8 pág.

Da formação Da Suspensãoe da Extinção do Processo

Disciplina:Teoria Geral do Processo8.083 materiais148.576 seguidores
Pré-visualização2 páginas
Processual, ambas são terminativas;

Antes (e parte da doutrina ainda o faz), costumava-se chamar de terminativas apenas as sentenças que não enfrentavam o mérito, ao passo em que as que o faziam, nomeavam-se definitivas;
Porém, como dito, atualmente essa distinção é dispicienda, posto que a modalidade recursal que ambas desafiam é a mesma – apelação (Art. 513, CPC). A sistemática processual antiga previa o “agravo de petição” com relação à sentença que não enfrentava o mérito;

No mais, a distinção se volta apenas para os efeitos da coisa julgada, onde a dita sentença terminativa (aqui encarada somente como aquela que não enfrenta o mérito) faz coisa julgada formal, ao passo em que a sentença definitiva faz coisa julgada material;

Para uma melhor visualização, a sentença terminativa põe fim à relação jurídica processual, sem enfrentar-lhe o mérito, via de regra, pelos defeitos formais dispostos nos incisos do Art. 267, CPC.
Já, a sentença definitiva exauri o processo com pronunciamento de valor sobre o objeto da lide, o bem da vida perseguido pela partes (Art. 269, CPC);

Diante destas premissas estabelecidas, podemos citar como um conceito lato de sentença aquele que mesmo trazido pelo CPC, ou seja, o ato pelo qual o juiz exaure sua função jurisdicional, pondo fim à lide, decidindo ou não o mérito da discussão, em sede de primeira instância.
Como um conceito mais afunilado de sentença (que resolve o mérito da discussão), podemos dizer que “é uma operação de caráter crítico através do qual o juiz escolhe entre a tese do autor e a do réu (ou eventualmente uma terceira), a solução que lhe parece mais ajustada ao direito e á justiça.”�

� COUTURE, Eduardo J. Fundamentos do direito processual civil, São Paulo: Saraiva, 1946.