Apostila UNIJUÍ - Custos e formação do preço de venda
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Beulke e Berto (2005) salientam que a organização dos materiais diretos e indiretos não
apresenta diferenciação. Esta se encontra apenas na forma de apropriação desses custos.
Seção 3.3
Custos Indiretos de Produção e/ou Fabricação
Os custos indiretos de fabricação são formados por aqueles custos que não se pode
identificar ao portador final, ou seja, não se pode mensurar quanto deste custo realmente
pertence a determinado produto ou serviço final. Por essa razão, para alocar esses custos
são utilizados critérios de rateio.
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É preciso ter cuidado no momento de escolher a base do critério de rateio a ser usada;
isso poderá provocar um resultado equivocado que não reflete o valor real deste custo, afe-
tando assim, a avaliação dos estoques, bem como para fins gerenciais (tomada de decisão) e
de controle do sistema de custos.
Segundo CRS-SP (1992), a evolução tecnológica na área e no desenvolvimento de
produtos implicou redução significativa na quantidade de matéria-prima consumida por
unidade de produto acabado, tornando esse custo direto muito menos importante. A capa-
cidade tecnológica e a própria sofisticação crescente nos hábitos dos mercados consumido-
res têm resultado em maior diversidade de produtos e de suas características de desempe-
nho. Um produto básico pode, hoje, apresentar diferentes versões e modelos em termos de
desempenho e outras características. Cada vez mais são desenvolvidos novos produtos e
novas formas de desempenhar uma função ou de atender uma necessidade.
Essa discussão mostra, com clareza, a relevância crescente dos processos de alocação
de custos indiretos de fabricação, tanto no que se refere à demonstração dos resultados e da
posição financeira das organizações quanto a outras dimensões importantes da gestão em-
presarial.
3.3.1 \u2013 PREVISÃO DA TAXA DE APLICAÇÃO DE CUSTOS
 INDIRETOS DE FABRICAÇÃO (PRODUÇÃO)
Para Martins (1998) alguns custos indiretos não ocorrem homogeneamente durante o
período. É comum encontrarmos empresas que têm a quase totalidade da manutenção rea-
lizada em certas épocas do ano. Ou então existem as férias coletivas, e nesses casos temos
necessidade de distribuir esses custos à produção do ano, já que não podemos descarregar
tais itens como despesas ou apropriá-los ao mínimo de bens fabricados.
Leone (1997) relata que caberá à Contabilidade de Custos expurgar dos custos os
efeitos da flutuação imprevista, para poder prestar aos diversos níveis gerenciais informa-
ções que reflitam, antes de tudo, as operações normais.
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Segundo Martins (1998), a empresa terá que prever quais os custos indiretos de fabri-
cação ocorrerão, como serão distribuídos pelos diversos departamentos, e como serão alocados
aos produtos. Precisa antecipar o que fará até o final do período para trabalhar com essa
previsão. São necessárias:
\u2022 Previsão do volume de produção;
\u2022 Previsão dos CIF variáveis totais, a partir da previsão do volume de produção;
\u2022 Previsão dos CIF fixos para o período;
\u2022 Fixação do critério de apropriação dos CIF aos produtos.
De acordo com Leone (2000), contabilmente, a administração das despesas indiretas
observará:
a) Cada departamento da empresa \u2013 seja de apoio ou operacional \u2013 fará a estimação das
suas despesas de fabricação. Esse trabalho de estimação é feito antes que o período em
estudo se inicie e as previsões são feitas segundo as condições normais em que serão
realizadas as operações;
b) É feita a apropriação das despesas de fabricação dos departamentos de apoio para os
departamentos operacionais;
c) Para cada departamento produtivo, seleciona-se uma base de rateio. O pessoal operacional
faz a estimação dos quantitativos de cada base de rateio, para o próximo período, de
acordo com o nível de atividade que espera executar;
d) A divisão das despesas estimadas de cada departamento pelo quantitativo estimado da
base de rateio determina a taxa predeterminada de absorção das despesas que será utili-
zada para debitar a produção durante o período em estudo;
e) As despesas de fabricação de cada departamento serão debitadas aos produtos que pas-
sam pelos departamentos pela multiplicação da taxa predeterminada pela quantidade
real da base de rateio selecionada;
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f) A Contabilidade registra as despesas de fabricação que vão realmente acontecendo, em
cada departamento;
g) É feita a apropriação das despesas e fabricação reais de cada departamento de apoio para
os departamentos produtivos;
h) A Contabilidade de Custos compara as despesas de fabricação que foram aplicadas à
produção do período pelo emprego da taxa predeterminada com as despesas de fabrica-
ção reais.
3.3.2 \u2013 DESVANTAGENS DE DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS
 INDIRETOS DE FABRICAÇÃO (PRODUÇÃO)
Conforme Leone (2000), é necessário um trabalho administrativo, às vezes muito caro
para descobrir as bases de rateio mais apropriadas e mantê-las atualizadas. Quando o nú-
mero de departamentos cresce, o esforço de distribuição e de controle de sua execução é
muito grande e demorado.
As bases de rateio são normalmente parâmetros operacionais quantitativos. É preciso
que a Contabilidade de Custos se dimensione adequadamente para planejar e executar a
coleta desses parâmetros onde quer que se encontrem, como também, se arme de instrumen-
tos e recursos humanos para manter em dia os registros desses mesmos dados físicos.
É preciso cuidado para que não se chegue a registrar diferenças nos custos dos produtos
em virtude dos enganos na disposição (estrutura) das bases de rateio. Quando a empresa é
pequena, não faz rateio de custos indiretos, exatamente porque o trabalho é dispendioso e seu
custo não vai ser compensador quando comparado com os benefícios advindos da distribui-
ção em termos de informações gerenciais. Porém, quando a empresa começa a crescer e atinge
determinado padrão, sua administração já precisa fazer rateio para apuração dos custos.
Quando um sistema de custos faz com que a quantidade de custos indiretos diminua
esse sistema deve ser adotado. A departamentalização é uma providência útil e que vai ao
encontro do trabalho de diminuição dos custos que precisam ser rateados.
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Assim, é fundamental que se tenha em mente o custo benefício de se fazer ou não o
rateio dos custos indiretos, se é o mais apropriado diante das necessidades e dos interesses
da empresa.
\u2022 Custos Indiretos de Produção Fixos
Custo indireto é todo aquele custo que não é facilmente identificado ao produto e, por
isso, necessita de rateios para poder apropriar seu valor ao produto ou serviço. A denomina-
ção custo fixo ocorre pelo fato de que este tipo de custo, dentro de um determinado período,
permanece constante em relação ao volume total de serviços. Exemplos: Seguros; IPTU;
Depreciação prédio; Depreciação veículos; Pró-labore; Mão-de-obra indireta, entre outros.
\u2022 Custos Indiretos de Produção Variáveis
Em relação aos custos indiretos variáveis, são assim chamados aqueles custos, como o
próprio nome diz, que variam em relação ao volume, ou seja, quanto maior o número de
serviços maior será o valor do custo variável. Exemplos: energia, água; material limpeza,
manutenção eventual, entre outros.
3.3.3 \u2013 CRITÉRIOS DE RATEIO DOS CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS
Existem vários critérios de rateio que podem ser utilizados pelos profissionais de Cus-
tos para alocar os custos indiretos de fabricação, porém, é necessário verificar quais critérios
que melhor se relacionam com os custos dos produtos. Para tanto, é fundamental o conhe-
cimento detalhado do sistema de produção.
Conforme Leone (1997), as bases
Cristiano
Cristiano fez um comentário
Muito bom!!
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