Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda
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Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda


DisciplinaContabilidade de Custos15.555 materiais444.313 seguidores
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é o ramo da Contabilidade que se destina a produzir informa-
ções para os diversos níveis gerenciais de uma entidade, como
auxílio às funções de determinação de desempenho, de planeja-
mento e controle das operações e de tomada de decisão\u201d.
Nesta linha, Passareli e Bonfin (2002) definem a contabili-
dade de custos como sendo aquela que se destina à geração de
informações contábeis de interesse dos usuários internos à em-
presa, servindo de apoio indispensável a decisões gerenciais das
mais diversas naturezas.
Portanto, a contabilidade de custos coleta, classifica e re-
gistra os dados operacionais das diversas atividades da entidade,
denominados de dados internos, bem como, algumas vezes, cole-
ta e organiza dados externos. Os dados coletados podem ser tan-
to monetár ios como físicos. É neste ponto que reside uma das
grandes potencialidades da Contabilidade de Custos: a combina-
ção de dados monetários e físicos resulta em indicadores gerenciais
de grande poder informativo.
Dados monetár ios
Valor gasto com mão-de-obra,
mater ia is para a e laboração de
um produto, en tre outros.
Dados físicos e operacionais
Unidades produzidas, horas
trabalhadas, quantidade de
requisições de materiais e de
ordens de produção, entre
muitos outros.
C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
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Na seqüência, a Contabilidade de Custos acumula, organiza, analisa e interpreta os da-
dos operacionais, monetários e físicos e os indicadores combinados no sentido de produzir, para
os diversos níveis de administração e de operação, relatórios com as informações de custos soli-
citados. Genericamente é possível visualizar o sistema de custos conforme a Figuraa seguir.
Figura 1: Fases da Contabilidade de Custos \u2013 transformação de dados em informação
Fonte: Leone (1997).
Outra particularidade da Contabilidade de Custos é que ela trabalha dados operacionais
de vários tipos: os dados podem ser históricos, estimados (futuros), padronizados e produzi-
dos. Aqui reside, também, uma das fortes vantagens da Contabi lidade de Custos. Ela pode
(e deve) fornecer informações de custos diferentes para atender a necessidades gerenciais
diferentes.
Especificamente, a Contabilidade de Custos objetiva:
a) Avaliação de estoques;
b) Atendimento das exigências fiscais;
c) Determinação do resultado;
d) Planejamento;
 
Coleta dos dados 
Acumulação 
Organização 
Análise 
Interpretação 
Relatórios gerenciais 
Processamento Informações 
Seleção dos dados
Planejamento
Treinamento
Organização
Apoio da 
Administração 
Sistemas de custos 
Critérios básicos 
Procedimentos, 
Registros 
Em conjunto 
com o usuário 
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C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
e) Formação do preço de venda;
f) Controle gerencial;
g) Avaliação de desempenho;
h) Controle operacional;
i) Análise de alternativas;
j) Estabelecimento de parâmetros;
k) Obtenção de dados para orçamentos;
l) Tomada de decisão.
Figura 2: Razões para Estudar Custos
Fonte: Adaptado de Bruni e Famá (2004).
 
Tomada de decisões: 
o que envolve produção 
(o que, quanto, como e 
quando fabricar); 
formações de preços, 
escolha entre fabricação 
própria ou terceirizada. 
 
Informações para 
a tomada de 
decisões 
 
Informações sobre 
a rentabilidade e 
desempenho de 
diversas atividades 
da entidade 
 
Auxílio no 
planejamento, 
controle e 
desenvolvimento 
das operações 
 
Determinação do lucro: 
empregando dados 
originários dos registros 
convencionais contábeis, 
ou processando-os de 
maneira diferente, 
tornando-os mais úteis à 
gestão. 
 
Controle das operações: 
e demais recursos produtivos 
como os estoques, com a 
manutenção de padrões e 
orçamentos, comparações 
entre previsto e realizado. 
 
Portanto, por que estudar custos é necessário? Quais são as razões para estudar 
custos? 
Atender necessidades gerenciais de 3 tipos 
C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
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Seção 1.2
Terminologias Aplicadas na Contabilidade de Custos
A utilização de uma terminologia homogênea simplifica o entendimento e a comuni-
cação. Com tantos termos de diferente expressão, porém significados semelhantes, por vezes
o profissional experiente sente-se confuso em seu entendimento. Então imagine o principian-
te! Por isso, faz-se necessário criar uma nomenclatura para custos. Neste sentido, consulta-
mos diversos autores para que pudéssemos construir um entendimento comum entre nós,
que serão muito utilizados no decorrer deste componente.
Na terminologia usada em custos encontramos algumas definições que, segundo
Martins (1998), Bruni e Famá (2004), Berti (2006), Leone (2000), Bornia (2002), podem ser
assim definidas:
\u2022 Gastos: Os gastos ocorrem em todos os momentos e em qualquer setor da empresa. Este
termo é usado para definir as transações financeiras, com que a entidade arca para obter
um produto ou serviço qualquer, normalmente representado por entrega ou promessa de
entrega de ativos (normalmente dinheiro).
Diante disso, o gasto pode ser classificado como gasto de investimento (aquele que vai
ser ativado, ou seja, quando compra uma máquina, ela vai fazer parte dos bens da empresa)
ou como gasto de consumo (que será uma despesa, por exemplo, quando eu compro mate-
rial de expediente), pois só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa
do bem ou serviço, ou seja, no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida
assumida ou da redução do ativo (dinheiro) em dado pagamento.
 
Ativos são os bens e 
direitos de uma 
empresa. 
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C USTOS E FORMA ÇÃO DO PREÇO DE VENDA
\u2022 Despesas: são bens ou serviços consumidos direta e indiretamente para obtenção de recei-
tas. As despesas são itens que reduzem o Patrimônio da empresa e têm características de
representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas, portanto, todas as despesas
são ou foram gastos, mas alguns gastos muitas vezes não se tornarão despesas, ou só se
transformam quando de sua venda.
\u2022 Custos: é um gasto relativo a um bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou
serviços. Custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no
momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um
produto ou execução de um serviço.
\u2022 Insumos: são bens adquiridos para o consumo no processo de produção de novos bens ou
de prestação de serviços. Exemplo: material secundário; matéria-prima; embalagens; mão-
de-obra direta ou indireta; combustíveis e outros utilizados para o funcionamento dos
equipamentos na produção.
\u2022 Investimentos: São todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gas-
tos) que são estocados nos Ativos da empresa para baixa (saída) ou amortização (quita-
ção) quando de sua venda, de seu consumo, de seu desaparecimento ou de sua desvalori-
zação. Exemplo: compras de máquinas para a produção.
\u2022 Perdas: bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária, que representa a
diminuição de um ativo sem que haja a contrapartida de uma receita ou de um ganho.
São itens que vão diretamente à Conta de Resultados, ou seja, são descontados do resul-
tado final após o lançamento das receitas menos as despesas (sobras). As perdas de pe-
queno valor são consideradas dentro dos custos ou das despesas, sem ser feita separação,
pois os valores envolvidos são irrelevantes. Exemplos: perdas de tecido durante a fabrica-
ção de camisetas, perda na evaporação de produtos químicos durante a elaboração de um
medicamento, são perdas que são lançadas no custo de produção, são perdas previsíveis.
As perdas anormais são perdas não desejadas e não programadas durante um processo de
produção. Exemplos: perdas com incêndio,
Cristiano
Cristiano fez um comentário
Muito bom!!
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