atos processuai no tempo e no espaço
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atos processuai no tempo e no espaço


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(Art. 803); procedimentos de nunciação de obra nova (Art. 939); embargos de terceiro (Art. 1053). 
	10.- Prazos para o serventuário: remessa à conclusão em 24 horas; pratica dos atos determinados pelo juiz: 48 horas.
 	Também são prazos impróprios.
 	11.- Prazo em dobro: sendo caso de litisconsórcio e sendo diferentes os procuradores das partes, os prazos serão considerados em dobro. PS: advogados constantes do mesmo escritório podem pedir o prazo em sobro, desde que cada qual esteja patrocinando os interesses de uma das partes.
 	
Se o litisconsórcio se der com as pessoas previstas no Art. 188, não há duplicação dos prazos para elas. PS: É necessário pedir a concessão do prazo em dobro, por meio de petição? Entendo que não, uma vez que se trata de norma de caráter público, devendo ser aplicada de ofício pelo juiz.
 	12.- Prazos para devolução dos autos pelo advogado: o advogado, quando apanha o processo em carga, deve devolvê-lo no prazo legal, que é de cinco dias, ou outro que o juiz lhe assinar (Art. 40, II e III).
 	Caso não restitua os autos, pode o juiz mandar riscar ou desentranhar suas alegações e documentos PS: a jurisprudência entende, contudo, que apenas as alegações devem ser desconsideradas, não os documentos. 	Aqui se deve observância ao princípio da instrumentalidade das formas. 
 	
Multa: Art. 196.
 	13.- Intercâmbio processual (carta de ordem, rogatória e precatória): Via de regra, os atos processuais devem ser praticados na sede do juízo: Fórum (Art. 176).
 	
Porém, há casos em que há necessidade de se fazer na sede de outra comarca.
 	
Surge então a necessidade de se expedir Carta de Ordem, Precatória ou Rogatória.
 	
A Carta de Ordem é o instrumento utilizado pelo Tribunal para determinar que outro Tribunal, ou juiz a ele subordinado, dê cumprimento a alguma decisão ou pratique determinado ato. Esta espécie contém uma ordem, não mera solicitação. 
 	
Note-se que esta modalidade dá-se entre os Tribunais, sendo que um deve obediência às determinações do outro, assim como do Tribunal superior aos juízes do Tribunal \u201cinferior\u201d (EX: Carta de ordem do STF para o TJ do Paraná, ou para juízes paranaenses). PS: A comunicação do tribunal com seus juízes inferiores é feita por Carta Precatória, não de ordem. 
 	A Carta Rogatória é o instrumento utilizado para se pedir a colaboração de um país estrangeiro para a prática de um ato processual. Procedimento: Art. 210, CPC. 
 	A rogatória a ser cumprida no Brasil deve ser despachada pelo STJ, não mais pelo STF. O Art. 211 foi revogado pela EC 45/2004 (CF/88, Art. 105, I, i). 
 	
A Carta Precatória é o instrumento residual, ou seja, não sendo caso de expedição de carta de ordem ou rogatória, será de precatória.
 	
Embora residual, é a espécie mais utilizada. 
 	
Em síntese, é utilizada para comunicação entre juízes, dentro do território nacional, 
 		
A carta precatória não leva uma ordem, mas sim um pedido, posto que não existe qualquer hierarquia entre os juízes envolvidos.
 	Podem os juízos se comunicarem por meio de \u201cofícios\u201d, mas desde que não para a prática efetiva de atos. Estes se prestam a dar ou fornecer informações.
 	
Via de regra, a expedição das cartas não suspendem o curso do processo. Todavia, há casos em que a prática do ato subseqüente depende do cumprimento da precatória, o que, obviamente, acarreta a \u201csuspensão\u201d do processo até que a carta seja cumprida. Procedimento das cartas: Arts. 202; 203.
Caráter itinerante: Art. 204: pode ser remetida pelo juízo deprecado a outro, em situações que assim determinam;
Urgência: fax, telegrama, telefone: Art. 205/208;
Recusa: Art. 209; e
Devolução: Art. 212.
	14.- Citações.
 	Citação é o ato pelo qual se chama a parte acionada para defender-se (Art. 213, CP).
Conceito legal aceito por quase a totalidade da doutrina.
Alguns criticam a palavra \u201créu\u201d constante no dispositivo. Mas entendo haver excesso de preciosismo, posto que esta expressão foi lançada de forma genérica, vale dizer, deve-se entender como \u201cacionado\u201d.
Assim, devem ser considerados \u201créus\u201d, para efeito da citação, o réu, o executado, o interessado, o embargado ...
A citação é o ato processual que institui a relação jurídica processual, verdadeiro pressuposto de desenvolvimento regular e válido do processo.
Essa exigência \u2013 de citação \u2013, refere-se à garantia constitucional do devido processo legal (Art. 5º, LIV e LV), comparecendo espontaneamente o réu no processo, suprida esta a falta ou vício de citação, ainda que só para isso possa ele ter vindo.
Citação inexistente é aquela feita em nome de outra pessoa, que não o réu: um homônimo, por exemplo. Também é inexistente a concretizada em nome de pessoa jurídica já extinta.
Citação nula quando não observa os requisitos legais do ato, ainda que feita em nome do acionado. Por exemplo: não especificar qual é o prazo para a apresentação da defesa; quando concretizada em nome de pessoa que não tem poderes para receber a citação (representante); se não tiver entregue a contra-fé; no rito sumário, se não tiver observado o prazo do Art. 277, CPC.
\ufffd DINAMARCO, Cândido Rangel, Instituições de Direito Processual Civil, vol. II, 5ª Ed., Malheiros: São Paulo, 2005, p. 551.