O método com base no valor de mercado apropria os custos com base no faturamento de
cada produto, se apóia na idéia de que os produtos que valem mais no mercado é que
devem ser os maiores consumidores de recursos comuns (conjuntos) \u2013 o que nem sempre
é verdade, já que o principal determinante do preço consiste no valor percebido pelo
produto no mercado, fruto da relação entre demanda e oferta.
c) O método com base na igualdade do lucro bruto total prevê que este último seja dividido
pelo total de unidades produzidas, obtendo um lucro bruto unitário igual para todos os
produtos.
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C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
Seção 4.2
Métodos de Custeio
Custeio é o método para apropriação dos custos. Método
significa a maneira pela qual se chega a um determinado resulta-
do. Sendo assim, a Contabilidade de Custos se utiliza de diferen-
tes métodos de custeio para apropriar seus custos, conforme a
necessidade e os objetivos de cada usuário. Podemos citar, como
exemplo, o Custeio por Absorção, Variável ou Direto, ABC, RKW
e o Custeio Padrão. Neste estudo, vamos abordar o Custeio por
Absorção e o Custeio Variável ou direto.
Segundo Wernke (2001), a atribuição de valores \u201cverda-
deiros\u201d aos produtos passou a constituir um dos pr incipais ob-
jetivos da Contabilidade de Custos, tanto para a divulgação
em demonstrações financeiras periódicas \u2013 do montante do es-
toque final e do custo dos produtos vendidos, quanto como base
para decisão sobre o mix ótimo de produtos. Para tanto, torna-
se necessário um sistema de custos que consiga mensurar e
alocar os custos aos produtos da forma mais adequada possí-
vel. Ou seja, calcular o custo total de cada produto, assumindo
este custo total como resultante da soma dos custos variáveis e
dos custos fixos (ou a soma dos custos diretos e dos custos in-
diretos).
A atribuição dos custos variáveis aos produtos é efetuada
facilmente pelos controles técnicos ou sistemas informatizados
(lista de componentes do produto). Quando se lida com custos
fixos, porém, é necessário recorrer a métodos específicos de
custeamento.
Mix
É a combinação do número de
unidades necessárias de
produção e venda de cada
produ to, para que traga o
melhor resultado à empresa.
C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
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4.2.1 \u2013 MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO
O método de Custeio por Absorção é bastante utilizado pelas empresas brasileiras,
pois além de respeitar os Princípios Fundamentais de Contabilidade, é aceito pela legislação
comercial e pela legislação fiscal.
Segundo Leone (2000, p. 242), o critério do custo por absorção é aquele que inclui
todos os custos indiretos de fabricação de certo período nos custos de suas diferentes ativi-
dades industriais, sejam produtos, processos ou serviços. O critério para tanto precisa recor-
rer a uma série de rateios por causa dos custos comuns, de difícil identificação ou não rele-
vantes. A finalidade principal do critério é ter o custo total (direto e indireto) de cada objeto
de custeio. Este custo total se destina, entre outros fins, a determinar a rentabilidade de
cada atividade, a avaliar os elementos que compõem o patrimônio e a compor uma informa-
ção significativa no auxílio à decisão de estabelecer os preços de venda dos produtos ou dos
serviços.
Conforme Bruni e Famá (2004, p. 216), no método de custeio por absorção os produtos
fabricados pela empresa serão apurados prevendo-se, em princípio, a apropriação de todos
os custos de produtos registrados no período, quer sejam de comportamento fixo ou variá-
vel. Neste método, os custos dos setores auxi liares ou de suporte, normalmente representa-
tivos de custos fixos, serão objeto de rateio, para determinação do custo global dos produtos
fabricados. Neste caso, destacam-se mais especificamente os valores de custo das áreas de
gerência industrial, engenharia industrial, supervisão, planejamento e controle de produ-
ção, transportes internos e outros.
Segundo Wernke (2001), este é o método mais tradicional de custeio e é empregado
quando se deseja atribuir um valor de custo ao produto, atribuindo-lhe também uma parte
dos custos indiretos. Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos produtos,
de forma direta ou indireta, mediante critérios de rateio.
Custeio por Absorção é o método de custeio do estoque no qual todos os custos de
fabricação, variáveis e fixos, são considerados custos inventariáveis. Isto é, o estoque \u201cab-
sorve\u201d todos os custos de fabricação (Horngren; Foster; Datar, 1999).
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C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
Figura 10: Estrutura de Alocação dos Custos pelo Método de Custeio por Absorção
Conforme Leone (2000), Martins (2001) e Bruni e Famá (2004), o método de custeio
por absorção possui as seguintes características:
a) Engloba os custos totais: fixos, variáveis, diretos e indiretos;
b) Em primeiro lugar alocamos os custos indiretos nos centros de custos (auxiliares e produtivos);
c) Em segundo lugar alocamos os centros de custos para os produtos;
d) Os custos indiretos fixos (CIF) acabam transferindo-se, contabilmente, para a conta de
estoques de produtos acabados;
e) É útil nas empresas que têm processo de produção pouco flexível e poucos produtos;
f) Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção.
Apesar de ser o mais utilizado, em termos de integração custo e contabilidade, este
método costuma receber várias críticas. Destaca Santos (2000), que o método de custeamento
por absorção é falho em muitas circunstâncias como instrumento gerencial de tomada de
decisão, porque tem como premissa básica os \u201crateios\u201d dos chamados custos fixos, que,
apesar de aparentarem lógicos, poderão levar a alocações arbitrárias e até enganosas.
 
CC UU SS TTEE IIOO PP OORR AABBSS OO RRÇÇ ÃÃOO 
Matéria-
Prima 
Materiais e 
Outros Custos 
Mão-de-Obra 
Direta Indireta 
CC Aux. 1 
CC Prod. A CC Prod. B 
CC Aux. 2 Produto A Produto B Produto C 
C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
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Conforme os autores citados neste capítulo, destacamos a seguir as principais vanta-
gens e desvantagens do método de custeio por absorção.
\u2022 Principais vantagens
a) Atende à legislação fiscal e deve ser usado quando a empresa busca o uso do sistema de
custos integrado à Contabilidade;
b) Considera o total dos custos por produto;
c) Forma custos para estoques;
d) Permite a apuração dos custos por centros de custos, quando os custos forem alocados
aos departamentos de forma adequada, possibilitam o acompanhamento do desempe-
nho de cada área.
\u2022 Principais desvantagens
a) Pode elevar artificialmente os custos de alguns produtos;
b) Não evidencia a capacidade ociosa da entidade;
c) Os critérios de rateios são sempre arbitrários, portanto nem sempre justos.
Cristiano
Cristiano fez um comentário
Muito bom!!
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