Apostila UNIJUÍ -Métodos estaísticos e a administração
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Apostila UNIJUÍ -Métodos estaísticos e a administração


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Na parte inferior, uma barra com os totais, ou seja, as somatórias das colunas do Nº (fi) que 
no caso representa o n, Total de dados, (\u2211 fi = n) e dos percentuais, cuja soma deve ser 100%. 
Neste cálculo vários arredondamentos são possíveis de serem utilizados: a) em primeiro 
lugar, optamos por trabalhar com duas casas após a vírgula para que os arredondamentos não 
possuam efeito muito drástico, capaz de alterar a interpretação do resultado; b) utilizamos, pre-
ferencialmente, os seguintes critérios: se a 3ª casa for um nº no intervalo de 0 a 4, eliminamos 
(exemplo % = 5/26*100 = 19,23077 \u2245 19,23); se a 3ª casa for um nº no intervalo de 5 a 9, elimi-
namos e aumentamos um ponto na 2ª casa (exemplo % = 6/26*100 = 23,07692 \u2245 23,08).
\u2022	 Fonte: informa a proveniência dos dados, potencializando que se busquem mais informações, 
que as atualizemos e também referem a credibilidade dos dados.
Estes detalhes podem ser vistos na Tabela 1 a seguir.
Apresentamos um exemplo com base no banco de dados sobre a participação da população 
com 100 anos ou mais na população com 60 anos ou mais segundo o local de moradia e sexo nas 
UF/BR \u2013 2007. Esta tabela demonstra as duas possibilidades \u2013 Presença de todas as Respostas e 
presença de dados censurados NI (missing) \u2013 ou seja, falta de informação:
*100
%. . . . . .100
6
% 23,08%
26
deRaros Mulher Rural com de anos>
= = ; *100
%.. . . . . . 100.
6
% 24%
.......26 1
:. sin 1
válido de raros MR c anos
NI mis g
>
= =
\u2212
=
EaD
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MÉtodos estatísticos e a adMinistração
tabela 1: Participação de idosos com 100 anos ou mais no grupo de pessoas com 60 anos ou mais, 
considerando sexo e local de moradia, nas diversas UF/Br \u2013 2007
Participação MR % MR
% MR 
válido
HR % HR MU % MU HU % HU
Raros (0 a 4/10 mil idosos) 6 23,08 24,00 19 73,08 8 30,77 19 73,08
Nº Médio (5 a 14/10 mil idosos) 14 53,85 56,00 7 26,92 17 65,38 7 26,92
Grande Nº (15 ou +/10 mil idosos) 5 19,23 20,00 1 3,85
Total 25 96,15 100,00 26 100,00 26 100,00 26 100,00
NR 1 3,85
Total 26 100,00
Fonte: IBGE/cidades.
Obs.: Siglas: MR \u2013 Mulheres da área Rural; HR \u2013 Homens da área Rural; 
MU \u2013 Mulheres da área Urbana; HU \u2013 Homens da área Urbana;
Categorias da participação: Raros: % < 0,05; Nº Médio: 0,05 a 0,14; Grande Nº: % > 0,14
Na Tabela 1 estamos avaliando a variável Participação de Idosos com 100 anos ou mais no 
grupo de Idosos da População com 60 anos ou mais, considerando diferentes informações que 
potencializam obter diferentes aspectos que podem ser comparados.
Estamos comparando os Estados segundo sua distribuição de longevidade a partir de di-
ferenças apresentadas por sexo (H ou M) e por localização (R ou U). Nesse caso a variável é a 
mesma, as populações apresentam características diferenciadas.
O comentário que vamos apresentar a seguir de cada tratamento específico dos dados é 
uma das diversas \u201cleituras\u201d dos resultados estatísticos. Procuramos, especialmente, nesse tipo 
de comentário:
\u2022	apresentar inicialmente uma idéia geral à qual o tratamento estatístico permitiu chegar, au-
xiliando o leitor a \u201cenxergar\u201d nos resultados o que estes nos revelam, isto é, encaminhando a 
leitura na direção que é compatível com os objetivos para os quais os dados foram coletados;
\u2022	sustentar as ideias, argumentações com as estatísticas calculadas. Estas são argumentativas 
por si próprias e devem convencer o leitor. Por exemplo, não basta dizer \u201ca maioria\u201d dos Esta-
dos, é necessário informar de quanto é essa proporção para que ela convença o leitor sobre a 
superioridade em termos de presença dessa categoria;
\u2022	evitar referir todos os dados da tabela, apenas os que queremos colocar em destaque;
\u2022	procurar apresentar informações que estão subjacentes, retrabalhadas, tipo a soma de dois 
dados, o complementar de algum deles.
