Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda
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Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda


DisciplinaContabilidade de Custos17.478 materiais470.946 seguidores
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4.2.1.1 \u2013 A precificação com base no custo apurado
 pelo método de custeio por absorção
Conforme Wernke (2001) e Bruni e Famá (2004), a fixação de preços com base nas
informações prestadas pelo custeio por absorção, poderá apresentar os seguintes problemas
básicos:
a) Fixação de preços com base em custos globais, de caráter fixo que, por sua vez, sofrem
variações em termos de sua expressão unitária, dependendo do volume de produção no
período contábil objeto de apuração;
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b) Fixação de preços sem um conhecimento real da margem de contribuição mais efetiva de
cada produto vendido;
c) Fixação de preços de forma menos eficiente, em termos de identificação do mix mais
adequado de produção e vendas, para fins de otimização do resultado global;
d) Controle de custos fixos em nível de produto específico, através da utilização de critérios
de rateio, sem maior expressão para fins de controle gerencial;
e) Aplicação de conceitos de custo médio ponderado de materiais e produtos, distorcendo
uma apuração mais precisa de custos e resultados, quando registrados altos índices de
inflação.
4.2.2 \u2013 MÉTODO DE CUSTEIO VARIÁVEL (DIRETO)
O método de Custeio Variável ou Direto é utilizado para fins gerenciais, fornecendo
ferramentas que auxiliam no processo de gerenciamento da empresa. Neste método, somen-
te são alocados aos produtos aqueles custos que variam diretamente com o volume de pro-
dução.
O critério do custo variável (ou direto) é aquele que só inclui no custo das operações, dos produ-
tos, serviços e atividades, os custos diretos e variáveis. Para que um custo (ou uma despesa)
detenha as condições necessárias para compor o custo de um produto, por exemplo, é necessário
que esse custo seja facilmente identificado com o produto, isto é, seja direto (onde não haja a
necessidade de rateio) e que seja variável diante da variabilidade de um indicador que represente
o produto, a operação, o processo, o componente ou a atividade. A finalidade principal do crité-
rio é a determinação da contribuição marginal total ou unitária de cada objeto de custeio. Essa
informação tem um poder extraordinário, principalmente por que não é poluída pelo trabalho de
rateio, perigoso, porque às vezes inútil e até enganador (Leone, 2000, p. 405).
Segundo o mesmo autor, o método de Custeio Variável (Direto) prevê uma apropriação
de caráter gerencial, considerados apenas os custos variáveis dos produtos vendidos, possi-
bilitando a apuração da margem de contribuição, quando confrontados os custos variáveis
aos valores de receita líquida do período objeto de análise.
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Nesse método de custeio somente são apropriados à produ-
ção os custos variáveis. Os custos fixos são \u201cjogados\u201d diretamen-
te na conta de resultado, pois esse sistema tem como premissa
que os custos fixos ocorrerão independentemente do volume de
produção da entidade. Desta forma, dispensa a necessidade de
qualquer tipo de rateio.
Segundo Horngren, Foster e Datar (1999), custeio variável
é o método de custeio de estoque em que todos os custos de fabri-
cação variáveis são considerados custos inventariáveis: eles são
custos do período em que ocorreram.
Uma característica importante deste método de custeio é a
troca do conceito de apuração do lucro bruto pela apuração da
margem de contribuição do período contábil. Por meio da mar-
gem de contribuição obtida pela empresa deverão ser cobertos
todos os custos fixos apropriados no período Contábil, identifi-
cando-se, assim, o resultado operacional da empresa sem o
diferimento de custos fixos pelos produtos acabados em estoques
ou através daqueles em processo de fabricação (Leone, 2000, p.
406).
Figura 11: Estrutura de alocação dos custos pelo método de custeio
variável/direto
Lucro bruto
É a diferença entre a receita
com vendas menos o custo
total apurado no custeio po r
absorção.
Margem de contr ibu ição
É a diferença entre a receita
com vendas menos os custos
apurados no método de
custeio variável e as despesas
variáveis com vendas.
 
CC UU SSTTEEIIOO DD II RR EETTOO OO UU VVAARRIIÁÁVVEELL 
Matéria-
Prima 
Materiais e 
Outros 
Custsos 
Indiretos 
Mão-de-Obra 
Direta Indireta 
CUSTOS FIXOS 
Produto A Produto B Produto C 
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Conforme Leone (2000), Martins (2001) e Wernke (2001), destacamos, em seguida, as
principais aplicações, vantagens e desvantagens deste método.
1) Aplicações do Custeio Variável (direto)
a) Uma vez que os custos variáveis são inevitavelmente necessários, sua dedução da re-
ceita identifica a Margem de Contribuição do produto, sem nenhuma interferência de
manipulação devido aos critérios de rateio dos custos fixos;
b) Identificações da quantidade de unidades a serem vendidas, para que um projeto seja
viabilizado;
c) Fornecimento de informações gerenciais, por haver relação entre o lucro e o volume de
produção.
2) Principais vantagens
a) Destaca o custo fixo (que independe do processo fabril);
b) Não ocorre a prática do rateio, por vezes errôneo;
c) Evita manipulações;
d) Fornece o ponto de equilíbrio;
e) Enfoque gerencial;
f) Os dados necessários para a análise da relação custo/volume/lucro são rapidamente
obtidos;
g) É totalmente integrado com o custo padrão e orçamento flexível.
3) Principais desvantagens
a) No caso dos custos mistos (custos que têm uma parcela fixa e outra variável); nem
sempre é possível separar objetivamente a parcela fixa da parcela variável)
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b) Não é aceito pela auditoria externa das entidades que têm
capital aberto e nem pela legislação do imposto de renda, bem
como por uma parcela significativa de Contadores, pois fere
os princípios fundamentais de contabilidade, em especial aos
princípios de realização de receitas, de confrontação e da com-
petência. Estes princípios estabelecem que os custos associa-
dos aos produtos só podem ser reconhecidos na medida em
que são vendidos, já que, somente quando reconhecida a re-
ceita (por ocasião da venda), é que devem ser deduzidos todos
os sacrifícios necessários a sua obtenção (custos e despesas).
Como o custeio variável admite que todos os custos fixos se-
jam deduzidos do resultado, mesmo que nem todos os produ-
tos sejam vendidos, ele violaria tais princípios;
c) O valor dos estoques não mantém relação com o custo total;
d) Isoladamente, não se aplica para formação do preço de venda.
De acordo com o que foi apresentado, observa-se que por
não atender às exigências da legislação, este método somente é
aceito para fins gerenciais. Desta forma, age como instrumento
gerador de informações para melhor orientar o processo gerencial.
Por meio do custeio variável/direto, uma vez identificado o
custo de comportamento variável, a empresa pode proceder a uma
análise gerencial em função do grau de participação de cada com-
ponente de custo no valor global da operação ou produto, a fim
de obter conclusões mais objetivas do ponto de vista gerencial.
Neste caso, recomenda-se, inclusive, a utilização dos conceitos
de análise com base na curva ABC dos componentes de custos.
Através desta análise, em um número acentuado de casos, iden-
tifica-se que um pequeno número de fatores ou componentes de
custos é responsável por uma parte significativa do custo global
do produto fabricado.
Curva ABC
Ou curva ABC de custos, vai
demonstrar a
representatividade dos custos,
os que gastam maior e meno r
valor na composição do custo
total de um produto.
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C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
Quadro 10: Comparativo entre o Custeamento Variável/Direto x Custeamento
Cristiano
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Muito bom!!
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