Epilepsias

Epilepsias


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EPILEPSIAS
Khadija Deodoro
Lailana Cavalheiro
Luiz Gustavo B. da Rosa
Conceito
A Epilepsia é um sintoma de perturbação cerebral que se caracteriza pela ocorrência de ataque periódicos e recorrentes. Os ataque de epilepsia podem ser de diversos tipos, variando entre ataques de duração curta com perturbações do estado de consciência e ataques com convulsões graves e perda de consciência.
Epidemiologia
Dois picos de incidência: infância e idosos
Mais alta em homens
Nas crianças, a maioria é idiopática. Já nos adultos, a maioria é por causas identificáveis.
DEV;
TCE;
Doenças do desenvolvimento;
Infecções;
Neoplasias e
Alzheimer.
Epidemiologia
Em países desenvolvidos:
Prevalência em torno de 0,5%;
5 a 7% apresentam pelo menos uma crise epiléptica ao longo da vida;
Predomínio em crianças e idosos.
Em países em desenvolvimento:
Prevalência de 1,5 a 2%;
Predomínio em adultos jovens
Em Porto Alegre: 16,5/1000 casos de epilepsia ativa
Fisiopatologia
Hiperatividade dos circuitos cerebrais, gerando descargas elétricas sincrônicas anormais, contínuas e de alta frequência;
Afluxo de íons de cálcio na fase de despolarização e ativação de receptores excitatórios, promovendo necrose celular aguda e morte celular apoptótica a longo prazo;
Manifestação paroxística decorrente de descarga neuronal intensa, hipersíncrona em uma região definida do córtex cerebral (crise focal ou parcial), ou envolvendo o córtex como um todo (crise generalizada).
Fisiopatologia
O insulto inicial é quando ocorre a ativação de canais iônicos e receptores de membrana, resultando em acúmulo de glutamato e aumento do cálcio intracelular, que ativará enzimas citoplasmáticas
A partir de horas até semanas vai ocorrendo morte neuronal seletiva por necrose a poptose
Depois de período latente variável, surgem as crises espontâneas e recorrentes
Fisiopatologia
Intima relação da epileptogênese com a plasticidade neuronal;
Processo de epileptogênese talvez pudesse ser entendido como uma exacerbação anômala dos mecanismos fisiológicos de neuroplasticidade;
Circuitos com uma plasticidade exuberante, como aqueles relacionados aos processos de memória e aprendizado, seriam os mais susceptíveis ao processo de epileptogênese.
Fisiopatologia
40 a 50% dos pacientes tem crises do tipo parciais complexas, acometendo o lobo temporal (ELT);
Envolvimento de estruturas como o hipocampo e a amigdala;
Esclerose mesial temporal (atrofia hipocampal) é o achado mais importante na ELT
Fisiopatologia
Crises focais são geradas a nível cortical de parte de um ou dos dois hemisférios.
Crises generalizadas são geradas em circuitos talâmicos com descargas difusas, bilaterais e síncronas, com manifestações clínicas e alterações do EEG difusas
Crises focais podem, com a propagação da descarga, se transformar em crises secundariamente generalizadas. Essas descargas podem ser por excesso de excitação ou por falta de inibição.
Fisiopatologia
Na crise, as células que disparam no agregado neuronal epiléptico recrutam neurônios vizinhos \uf0e0 propagação da crise parcial.
Quando há repolarização a descarga é interrompida.
A maioria das síndromes epilépticas comuns possui padrões complexos de herança genética que ainda não foram muito bem definidos.
Crises Secundárias Sintomáticas Agudas
Não constituem diagnóstico para epilepsia;
Para ser epilepsia verdadeira o indivíduo tem que ter tido pelo menos duas crises convulsivas com intervalo mínimo de 24 horas e as crises devem ser espontâneas e recorrentes;
Esses indivíduos não têm alterações eletrofisiológicas neuronais.
Algumas causas comuns são:
Metabólicas
Induzida por drogas
Infecções
Endócrinas
Neoplasias do SNC
Trauma do SNC
QUADRO CLÍNICO - EPILEPSIAS
Há diferentes graus de envolvimento muscular
EVENTO MOTOR
 Fenômeno positivo
		tônico
		clônico
		mioclônico
Fenômeno negativo
		mioclonias negativas
		crises atônicas>
QUADRO CLÍNICO - EPILEPSIAS
Classificação Internacional das Crises Epilépticas em 1981
Parciais ou Focais
	- parcial simples
	- parcial complexa
Generalizadas
Não Classificáveis
QUADRO CLÍNICO - EPILEPSIAS
Nova Classificação em 2001 pelo Comitê Executivo da Liga Internacional Contra Epilepsia
 Lista de diferentes tipos de crises que agora são consideradas entidades diagnósticas
		- base em características semiológicas
		- deixam de apresentar qualquer 			 conotação anatômica ou patofisiológica
QUADRO CLÍNICO - EPILEPSIAS
CRISES PARCIAIS OU FOCAIS
Manifestações clínicas indicam o envolvimento de uma porção de um hemisfério cerebral
EEG: descargas nem sempre são verificados grafoelementos patológicos.
