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			 Plano de Aula: 12 - Sistema límbico

			 FUNDAMENTOS DE NEUROANATOMIA

			

		

		
			Título

			12 - Sistema límbico

			
			Número de Aulas por Semana

			
				4
			

			Número de Semana de Aula

			
				12
			

 Tema

		 Unidade 9 - Sistema límbico

		
		 Objetivos

		 Ao final desta aula, o aluno deverá ser capaz de:

·   Identificar os componentes anatômicos do sistema límbico;

·   Compreender as conexões estabelecidas pelo sistema límbico;

·   Compreender as funções do sistema límbico.

		
		 Estrutura do Conteúdo

	 Unidade 9 - Sistema límbico:

9.1. Conceito:

É um sistema relacionado fundamentalmente com a regulação dos processos emocionais e da parte autônoma do sistema nervoso, constituído pelo lobo límbico e pelas estruturas subcorticais a ele relacionadas.

 

9.2. Componentes:

Não há um completo acordo entre os autores quanto às estruturas que deveriam fazer parte do sistema límbico. Trabalharemos com a relação de estruturas cuja inclusão no sistema límbico é admitida pela maioria dos autores, agrupando-as em duas categorias: componentes corticais, constituídos de áreas de associação terciárias, e componentes subcorticais.

Os componentes corticais são: o giro do cíngulo, o giro para-hipocampal e o hipocampo. Os componentes subcorticais são: o corpo amigdalóide, a área septal, os núcleos mamilares, os núcleos anteriores do tálamo e os núcleos habenulares.

Na face medial de cada hemisfério cerebral existe um agrupamento de estruturas pertencentes ao sistema límbico que foi chamado de lobo límbico. Os componentes desse lobo são: o únco, o giro para-hipocampal, o giro fasciolar, o istmo do giro do cíngulo e o giro do cíngulo.

 

9.3. Conexões:

As conexões do sistema límbico são muito complexas e ainda não se conhece o significado funcional de grande parte destas conexões. Faremos um estudo esquemático e simplificado dessas conexões, dividindo-as em conexões intrínsecas e extrínsecas.

 

Conexões intrínsecas: diversos componentes do sistema límbico mantêm numerosas conexões entre si. Dentre elas, a mais conhecida é o circuito de Papez, que é um circuito fechado que une as seguintes estruturas límbicas, enumeradas na sequencia que representa a direção predominante dos impulsos nervosos: hipocampo, fórnice, corpo mamilar, fascículo mamilotalâmico, núcleos anteriores do tálamo, cápsula interna, giro do cíngulo, giro para-hipocampal e novamente o hipocampo fechando o circuito. Este circuito é importante no mecanismo das emoções e há evidências de que ele possa estar envolvido também no mecanismo da memória. O corpo amigdalóide e a área septal, embora não façam parte do circuito de Papez, ligam-se a ele em vários pontos.

 

Conexões extrínsecas: as estruturas do sistema límbico têm amplas conexões com diversos setores da parte central do sistema nervoso, destacando-se por sua importância, as conexões recíprocas com o hipotálamo.

 

Conexões aferentes: muitas emoções são desencadeadas pela entrada de determinadas informações sensoriais na parte central do sistema nervoso. Assim, por exemplo, informações visuais, auditivas, somestésicas ou olfatórias que sinalizem perigo podem despertar medo. Há evidências que todas essas modalidades de informações sensoriais têm acesso ao sistema límbico, embora nunca diretamente. Elas são antes processadas em áreas corticais de associação secundárias e terciárias e penetram no sistema límbico por vias que chegam ao giro para-hipocampal (área entorrinal) de onde passam para o hipocampo, ganhando assim, o circuito de Papez. Informações relacionadas com a sensibilidade visceral também têm acesso ao sistema límbico por outras vias.

Conexões eferentes: são importantes porque, através delas, este sistema participa dos mecanismos efetuadores que desencadeiam o componente periférico e expressivo dos processos emocionais e, ao mesmo tempo, controlam a atividade da parte autônoma do sistema nervoso. Essas funções são exercidas fundamentalmente através das conexões que o sistema límbico mantém com o hipotálamo e com a formação reticular do mesencéfalo.

	
	 Aplicação Prática Teórica

 Textos:

1.   VAN DE GRAAFF. Anatomia Humana. 6. ed. Barueri, SP: Manole, 2003 (Capítulo 13, p. 449-450);

2.   DÂNGELO; Fattini. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3. ed. São Paulo: Atheneu,

     2007 (Capítulo 5, p. 97);

3.   AFIFI; Bergman. Neuroanatomia Funcional texto e atlas. 2. ed. São Paulo: Roca, 2007 (Capítulos 21 e 22);

4.   MACHADO. Neuroanatomia Funcional. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1993 (Capítulo 28);

5.   MENESES. Neuroanatomia Aplicada. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006 (Capítulo 20);

6.   CROSSMAN; Neary. Neuroanatomia ilustrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007 (Capítulo 16);

7.   CTA-SBA. Terminologia Anatômica Internacional. São Paulo: Manole, 2001 (p. 152).