HDB - Anotação (8)
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HDB - Anotação (8)


DisciplinaHistória do Direito Brasileiro10.305 materiais252.630 seguidores
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época em que a coisa se evenceu e 
proporcional ao desfalque sofrido no caso de evicção 
parcial. Como se fará o cálculo da indenização neste 
caso? O STJ firmou um precedente no REsp nº 
248423. Vejamos: 
 
INDENIZAÇÃO. PERDAS E DANOS. 
EVICÇÃO. Perdida a propriedade do 
bem, o evicto há de ser indenizado 
com importância que lhe propicie 
adquirir outro equivalente. Não 
constitui reparação completa a 
simples devolução do que foi pago, 
ainda que com correção monetária. 
(REsp 248423/MG, Rel. Ministro 
Eduardo Ribeiro, Terceira Turma, 
julgado em 27/04/2000, DJ 
19/06/2000, p. 146). 
 
 Uma regra que deve ser mencionada e de suma 
importância é a do art. 199 III do CC/02, que prevê 
que não corre prescrição, pendendo a ação de 
evicção, mas somente após o trânsito em julgado da 
sentença a ser proferida na ação em que se discute a 
evicção. 
 
 Questão tormentosa é a denunciação da lide na 
evicção. O art. 456 do CC/02 informa que para que o 
evicto exerça seu direito, deverá ele notificar do litígio 
o alienante imediato, ou qualquer dos anteriores, 
quando e como lhe determinarem as leis do processo. 
Seria a denunciação da lide obrigatória, pela leitura do 
artigo sim, porém o STJ não utiliza tal fundamentação 
afirmando que a mesma será facultativa. 
 
Evicção. Indenização. Denunciação 
da lide (falta). 1. Por não se ter 
denunciado, quando reivindicada a 
coisa por terceiro, não impede se 
pleiteie "a devolução do preço de 
coisa vendida, se não provado que 
o alienante sabia do risco dessa 
evicção ou, em dele sabendo, que 
não o assumira". Em tal sentido, 
precedentes do STJ: REsp´s 9.552 e 
22.148, DJ´s de 03.8.92 e 05.4.93. 
2. "A pretensão de simples 
reexame de prova não enseja 
recurso especial" (Súmula 7). 3. 
Recurso especial não conhecido. 
(REsp 132258/RJ, Rel. Ministro 
Nilson Naves, Terceira Turma, 
julgado em 06/12/1999, DJ 
17/04/2000, p. 56). 
 
Seria admissível a denunciação por saltos, ou 
seja, pode ao adquirente denunciar a lide a quem lhe 
vendeu o bem ou a quem vendeu a quem lhe vendeu? 
Pergunta complicada, não é! 
 
1ª) 29 I CJF - Art. 456: a interpretação do art. 
456 do novo Código Civil permite ao evicto a 
denunciação direta de qualquer dos responsáveis pelo 
vício. 
 
 
 Contratos aleatórios 
 
Significa que o contrato é de risco, ou seja, de 
uma expectativa da ocorrência de evento incerto e 
 OAB 1ª Fase 2011.2 
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casual. Carvalho dos Santos aduz que contrato 
aleatório é aquele que \u201cnasce de esperanças e 
receios\u201d (Carvalho dos Santos. Código Civil, p. 413). 
 
Se o contrato for aleatório, por dizer respeito 
a coisas ou fatos futuros, cujo risco de não virem a 
existir um dos contratantes assuma, terá o outro 
direito de receber integralmente o que lhe foi 
prometido, desde que de sua parte não tenha havido 
dolo ou culpa, ainda que nada do avençado venha a 
existir. Trata-se da venda empito spei/venda da 
esperança. O exemplo clássico: uma pessoa compra 
toda a colheita de uma fazenda em determinado 
período e a fazenda nada produz. 
 
Já se assumir o adquirente tomando a si o 
risco de virem a existir em qualquer quantidade, terá 
também direito o alienante a todo o preço, desde que 
de sua parte não tiver concorrido culpa, ainda que a 
coisa venha a existir em quantidade inferior à 
esperada. Aqui observamos a venda, empito rei 
speratae/venda da esperança em relação a 
quantidade. Mas, se da coisa nada vier a existir, 
alienação não haverá, e o alienante restituirá o preço 
recebido. Exemplo clássico: safra futura. 
 