Pode evoluir para tônico-clônica generalizada
\u201cAura\u201d
As manifestações clínicas das crises focais são variáveis de acordo com sua origem
QUADRO CLÍNICO
CRISES FOCAIS
CRISES FOCAIS SENSITIVO \u2013 SENSORIAIS
Com sintomas sensitivo-sensoriais elementares
Parestesias, dor e sensações ciscerais; alterações visuais, auditivas, olfatorias e gustativas
Com sintomas experenciais
Ilusões e alucinações similares às experimentadas normalmente
CRISES HEMICLÔNICAS
QUADRO CLÍNICO
CRISES FOCAIS
CRISES FOCAIS MOTORAS
Com sinais motores elementares crônicos
Contrações musculares que recorrem de forma regular a intervalos de 1 a 2 segundos 
Crises motoras Tônicas Assimétricas
Contração desigual ou assíncrona de grupos musculares de ambos os lados do corpo
Postura assimétrica devido contração tonica de um ´nico membro
Duração: 10 a 40 segundos
QUADRO CLÍNICO
CRISES FOCAIS
CRISES FOCAIS MOTORAS
Crises com automatismos típicos do lobo temporal
Movimentos coordenados e repetitivos
Partes distais dos membros
Crises com automatismos hipercinéticos
Movimento afeta parte proximal dos membros, parecem violentos
Crises com mioclonias negativas focais
Atonia focal com perda de tono postural
Crises parciais de diferentes lobos ou regiões
QUADRO CLÍNICO - EPILEPSIAS
CRISES GENERALIZADAS
envolvimento de ambos os hemisférios cerebrais desde o início e as descargas eletroencefalográficas são bilaterais.
 consciência é sempre acometida 
	 	- exceção: crises mioclônicas
QUADRO CLÍNICO 
CRISES GENERALIZADAS
CRISES TÔNICO-CLÔNICAS
 = Crises de Grande Mal
Perda abrupta da consciência
Contração tônica e depois clônica dos quatro membros
Apnéia, liberação esfincteriana, sialorréira, mordedura da língua
Grito Epiléptico
Período pós -crítico :
Confusão mental e sonolência
EEG :
Fase tônica: atividade bilateral , síncrona e simétrica
Fase clônica : polispículas \u2013 onda lenta, representando a contração muscular e o relaxamento que a seguem
Crise tônico-clônica
QUADRO CLÍNICO 
CRISES GENERALIZADAS
CRISES CLÔNICAS 
comprometimento da consciência
Diminuição no tonus muscular
EEG: ondas lentas de freqüência variável, descargas políspículas \u2013 onda irregular, distribuição difusa e bilateral, algumas vezes síncronas e simétricas, porém migrando de uma região para outra no decorrer da crise
QUADRO CLÍNICO 
CRISES GENERALIZADAS
CRISES TÔNICAS
Podem comprometer
 apenas a musculatura axial,
também a das raízes dos membros
Todo o corpo
Aumento súbito no tonus muscular
Duração: 10 a 20 segundos
EEG: padrões variáveis de descargas difusas, bilaterais, síncronas e simétricas de atividade rápida
QUADRO CLÍNICO 
CRISES GENERALIZADAS
CRISES DE AUSÊNCIAS TÍPICAS
Desencadeadas pela hiperventilação
Breves episódios de comprometimento de consciência
Manifestações motoras discretas*
Automatismos orais e manuais, piscamento, aumento ou diminuição do tônus muscular e sinais autonômicos
Duração: 10 a 30 segundos
EEG: paroxismos com início e final abruptos de complexos de espícula-onda, bilaterais e síncronos. 
QUADRO CLÍNICO 
CRISES GENERALIZADAS
CRISES DE AUSÊNCIAS ATÍPICAS
Não são desencadeadas por hiperventilação
Comprometimento de conscîência é menor
Início e término menos abruptos
EEG: descargas bilaterais e síncronas, mais ou menos difusas as vezes assimétricas, com complexos de ponta- ponta lenta.
QUADRO CLÍNICO 
CRISES GENERALIZADAS
ESPASMOS
Contração tônica rápida
Locais acometidos: pescoço tronco e membros
Caráter: flexão ou extensão
Duração: 1 a 15 segundos