Plano 7 - Civil I - Enviado
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Plano 7 - Civil I - Enviado

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<div class=WordSection1>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>Aplicação
Prática Teórica<o:p></o:p></span></p>

<div style='border:solid #CCCCCC 1.0pt;border-top:none;mso-border-left-alt:
solid #CCCCCC .75pt;mso-border-bottom-alt:solid #CCCCCC .75pt;mso-border-right-alt:
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<div>

<div>

<div style='border:none;border-bottom:solid windowtext 2.25pt;padding:0cm 0cm 1.0pt 0cm'>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>Os
bens reciprocamente considerados.<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'><span
style='mso-spacerun:yes'>    </span>Três amigos que há muito não se viam
encontram-se por acaso no corredor da 1ª. Vara Cível de Goiânia/GO, enquanto
aguardam suas respectivas audiências. Papo vai papo vem acabam por revelar o
motivo que os levou até lá. <o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'><span
style='mso-spacerun:yes'>    </span>LAURO, professor de educação física,
construíra de boa-fé uma piscina olímpica no terreno do imóvel que alugara para
ali instalar sua academia de natação; DAGOBERTO, também de boa-fé, construíra
uma piscina na casa que alugara para passar os fins-de-semana e WALDOMIRO,
sempre na maior das boas-fés, construíra uma piscina no imóvel alugado em que
funcionava a escola de ensino fundamental que dirigia. Todos os amigos, após a
rescisão de seus contratos de locação, recusaram-se a deixar os respectivos imóveis
e entraram na justiça buscando a indenização pelo que gastaram e pela
valorização dos imóveis, com base em pretenso direito de retenção. <o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'><o:p>&nbsp;</o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>Pergunta-se:<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>&nbsp;<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span class=GramE><b
style='mso-bidi-font-weight:normal'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>a</span></b></span><b
style='mso-bidi-font-weight:normal'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>)&nbsp;A
natureza jurídica da benfeitoria realizada por cada um dos amigos&nbsp; por se
tratar de uma piscina, é a mesma? Afinal, o que é uma benfeitoria?<o:p></o:p></span></b></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif";
color:#1F497D;mso-themecolor:text2'><span style='mso-spacerun:yes'>   
</span>Não, apesar de ambas tratarem de benfeitoria a realizada por Dagoberto
possui natureza voluptuária e a dos demais, natureza útil. De acordo com o
Código Civil benfeitoria são os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem,
estas podem ser voluptuárias (de mero deleite ou recreio, que não aumentam o
uso habitual do bem), úteis (as que aumentam ou facilitam o uso do bem) ou
necessárias (as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore).<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>&nbsp;<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span class=GramE><b
style='mso-bidi-font-weight:normal'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>b)</span></b></span><b
style='mso-bidi-font-weight:normal'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>&nbsp;O
que significa esse “direito de retenção” alegado por todos os amigos como base
para não saírem dos imóveis alugados? Todos eles são titulares de tal direito?<o:p></o:p></span></b></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif";
color:#1F497D;mso-themecolor:text2'><span style='mso-spacerun:yes'>     
</span>É o direito que uma pessoa de posse de coisa alheia tem de retê-la por
justo motivo até que seja restituído ou indenizado por uma benfeitoria. Entre
os amigos, Dagoberto não possui esse direito por sua benfeitoria por esta ter
sido voluptuária e os demais também possuem por esta de ser útil e ter
consentimento do locador, pois conforme o art. 578, CC prevê que salvo
disposição em contrário, o locatário goza do direito de retenção, no caso de
benfeitorias necessárias, ou no de benfeitorias úteis, se estas houverem sido
feitas com expresso consentimento do locador.<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>&nbsp;<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span class=GramE><b
style='mso-bidi-font-weight:normal'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>a</span></b></span><b
style='mso-bidi-font-weight:normal'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>)&nbsp;E
se o proprietário da casa alugada por DAGOBERTO passasse a cobrar ingresso de
seus vizinhos para utilizarem a piscina construída, faria diferença no caso em
análise?<o:p></o:p></span></b></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'><span
style='mso-spacerun:yes'>     </span><span style='color:#1F497D;mso-themecolor:
text2'>Não, pois o contrato com Dagoberto já <span class=GramE>estaria
extinguido</span>.</span><o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'><o:p>&nbsp;</o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>&nbsp;<o:p></o:p></span></p>

<div style='border:none;border-bottom:solid windowtext 2.25pt;padding:0cm 0cm 1.0pt 0cm'>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>Caso
Concreto <span class=GramE>2</span><o:p></o:p></span></p>

</div>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>&nbsp;<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>Os
bens públicos.<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'>&nbsp;<o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'><span
style='mso-spacerun:yes'>    </span>A Administração Pública do Estado de São
Paulo resolveu alienar um prédio onde funciona a sede de uma empresa de
iluminação do estado, para saldar dívidas contraídas frente a algumas empresas
contratadas para fazerem obras de reforma em dois hospitais e cinco escolas,
estabelecidos no interior do estado. <o:p></o:p></span></p>

<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><b style='mso-bidi-font-weight:
normal'><span style='font-family:"Arial","sans-serif"'><span
style='mso-spacerun:yes'>    </span>Com base no caso proposto, é admissível a
alienação do imóvel em questão perante nosso