Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda
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Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda


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por Absorção
Fonte: Leone (2000, p. 406-407).
Custeamento variável Custeamento por absorção 
Classifica os custos em fixos e variáveis. Não há preocupação por essa classificação. 
Classifica os custos em diretos e indiretos Também classifica os custos em diretos e indiretos. 
Debita o segmento, cujo custo está sendo apurado, 
apenas os custos que são diretos ao segmento e 
variáveis em relação ao parâmetro escolhido como 
base. 
Debita-se o segmento cujo custo está sendo 
apurado os seus custos diretos e também os custos 
indiretos através de uma taxa de absorção. 
Os resultados apresentados sofrem influência direta 
do volume de vendas. 
Os resultados apresentados sofrem influência direta 
do volume de produção. 
É um critério administrativo, gerencial, interno. É um critério legal, fiscal, externo. 
Aparentemente sua filosofia básica contraria os 
preceitos geralmente aceitos na Contabilidade, 
principalmente os fundamentos do \u201cregime de 
competência\u201d. 
Aparentemente, sua filosofia básica alia-se aos 
preceitos contábeis geralmente aceitos, 
principalmente aos fundamentos do \u201cregime de 
competência\u201d. 
Apresenta a Margem de Contribuição \u2013 diferença 
entre as receitas e os custos e despesas variáveis 
do segmento estudado. 
Apresenta a Margem Operacional (Lucro Bruto) 
diferença entre as receitas e os custos diretos e 
indiretos do segmento estudado. 
O custeamento variável destina-se a auxiliar, 
sobretudo, a gerência no processo de planejamento 
e de tomada de decisões. 
O custeamento por absorção destina-se a auxiliar a 
gerência no processo de determinação da 
rentabilidade e de avaliação patrimonial. 
Como o custeamento variável trata dos custos 
diretos e variáveis de determinados segmento, o 
controle da absorção dos custos da capacidade 
ociosa não é bem explorado. 
Como o custeamento por absorção trata dos custos 
diretos e indiretos de determinado segmento, sem 
cogitar de perquirir se os custos são variáveis ou 
fixos, apresenta melhor visão para o controle da 
absorção dos custos da capacidade ociosa. 
 
C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
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C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
Unidade 5Unidade 5Unidade 5Unidade 5
CUSTOS NAS DECISÕES DE PREÇOS
Neste capítulo trataremos da formação de preços com base no custo de produção.
Uma das formas de precificar um produto é com base no seu custo, seja no custo de produ-
ção (indústria) ou no custo de aquisição (comércio). Chamamos atenção que precificar com
base no custo é uma alternativa. Paralelamente é necessário avaliar mercado, concorrência,
demanda, entre outros fatores determinantes na formação de preços. Por isso, neste capítulo
estudaremos um método de formação de preços por meio da aplicação do mark-up, que é um
fator elaborado a partir dos gastos que teremos para a venda dos produtos.
Seção 5.1
O Processo de Formação de Preços
O processo de determinação de preços de venda deve merecer a atenção da alta admi-
nistração da empresa dado a importância que o assunto representa, inclusive em termos de
obtenção de resultados, grau de retorno do investimento, fatia de mercado desejada pela
empresa e demais fatores de caráter empresarial.
As decisões de preços são diretamente dependentes do volume de vendas, do grau de
eficiência do mix em termos de resultado direto, do nível de despesas de vendas e adminis-
trativas, bem como das necessidades financeiras para o atendimento do volume de operação
projetada.
Podemos dizer que as empresas enfrentam sempre um Dilema Tradicional em Preços,
qual seja: encontrar o melhor preço de venda ou encontrar o preço certo de venda. Podemos
encontrar situações em que o preço fixado internamente constitui, efetivamente, o melhor
preço para a empresa em termos de resultado, não encontrando, porém, plena aceitação em
termos de mercado.
C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
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No tocante à relação existente entre o preço fixado e o volume obtido em termos de
vendas efetivadas devemos ter sempre presente um princípio básico em preços que determi-
na que:
a) quanto maior o preço de venda de um produto, menor o número de unidades a ser com-
prada;
b) quanto menor o preço de venda de um produto, maior o número de unidades a ser com-
prada.
Figura 12: Formação de Preços Tradicional
Fonte: Sartori (2004, p. 101).
A análise e determinação das prováveis reações do consumidor, em face de prática de
diferentes níveis de preços de vendas pela empresa, constituem uma das tarefas mais com-
plexas para a gerência responsável pela projeção de vendas. Podemos, inclusive, dizer que a
prática de diferentes níveis de preços de venda de um produto sem dúvida provocará diferen-
tes volumes de vendas (Santos, 2000).
 
Preços
 
tradicionais
Variáveis do
mercado
Variáveis da
organização
Variáveis do
produto
Variáveis do
cliente
Parâmetros 
Desejáveis para o 
Mercado
Fixação do preço
mercado Cliente ou grupo de clientes cliente
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C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
A sua análise e determinação precisa ser realizada tomando como ponto de compara-
ção as demais empresas do setor, consideradas concorrentes significativas em termos de
mercado. Deve ser realizada com bastante ponderação, uma vez que o resultado obtido
representará a real posição da empresa em termos de mercado.
Com base em Bernardi (1996), destacamos os seguintes pontos para análise compara-
tiva: preço de venda do produto, grau de inovação ou tecnologia, qualidade do produto,
pontualidade de entrega, garantia e assistência técnica, imagem da empresa no mercado,
análise de outros fatores específicos.
Não é admissível a venda de um produto com seu preço de venda fixado em níveis
inferiores ao custo de produção da empresa. Entretanto, são justificadas algumas exceções,
que precisam ser objeto de uma aprovação prévia. Em nível de alta administração, desta-
cam-se os seguintes pontos, conforme Santos (2000), Wernke (2005), Coelho (2007), Bernardi
(1996), Sardinha (1995) e Sartori (2004):
a) quando de procedimento tático, de caráter temporário, tendo como objetivo a abertura de
novos mercados;
b) quando, em caráter temporário, a empresa tenha como objetivo a expansão de mercado já
atendido, porém em processo de recessão de vendas;
c) quando se fizer necessário conseguir uma melhora, de forma mais rápida, na posição da
empresa no mercado;
d) quando da fixação de uma nova marca ou ainda reforçar a imagem do produto ou mesmo
da própria empresa no mercado;
e) quando da utilização de um produto promocional, também conhecido como produto
perdedor. Em casos especiais poderá caracterizar o produto que, isoladamente, não apre-
senta um resultado significativo, mas que, na realidade, força a venda de um conjunto
maior. No mercado temos vários exemplos assim, constituindo uma prática comum, in-
clusive de empresas de grande porte;
f) outras razões diversas ou táticas específicas mesmo quando praticadas transitoriamente
por uma empresa, visando um objetivo específico a ser alcançado.
C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
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Cabe destacar as seguintes estratégias básicas de preços que poderão ser objeto de
aplicação pela empresa, segundo Cogan (1994), Bernardi (1996) e Sartori (2004).
a) obter um alto grau de lucratividade a curto prazo;
b) fixar-se de forma eficiente, dentro de um volume razoável de operações sem, porém, com-
prometer os objetivos da empresa a longo prazo;
c) encorajar a entrada de outras empresas no mercado e estimular a demanda do produto;
d) estimular o crescimento do mercado a fim de conseguir um aumento em seu grau de
participação firmando-se como uma empresa de porte significativo;
e) manter os eventuais concorrentes fora do mercado ou ainda eliminar aqueles atualmente
Cristiano
Cristiano fez um comentário
Muito bom!!
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