Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda
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Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda


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Mark-up divisor 
 
Mark-up = 100 \u2013 Soma das taxas percentuais 
 100 
 
Onde: Soma das taxas percentuais = soma dos valores expressos em percentuais que 
influenciam no processo de formação de preços, como percentual de lucro desejado, 
taxa percentual de despesas diversas, etc. 
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Neste cenário precisamos observar que os impostos e taxas que são pagos sobre o
preço de venda dos produtos somam 23,65%. Além destes, o exemplo apresenta todos os
custos fixos, as despesas e a margem de lucro desejada que somam 34,37%. Então, se somar-
mos esses dois itens (ITV + CDFL), chegamos a um percentual de 58,02%.
E agora, como montamos o mark-up divisor ou multiplicador? Observe a Figuraa seguir:
Figura 16: Formação do Mark-up Multiplicador e Divisor
Fonte: Adaptado de Santos, Bornia e Sartori.
Agora podemos perceber que, independente do tipo de mark-up (seja multiplicador ou
divisor) que formos utilizar para formar o preço de venda, este terá o mesmo valor final. Isso
significa que possuímos duas maneiras de cálculo para chegar ao preço de venda. Cabe ao
gestor utilizar a forma que ele mais tiver afinidade.
Outro detalhe da importância de entender como se forma preços, é observar que não
basta aplicar um percentual sobre o custo e acreditar que isso é precificar. Não basta com-
prar ou produzir um produto por um valor, conforme o exemplo de R$ 38,00, e aplicar o
percentual de 58,02%, ficando com um preço de R$ 60,04 e acreditar que isso pagaria as
despesas, impostos e ainda sobraria a margem de lucro estimada em 20%. Isso não é verda-
deiro, porque tudo o que você paga é sobre o preço de venda final e não sobre o custo. Essa
maneira de colocar preços está, portanto, totalmente equivocada. Por isso, a importância da
utilização do índice de marcação chamado mark-up.
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C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
Unidade 6Unidade 6Unidade 6Unidade 6
APURAÇÃO DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO,
DO PONTO DE EQUILÍBRIO E DA MARGEM
DE SEGURANÇA OPERACIONAL
Neste capítulo trabalharemos os conceitos e aplicações da margem de contribuição
unitária e total, do ponto de equilíbrio e da margem de segurança operacional. Esses três
indicadores são informações muito importantes na análise do custo, volume e lucro, diante
da tomada de decisão nas organizações.
Seção 6.1
Margem de Contribuição
Margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e o custo e despesas
variáveis de cada produto ou serviço; é o valor com que cada unidade contribui para o
pagamento dos custos e despesas fixas e para a formação do lucro. A margem de contribui-
ção pode ser: unitária quando a contribuição é oriunda de uma só unidade de produto; ou
total quando provém de diversas unidades de produto e indica quantitativamente a impor-
tância do produto no desempenho global da empresa (Berti, 2006).
Para melhor entender esse concei to, suponha que a empresa decida produzir e ven-
der uma unidade a mais de seu produto. A receita será acrescida de um valor equivalente
ao preço de venda do produto, enquanto que os custos aumentarão em um montante
igual aos custos variáveis unitários. A diferença é justamente a margem de contribuição
unitár ia.
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A margem de contribuição unitária é igual ao preço de venda unitário do 
produto (PVu) menos seus custos variáveis unitários (CVu) e despesas 
variáveis unitárias (DVu).
MCu = PVu \u2013 CVu \u2013 DVu
A margem de contribuição total representa a parcela do preço que está
disponível para a cobertura dos custos fixos e para a geração do lucro. 
MC Total = MCu x Quantidade Vendida 
Resumindo...
Margem de Contribuição Total é \u2026
Margem de Contribuição Unitária é...
Figura 17: Margem de Contribuição Unitária e Total \u2013 fórmulas
Quadro 11: Margem de Contribuição por Unidade
No Quadro11, podemos identificar que cada unidade vendida do produto A contribui
para a empresa R$ 480,00, mas não podemos considerar este valor como sendo o lucro final,
pois ainda precisamos descontar os custos fixos. Por isso, trata-se de uma margem de contri-
buição, para que multiplicada pelas quantidades vendidas e somada às demais, perfaça a
Margem de Contribuição Total. Deste montante, então, chegaremos ao resultado, que pode
ser chamado de lucro. É notável identificar que o produto B contribui mais por unidade
vendida que os demais produtos; em seguida o produto C e por último o A. A diferença está
entre a receita e o custo variável.
 
