Apostila UNIJUÍ -Métodos estaísticos e a administração
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Apostila UNIJUÍ -Métodos estaísticos e a administração

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Fonte: Elaboração da autora.

•	Cálculo do tamanho do intervalo:

00,000.257,1779

3589,4
00,757.7

19

00,757.7 ≅====
n

A
h ti

Como o valor para a raiz de n é 4,3589, faremos aproximadamente 5 intervalos de tamanho
2 mil.

tabela 7: valor (r$ ) do imposto territorial rural (itr) arrecadado nos municípios da Microrregião de três Passos – rs/2007

Valores de Xi fi fa fr% fr%ac
0 |-------- 2.000 6 6 31,58 31,58

2.000 |-------- 4.000 4 10 21,05 52,63
4.000 |-------- 6.000 6 16 31,58 84,21
6.000 |-------- 8.000 2 18 10,53 94,74
8.000 |-------- 10.000 1 19 5,26 100,00

∑ 19 100,00

Fonte: IBGE/cidades.
Obs.: Exceto o município de Campo Novo com valor do ITR= R$15.989,17, representando 26,68% do

imposto arrecadado na microrregião, considerado “outlier”, isto é, valor isolado, pois se encontra fora do
padrão dos demais municípios.

EaD

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MÉtodos estatísticos e a adMinistração

Comentário 7: A arrecadação de ITR constitui-se de valores baixos (de 500 a 8,5 mil reais),

caracterizando pequenas propriedades na Microrregião, excetuando-se Campo Novo, que

apresenta um valor mais elevado, acima de R$ 15.000,00. Observa-se que em 84,21% dos

municípios a arrecadação do ITR foi inferior a 6 mil reais. Na faixa de menos de R$ 2.000,00

se concentram 31,58% dos municípios.

Na sequência de nossos estudos vamos verificar como a utilização de gráficos facilita a

leitura dos dados que foram sistematizados em tabelas. A diferença entre usar tabela ou gráfico

está na agilidade da informação ou no seu detalhamento: o gráfico dá um impacto direto, per-

mitindo a visualização rápida do comportamento geral dos dados, enquanto a tabela vai deixar

que o leitor conheça todos os detalhes desse comportamento, exigindo maior tempo de avaliação

para uma melhor compreensão do fenômeno. Vamos adiante?

seção 2.4

representação gráfica e sua leitura

Nada melhor do que um gráfico para potencializar uma visão geral e rápida do comporta-

mento dos dados. Os diagramas de colunas, barras, setores (pizza), linhas, pontos, são os mais

utilizados para apresentar tabelas simples e cruzadas e o histograma, polígono de frequências e

setores (limitado a 7 intervalos na DF) para representar a distribuição de frequências. O gráfico

pode ser feito manualmente ou com auxílio de um software tipo “Excel”.

Um cuidado que devemos ter é o de fazer uma escolha, ou utilizamos a tabela ou o grá-

fico, nunca os dois ao mesmo tempo, pois apesar de permitirem visões diferenciadas (a tabela

um olhar detalhista, o gráfico uma visão mais geral), as informações são as mesmas, e faremos

uma repetição desnecessária e incômoda para o leitor. A nossa análise é que vai definir o que

pretendemos enfatizar naquele momento, permitindo a escolha.

A composição do gráfico agrega essencialmente o título, a figura e a fonte:

•	Título: deve identificar a variável apresentada, a população de origem, local e tempo de ocor-
rência. Quer dizer, o leitor do gráfico deve ficar perfeitamente situado em relação às informações

que lhe estão sendo apresentadas. O título pode ser colocado na parte superior ou inferior da

figura, pode ser numerado e seguir um mesmo padrão em todos eles.

•	Figura: A figura deve identificar as informações que estão sendo apresentadas em cada eixo, de
preferência apresentar os valores em % para permitir comparações, uma vez que o valor absoluto

só permite comparações quando os n são iguais. Outro cuidado extremamente importante é

EaD
ruth Marilda Fricke – iara denise endruweit Battisti – antonio Édson corrente

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relativo à escala de apresentação dos dados. Deve-se ter o cuidado de apresentar como se fosse

uma régua, respeitando a base decimal. Algumas dicas na escolha dos gráficos: escolha o de

colunas, se as categorias forem palavras curtas ou siglas; opte pelo de barras se as categorias

forem palavras longas ou expressões; adote o de linhas se estiver apresentando uma variável

temporal, isto é, que evolui no tempo; escolha o de setores (pizza) se o objetivo for comparar o

desempenho das alternativas e estas forem num número máximo de 7 categorias; o histograma

de frequências se quiser representar uma Tabela de Distribuição de Frequências.