Estando de frente com coisas já existentes, 
mas expostas a risco, assumido pelo adquirente, terá 
igualmente direito o alienante a todo o preço, posto 
que a coisa já não existisse, em parte, ou de todo, no 
dia do contrato. Exemplo: passo um navio por 500 mil 
sabendo que o mesmo vale uns 2 milhões de reais. 
Poderiam pensar que sou louco, ocorre que o navio 
está afundando, e o vendo pelo um valor inferior já 
sabendo que o comprador irá assumir um grande 
risco, pois a coisa está exposta a risco. 
 
Numa palavra: o dispositivo trata do risco 
sobre a existência da coisa, retratando a emptio spei 
(venda da esperança, a probabilidade de a coisa 
existir), caso em que o alienante terá direito a todo o 
preço da coisa que venha a não existir, como sucede 
no exemplo clássico da venda de colheita futura, 
independente de a safra existir ou não, assumindo o 
comprador o risco da completa frustração da safra 
(inexistência), salvo se o risco cumprir-se por dolo ou 
culpa do vendedor. 
 
 
Extinção do contrato 
 
a) distrato 
 
O distrato é negócio jurídico que objetiva a 
desconstituição do contrato, extinguindo os seus 
efeitos. E o desfazimento do acordo de vontades, da 
relação jurídica existente, através da manifestação 
recíproca dos contratantes (resilição bilateral), 
quando ainda não tenha sido executado o contrato. 
Os seus efeitos operam-se sem retroatividade (efeito 
ex nunc). A forma do distrato submete-se à mesma 
forma exigida por lei para o contrato para ter a sua 
validade. Não obrigatória a forma, o distrato é feito 
por qualquer modo, independente de forma diversa 
pela qual se realizou o contrato desfeito. 
 
A resilição unilateral é meio de extinção da 
relação contratual, admitida por ato de vontade de 
uma das partes, em face da natureza do negócio 
celebrado, terminando o vínculo existente por 
denúncia do contrato, mediante notificação. 
 
 b) cláusula resolutiva 
 
O contrato se resolve pela cláusula resolutiva 
expressa, diante de obrigação não adimplida de 
acordo com o modo determinado. A cláusula expressa 
promove a rescisão de pleno direito do contrato em 
face do inadimplemento. 
Quando não houver sido expressa a cláusula 
resolutiva, o contratante prejudicado deverá notificar 
a parte inadimplente acerca da sua decisão de 
resolver o contrato em face da inadimplência do 
outro. E ínsita a todo pacto bilateral a cláusula 
resolutória tácita. 
 
c) exceção de contrato não cumprido 
 
O princípio exceptio non adimpleti contractus, 
decorrente da dependência recíproca (prestações 
simultâneas) das relações obrigacionais assumidas 
pelas partes, é exercido pelo contratante cobrado, 
recusando-se à sua exigibilidade (satisfazer a sua 
obrigação) por via da exceção do contrato não 
cumprido; quando a ela instado, invoca o 
inadimplemento da obrigação do outro. O princípio 
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tem incidência quando ocorre uma interdependência, 
pela simultaneidade temporal de cumprimento 
(termos comuns ao adimplemento) entre as 
obrigações das partes, ou seja, as obrigações devem 
ser recíprocas e contemporâneas. 
 
Caio Mário, afirma que \u201cse ambas as 
prestações são sucessivas, é claro que não cabe a 
invocação da exceptio por parte do que deve em 
primeiro lugar, pois que a do outro ainda não é 
devida; mas, ao que tem de prestar em segundo 
tempo, cabe o poder de invocá-la, se o primeiro 
deixou de cumprir\u201d (Caio Mário da Silva Pereira. 
Instituições, p. 160). Aqui podemos afirmar que 
haverá exceção de insegurança, regra prevista no art. 
477 do CC/02. Vejamos o caso em que a mesma é 
aplicada segundo a lei. 
 
Art. 477. Se, depois de concluído o 
contrato, sobrevier a uma das 
partes contratantes diminuição em 
seu patrimônio capaz de 
comprometer ou tornar duvidosa a 
prestação pela qual se obrigou, 
pode a outra recusar-se à 
prestação que lhe incumbe, até que 
aquela satisfaça a que lhe compete 
ou dê garantia bastante de 
satisfazê-la. 
 
Se o cumprimento for defeituoso, estaremos 
diante do descumprimento parcial da obrigação 
(exceptio non rite adimpleti