Aula_1_Contas_Nacionais

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DisciplinaContabilidade Social e Balanço de Pagamentos145 materiais1.375 seguidores
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Fundamentos Econômicos
Professor André Luis Squarize Chagas
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AULA 1: CONTAS NACIONAIS 
Bibliografia
Paulani & Braga (P&B), 
cap. 1-3
Manual de Macro (Manual), cap. 1
Simonsen & Cysne (S&C), cap. 3
Fundamentos Econômicos
Professor André Luis Squarize Chagas
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 Macroeconomia I
 André Luis Squarize Chagas. 
Agenda
Conceitos básicos
Identidades macroeconômicas
Sistema de contas nacionais \u2013 economia fechada sem governo
Sistema de contas nacionais \u2013 economia aberta sem governo
Sistema de contas nacionais \u2013 economia aberta com governo
Componentes do PIB
PIB nominal e PIB real
PIBPPC
Fundamentos Econômicos
Professor André Luis Squarize Chagas
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 A Contabilidade Social congrega instrumentos de mensuração capazes de aferir o movimento da economia de um país num determinado período de tempo:
	quanto se produziu
	quanto se consumiu
	quanto se investiu
	quanto se vendeu para o exterior
	quanto se comprou do exterior
Introdução
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 Mas por que medir tudo sob a forma de contas? 
 Por que fazer uma contabilidade?
 A resposta para tais questões passa pela própria história do pensamento econômico, especialmente pela evolução da macroeconomia. 
 	A macroeconomia, em especial, trabalha numa 	dimensão macroscópica, com variáveis sempre 	agregadas. 
Introdução
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 A ciência econômica nasceu ao final do século XVIII, e preocupava-se com o crescimento econômico e a repartição do produto social. 
 
	Escola Clássica
		Adam Smith (1723-1790)
		David Ricardo (1772-1823)
		John Stuart Mill (1806-1873)
		Jean Baptiste Say (1767-1832)
Introdução
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 Antes dos clássicos, os fisiocratas haviam demonstrado preocupações semelhantes. 
 Com a chamada revolução marginalista, iniciada no final do século XIX, a preocupação com o nível agregado perde forças, e a dimensão microeconômica passa a predominar. 
	\uf0e0 preocupação com o comportamento dos agentes
	\uf0e0 preocupação com o nível agregado sobrevivia na 	idéia do equilíbrio geral
	\uf0e0 século XX: idéia do equilíbrio parcial
Introdução
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 A Macroeconomia encontra seu berço na obra de John Maynard Keynes (1936), intitulada Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. 
	 É a partir da Teoria Geral de Keynes que 	ganham contornos definitivos os conceitos 	fundamentais da contabilidade social, bem 	como a existência de identidades no nível 	macro e a relação entre os diferentes 	agregados. 
Introdução
Fundamentos Econômicos
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 A obra de Keynes indica aos economistas:
	o que medir em nível agregado
	como fazê-lo
 A revolução keynesiana conferiu aos economistas a capacidade de verificar o comportamento e a evolução da economia de um país numa dimensão sistêmica. 
Introdução
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 Princípio das Partidas Dobradas
	A um lançamento a débito, deve sempre corresponder um outro de mesmo valor a crédito.
 Equilíbrio Externo
	Necessidade de equilíbrio entre todas as contas do sistema.
Introdução
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 Escolhida a contabilidade como o instrumento por excelência de aferição macroscópica do movimento econômico, tudo se passa como se a economia de todo um país pudesse ser vista como a de uma única grande empresa. 
 A contabilidade social não se reduz ao sistema de contas nacionais, mas também integram esse conjunto o balanço de pagamentos e as contas do sistema monetário. Também engloba indicadores de distribuição de renda, indicadores de desenvolvimento (IDH) e a comparação desses indicadores entre diversos países. 
Introdução
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 Quanto à contabilidade nacional, é a partir do ano 1940 que se avolumam os esforços para mensurar todos os agregados necessários e desenhar logicamente o sistema. 
 No Brasil, as contas nacionais começaram a ser elaboradas em 1947 pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, passando em 1986 para o IBGE. 
Introdução
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 Macroeconomia I
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CONCEITOS BÁSICOS
Produto
Renda
Consumo
Poupança e Investimento
Absorção
Despesa
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Capa
da Obra
Capítulo I
A Contabilidade Social
 
 Antes de estudarmos as identidades básicas, vale lembrar que uma identidade contábil do tipo A = B não implica nenhuma relação de causa e efeito da variável A para a variável B, ou vice-versa. 
CONCEITOS BÁSICOS
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 Macroeconomia I
 André Luis Squarize Chagas. 
Produto (Y)
Valor de mercado produção de bens e serviços finais da economia em um determinado período de tempo.
Inclui todas as unidades produtoras da economia:
Empresas públicas e privadas
Trabalhadores autônomos
Governo
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 Macroeconomia I
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Produto (Y)
O que é considerado produção do ponto de vista do SNA 1993?
Produção de bens e serviços voltada para o mercado
Produção de bens e serviços pelo governo e instituições sem fins lucrativos, vendidas ou não
Produção de bens para autoconsumo das famílias
Produção de bens de capital pelas firmas para consumo próprio
Produção de serviços pessoais e domésticos quanto remunerados
Serviços de habitação pelos proprietários ocupantes (aluguel imputado)
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 Macroeconomia I
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Produto (Y)
Valor de mercado produção de bens e serviços finais da economia em um determinado período de tempo.
Evitar dupla contagem
Cálculo do valor adicionado
Diferença entre o valor bruto da produção e o consumo intermediário
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 - setor 1 produziu sementes no valor de $500 sem se utilizar de nenhum insumo
 - setor 2 produziu trigo no valor de $1500, utilizando-se sementes que havia adquirido no valor de $500
 - setor 3 produziu farinha de trigo no valor de $2100, utilizando-se do insumo trigo, adquirido ao valor de $1500
 - setor 4 produziu pães no valor de $ 2520, utilizando-se do insumo farinha de trigo, adquirido ao valor de $2100. 
 
Produto (Y)
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 Então, o produto (ou valor adicionado) de cada setor será:
 \uf0e0 Setor 1: 			 	 $500
 \uf0e0 Setor 2: $1500 - $500 = 	$1000
 \uf0e0 Setor 3:		$2100 - $1500 = 	 $600
 \uf0e0 Setor 4:		$2520 - $2100 = 	 $420
Produto total ou valor adicionado total: $2520
	 
Produto (Y)
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 Macroeconomia I
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Consumo (C + G)
Valor dos bens e serviços absorvidos pelos indivíduos para a satisfação dos seus desejos
Consumo pessoal ou das famílias (C)
Consumo do Governo (G)
Valor dos bens e serviços postos à disposição dos indivíduos pelo setor público (defesa nacional, policiamento, educação etc.)
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 Macroeconomia I
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Investimento (I)
Investimento: acréscimo de estoque físico de capital
Formação bruta de capital físico (ou investimento bruto)
Depreciação: destina-se a repor os equipamentos e instalações desgastados ou obsoletos
Investimento líquido = investimento bruto - depreciação
Variação de estoques
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 Macroeconomia I
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Absorção (A)
É o valor dos bens e serviços que a sociedade absorve em determinado período de tempo
A = C + G + I
Em uma