 
 
 
CUSTO 
VARIÁVEL 
DESPESA 
VARIÁVEL TOTAL 
PREÇO DE 
VENDA 
MARGEM DE 
CONTRIBUIÇÃO 
PRODUTO A 500,00 50,00 550,00 1.030,00 480,00/unid. 
PRODUTO B 1.000,00 100,00 1.100,00 2.060,00 960,00/unid. 
PRODUTO C 500 ,00 30,00 530,00 1.320,00 790,00/unid. 
 
 
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Seção 6.2
Ponto de Equilíbrio
Para a formação do ponto de equilíbrio é preciso levar em conta as receitas e as despe-
sas, calculando os parâmetros que indicam a capacidade mínima em que a empresa deve
operar para não ter prejuízo, sendo necessário, para tanto, saber a margem de contribuição
em percentual ou em quantidades unitárias, que é provocada pela ocorrência de custos e
despesas variáveis na produção e comercialização de produtos.
Segundo Horngren, Foster e Datar (1999), o ponto de equilíbrio é o nível de atividade
em que as receitas totais e os custos totais se igualam, ou seja, onde o lucro é igual a zero.
Conforme Leone (2000), a separação das despesas e dos custos fixos e variáveis e o
conceito do custeamento variável destinam-se a desenvolver informações que auxiliam a
gerência no desempenho de suas funções de planejamento e de tomada de decisões. Embora
tanto o planejamento, como a tomada de decisões sejam baseados no curto prazo, o concei-
to do custeio variável fornece meios para que a Contabilidade de Custos e as gerências de
qualquer nível e de qualquer segmento possam visualizar as interações existentes entre
alguns fatores significativos, presentes nas atividades que influenciam os resultados, ou
seja, receitas, volumes de produção e de vendas e despesas e custos variáveis e fixos. O
instrumento que os gestores usam corretamente para obter essas interações e sua influência
nos resultados é a análise das relações custo, volume e lucro.
Em termos gerais, então, o ponto de equilíbrio é o ponto de produção e vendas em que
os custos se igualam às receitas. Refere-se ao nível de venda em que não há lucro nem
prejuízo, em que existe o equilíbrio entre as receitas totais e as despesas e custos totais.
Através desta análise chega-se a quantidade de unidades que serão necessárias para suprir
os gastos fixos. Se a empresa operar acima desse nível, passa a ter um resultado positivo
(lucro), abaixo desse nível o resultado é negativo (prejuízo).
Ponto de equilíbrio ou ponto de nivelamento ou ponto de ruptura é onde se encontra
o nível necessário de produção e venda para a cobertura dos custos fixos totais e variáveis
até o ponto de equilíbrio. A receita gerada pelas atividades da empresa é igual ao custo total
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(variável e fixo). Estas relações podem ser utilizadas para estimar o volume necessário para
obter a renda desejada e, também, para estimar o resultado de várias maneiras, a fim de
incrementar o lucro (Berti, 2006).
6.2.1 \u2013 CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O CÁLCULO DO PONTO DE EQUILÍBRIO
Segundo Berti (2006), a aplicação do ponto de equilíbrio depende de algumas hipóte-
ses básicas, conforme demonstrado a seguir:
a) terminologia empregada na contabilidade de custos \u2013 Os parâmetros de Custos fixos e
custos variáveis, o método de custeio para o cálculo é o custeio variável ou direto;
b) os custos variáveis
Cristiano
Cristiano fez um comentário
Muito bom!!
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