Comentário 1: Com base nesta tabela constatamos que a maior participação de 
pessoas com 100 anos ou mais na população idosa são as mulheres do meio ru-
ral (MR), que apresentam em 76% dos Estados um número médio de idosos,
EaD
ruth Marilda Fricke \u2013 iara denise endruweit Battisti \u2013 antonio Édson corrente
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em torno de 5 a 14 idosos com 100 anos ou mais em cada 10 mil idosos (56%), 15 ou mais 
idosos com 100 anos ou mais em cada 10 mil idosos (20%). A menor presença é de homens 
com mais de 100 anos, tanto no meio urbano como no rural. São raros (menos de 5 idosos com 
100 anos ou mais em cada 10 mil idosos) em 73% dos Estados em ambos os casos.
Outro exemplo deste tratamento utilizando múltiplas tabelas para traçar o perfil pode ser 
vista na Tabela 2. Nesse caso, diferentes variáveis são consideradas para uma mesma população, 
mas ainda tratadas isoladamente. O que muda é a apresentação conjunta. 
Vejamos então, na Tabela 2, variáveis da Microrregião de Três Passos, apresentando seu 
perfil econômico a partir de 5 delas: Porte dos municípios, Classificação da densidade demográ-
fica, Classificação pelo PIB per capita, Nº de Agências Financeiras e Classificação nº indústrias/
mil hab.
tabela 2: classificação dos municípios segundo potencial econômico da Microrregião de três Passos com 20 municípios 2
N=20 Nº %
Porte dos Municípios2
1 \u2013 Pequeno Porte I (até 20 mil hab.) 11 55,00
2 \u2013 Pequeno Porte II (20 a 50 mil hab.) 9 45,00
Classificação da densidade demográfica*
1 \u2013 (< 10hab. /km²) 1 5,00
3 \u2013 (20 a 29 hab./km²) 8 40,00
4 \u2013 (30 a 39 hab./km²) 5 25,00
5 \u2013 (40 e mais hab./km²) 6 30,00
Classificação pelo PIB per capita
1 \u2013 Pobre 19 95%
2 \u2013 Em desenvolvimento 1 5%
Nº de Agências Financeiras
0 9 45,00
1 3 15,00
2 5 25,00
3 1 5,00
4 1 5,00
5 1 5,00
Classificação nº indústrias/mil hab.
1) Não industrializado (<1/mil hab.) 1 5,00
2) Pouco industrializado (2 a 4,9/mil hab.) 7 35,00
3) Média industrialização ( 5 a 10,9 /mil hab.) 10 50,00
4) Bem Industrializado \u2013 (11 a 19,9/mil hab.) 2 10,00
Fonte: IBGE/cidades.
* Todos os municípios apresentam densidade inferior a 100 hab./km2, logo tem baixa densidade demo-
gráfica. A classificação evidencia 5 níveis (1 a 5) sendo 1 o menor e 5 o maior dentro do grupo
2	 Fonte:	Atlas	de	Desenvolvimento	Humano,	2002.
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MÉtodos estatísticos e a adMinistração
Estas variáveis oferecem uma visão geral da Microrregião, não permitindo fazer desta-
ques de municípios individualmente, mas pretende dar uma visão da Microrregião em termos 
econômicos.
Comentário 2: Utilizando o banco de dados da Microrregião de Três Passos, buscamos fazer 
uma avaliação do potencial econômico da riqueza da região. Constata-se na Tabela 2 que são 
20 municípios de pequeno porte (55% de nível I com até 20 mil habitantes e 45% de nível II com 
20 a 50 mil habitantes), em sua maioria com baixo rendimento econômico e baixa densidade 
demográfica: menos de 100 hab./km2. Apenas três municípios apresentam um destaque em 
termos econômicos: Três Passos, Crissiumal e Horizontina. Os demais apresentam populações 
pobres, com baixo rendimento e baixo potencial de desenvolvimento. Podemos observar que em 
termos de PIB per capita (fatia do PIB por residente nos municípios da Microrregião), 95% dos 
municípios podem ser considerados subdesenvolvidos/pobres, uma vez que o PIB per capita/
ano é inferior a US $ 7 mil dólares/ano, o que daria uma base em torno de R$ 1000,00/mês. 
Nessa Microrregião 45% dos municípios não dispõem sequer de uma agência financeira, e o 
número médio de agências financeiras por município é de 1,25. O número de indústrias para 
cada mil habitantes indica que existem apenas dois municípios que apresentam uma maior 
industrialização, com 11 a 20 indústrias por mil habitantes. 40% dos municípios são pouquís-
simo ou nada industrializados (menos de 5 indústrias por mil habitantes).
As tabelas bivariadas, por sua vez, apresentam simultaneamente duas ou mais variáveis, 
cada variável é uma dimensão. Quando trabalhamos com uma ou até duas dimensões os resul-
tados do tratamento são simples de explicar e compreender, porém se trabalharmos com três ou