•	Fonte: é imprescindível informar a fonte dos dados para agregar credibilidade e possibilidade
de voltar à informação original se for o caso.

Um gráfico sem estas três partes não é considerado um gráfico.

Vejamos alguns EXEMPLOS de gráficos:

grÁFico de colUnas

gráfico 1: distribuição dos municípios da Microrregião de três Passos
segundo a densidade demográfica (hab./km2) rs/2007

1

8

5
6

0

2

4

6

8

Municípios

 (< 10) (20 a 29) (30 a 39) (40 e mais)

Habitantes/km²

Gráfico 1: Distribuição dos municípios da Microrregião de Três
Passos segundo a densidade demográfica (hab./km²) RS/2007

Fonte: IBGE
Fonte: IBGE.

Comentário: De forma geral podemos observar que a Microrregião de Três Passos apresenta

uma densidade demográfica igual a 20 hab./km², indicando uma boa concentração popula-

cional. O que mais ocorre são municípios com densidade entre 20 e 29 hab./km². O que menos

ocorre são municípios com pouca densidade, inferior a 10 hab./km².

EaD

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MÉtodos estatísticos e a adMinistração

grÁFico de Barras

gráfico 2: distribuiçção dos municípios da Microrregião de três Passos por porte – rs/2007

Gráfico 2: Distribuição dos municípios da Microrregião de Três
Passos por porte - RS/2007.

1
1

9

0 2 4 6 8 10 12

1 – Pequeno Porte I
(até 20 mil hab.)

2 - Pequeno Porte II
(20 a 50 mil hab.)

P
o

r
t

e

Nº de muncípios

Fonte: IBGE
Fonte: IBGE.

Comentário: A Microrregião de Três Passos é formada por 20 pequenos municípios. Observa-

se que 55% deles são classificados como Pequeno Porte nível I (< de 20 mil hab.) e 45% deles

como Pequeno Porte nível II (de 20.001 a 50 mil habitantes).

grÁFico de setores (PiZZa)

gráfico 3: avaliação do potencial municipal a partir do indicador de industrialização (nº de indústrias/10 mil hab.)
Microrregião de três Passos – 2007

Gráfico 3: Avaliação do potencial municipal a partir do
Indicador de Industrialização (nº de indústrias/10 mil hab.)

Microrregião d eTrês Passos - RS/2007.

5%

35%

50%

10%

1) Não industrializado 2) Pouco industrializado 3) Média industrialização 4) Industrializado

Fonte: IBGE.

EaD
ruth Marilda Fricke – iara denise endruweit Battisti – antonio Édson corrente

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Comentário: A sociedade em geral tem a percepção que um município deve incentivar inves-
timentos na instalação de indústrias visando a potencializar a criação de empregos. Observa-
mos que 50% dos municípios têm de 5 a 10,9 indústrias/10 mil habitantes, uma concentração
média. Apenas 5% das comunidades são Não Industrializadas, certamente com atividades
mais rurais.

grÁFico de linHas

gráfico 4: nº de agências financeiras no município – Microrregião de três Passos – rs/2007Gráfico 4: Nº de agências financeiras no município -
Microrregião de Três Passos - RS/2007.

0

10

20

30

40

50

0 1 2 3 4 5

Nº de Agências

%

Fonte : IBGE

Fonte: IBGE.

Comentário: Numa sociedade capitalista como a nossa, a função das agências financeiras
canaliza as movimentações, no entanto, o avanço das agências virtuais por meio da Internet
minimiza a necessidade do acesso físico no local de moradia. A agência presencial facilita
a solução de problemas por potencializar o contato pessoal. Na Microrregião, 45% das loca-
lidades não têm agência financeira e isto é explicado pelo porte dos municípios. Apenas três
municípios apresentam três ou mais agências.

grÁFico de taBelas crUZadas (Bivariadas)

gráfico 5: distribuição dos municípios (%) segundo o nº de agências financeiras
e o porte do município – Microrregião de três Passos – rs/2007

Gráfico 5: Distribuição dos municípios (%) segundo o nº de
agências financeiras e o porte do município - Microrregião de

Três Passos - RS/2007.

63,6

18,2 18,222,2
11,1

66,8

0

20

40

60

80

0 1 2 ou mais

Nº de Agências

%