Epilepsias

Epilepsias


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Ocorrem em salvas, especialmente ao despertar e durante sonolência.
Lactentes \u2013 as vezes confundidas com cólicas
EEG: padrão hipsarrítmico, ondas lentas de amplitude variada, ausência de organização espacial e temporal dos mesmos
Padrão semelhante ao das crises tônicas durante o espasmo
QUADRO CLÍNICO 
CRISES GENERALIZADAS
CRISES MIOCLÔNICAS
Contrações musculares súbitas, breves
Localização: musculatura facial, tronco, uma extremidade, um músculo ou um grupo muscular.
Pode ser generalizada
Pode ocorrer de forma isolada ou repetida
Ocorrem após privação de sono, ao despertar ou adormecer
EEG: surtos espícula- onda bilaterais, síncronos freqüentemente desencadeados pela fotoestimulação intermitente
Complicações
Encefalopatias epilépticas \uf0e0 síndromes epilépticas com crises refratárias a drogas antiepilépticas nos primeiros anos de vida;
Estado de Mal Epiléptico \uf0e0 em mais de 15% das pessoas com epilepsia. Pode acarretar desenvolvimento da própria epilepsia, encefalopatias e déficits neurológicos focais
Complicações
Traumatismos \uf0e0 TCE, fratura de vértebra, deslocamentos articulares e afogamentos
Morte súbita inexplicada\uf0e0 principalmente em crises durante o sono. Mordedura de língua, secreção oral, liberação esfincteriana, expressão facial contorcida e queda completa ou parcial da cama
Comorbidade psiquiátrica \uf0e0 principalmente os transtornos de humor (depressão maior e transtornos ansiosos) e altíssimos índices de suicídio.
O que fazer durante uma crise 
A maioria das crises dura menos de 5 minutos e a mortalidade durante a crise é baixa;
Medidas protetoras devem ser tomadas:
evitar quedas e traumas deitando a pessoa;
remover objetos da proximidade do local;
proteger a cabeça com a mão, travesseiro...
lateralizar a cabeça para que a saliva escorra;
reduzir estimulação sensorial luminosa e sonora;
permitir que a pessoa descanse ou até mesmo durma após a crise;
procurar assistência médica em casos de crises prolongadas.
O que NÃO fazer durante uma crise:
NÃO imobilizar os membros;
NÃO balançar a pessoa (isso evita falta de ar);
NÃO colocar os dedos dentro da boca da pessoa;
NÃO medicar VO na hora da crise (os reflexos estão comprometidos);
Se a convulsão foi provocada por acidente ou atropelamento, NÃO retirar a pessoa do local;
NÃO realizar atividades físicas por pelo menos 48hs após a crise.
Diagnóstico
O diagnóstico é principalmente baseado no reconhecimento do tipo de crise. Para o diagnóstico de Epilepsia é necessário que indivíduo tenha apresentado 2 ou mais crises convulsivas nos últimos 12 meses sem estar associado a febre, intoxicações. O EEG pode ser um teste confirmatório útil em distinguir convulsões de outras causas de perda de consciência.
Diagnóstico
As características especificas que sugerem epilepsia no EEG são: espículas anormais, descargas poliespiculadas e complexos espícula-onda. 
Padrão ponta e onda na epilepsia do pequeno mal
Avaliação de uma nova desordem convulsiva em paciente estável:
História (incluindo medicamentos e exp. a drogas
Exame físico geral
Exame neurológico completo
Avaliação sanguínea: glicemia em jejum, cálcio sérico, FTA sérico, eletrólitos séricos, hemograma completo, VSG, provas de função hepática e renal
EEG
TC ou RM(especialmente com exame anormal, desordem progressiva, ou inicio de convulsões após os 25 anos de idade).
Esclerose Mesial Temporal Esquerda
TRATAMENTO
A seleção deve ser direcionada para a causa das crises, se essa for reconhecida. Convulsões associadas com desordens metabólicas e sistêmicas respondem de forma discreta aos anticonvulsivantes, mas param com a correção da anormalidade subjacente. Abstinência de drogas ou álcool geram convulsões autolimitadas. Tumores, traumatismo cranianos agudos devem ser tratados imediatamente, e as convulsões associadas controladas por terapias anticonvulsivantes. As epilepsias idiopáticas são tratadas com anticonvulsivantes.
ALGUNS PRINCÍPIOS
Estabelecer bem o diagnóstico da epilepsia.
Escolher bem a droga certa para o tipo de crise
Observar os níveis séricos da droga
Avaliar uma droga por vez
Crises novas??
Drogas
Fenitoína e Carbamazepina: são de primeira escolha para crises generalizadas tonico-clonicas ou parciais em adultos.
Fenobarbital e carbamazepina são favoritas em crianças
Fármacos usados nas convulsões generalizadas: etossuximida,valproato de sódio e ácido valpróico
Crises de ausência: acido valpróico e etussuximida, porém o primeiro tem cobertura contra crises tonico clonicas.
Mioclonicas: acido valproico ou clonazepam
Drogas
Fenítoina: 300-400mg/d em dose única ou divididas. Níveis séricos terapêuticos entre 10-20µg/ml
Carbamazepina: 600-1200 mg/d em 3-4 tomadas diárias. Níveis séricos 4-12µg/ml
Fenobarbital: 90-180mg/d dose única. Níveis séricos 20-40µg/ml
Ácido valpróico: 750-2000mg/d em 3 doses. Níveis séricos 50-150µg/ml
Etossumiximida: 15-40mg/kg/d em duas doses. Níveis séricos 40-100µg/ml
Já em Terapia
Crises recorrentes
Verificar níveis séricos das drogas
2. Adicionar uma segunda droga
3. Tratar crises refratárias: neurocirurgia?
TIPOS DE CIRURGIA
Com exceção do implante vagal todos os tipos de cirurgia envolvem o cérebro. De um modo geral podem ser feitos dois tipos de cirurgia:
Remoção da área cerebral responsável pela produção de crises.
Interrupção das vias nervosas ao longo das quais se espalham os impulsos que transmitem as crises.
As complicações dos diferentes tipos de cirurgia surgem em 4% das intervenções e dependem do tipo de cirurgia praticado.
PROGNÓSTICO	
Com o tratamento adequado, as convulsões podem ser bem controladas, embora nem sempre eliminadas, na maioria dos pacientes epilépticos. Os pacientes devem ser vistos a cada poucos meses para monitorar a freqüência das convulsões, efeitos adversos das drogas e adesão ao tratamento.
Questionamentos importantes
Se havia acompanhante no momento da crise?
Como foi o início? (focal/ generalizado)
Perdeu a consciência?
Apresentou aura?
Quanto tempo demorou para recuperar a consciência?
Teve liberação esfincteriana e de baba?
Caso Clínico	
Paciente, masculino, 15 anos, fez 8 episódios convulsivos nos últimos 3 meses. No momento da crise mãe relatou que a criança salivou bastante, mordeu a língua, se urinou e parou de respirar. Mãe ainda relata que paciente deu um grito. No momento da crise ele contraiu os músculos e depois tremeu. Fez exames de imagem, laboratoriais e EEG. Todos normais.
Caso Clínico
Qual o tipo de crise que o paciente apresentou?
Escolha uma alternativa medicamentosa para o paciente.