HDB - Anotação (8)
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contractus). 
 
Orlando Gomes diz que a diferença entre a 
exceptio non adimpleti contractus (descumprimento 
total) e a exceptio non rite adimpleti contractus diz 
respeito ao ônus da prova, pois \u201chavendo 
inadimplemento total, incumbe a prova ao contraente 
que não cumpriu a obrigação. Havendo exceção 
incompleta, deve prová-la que invoca a exceção, pois 
se presume regular o pagamento aceito\u201d (Orlando 
Gomes. Contratos, p. 92). 
 
OBS.: Quando houver sido pactuada a cláusula 
solve et repete, opera-se a renúncia ao emprego da 
exceptio non adimpleti contractus. 
 
 d) onerosidade excessiva 
 
Teoria da imprevisão: diz-se onerosidade 
excessiva o evento que embaraça e torna dificultoso o 
adimplemento da obrigação de uma das partes, 
proveniente ou não de imprevisibilidade da alteração 
circunstancial (evento extraordinário e imprevisível), 
impondo manifesta desproporcionalidade entre a 
prestação e a contraprestação, com dano significativo 
para uma parte e conseqüente vantagem excessiva 
(enriquecimento sem causa) para a outra, em 
detrimento daquela, a comprometer, destarte, a 
execução equitativa do contrato. 
 
Trata-se de manifestação clara do princípio do 
equilíbrio econômico. Atenção, pois é comum em 
provas objetivas o examinador utilizar onerosidade 
excessiva como sinônima da teoria da imprevisão. 
 
A teoria da imprevisão difere da teoria 
adotada pelo CDC (teoria da base objetiva do negócio 
jurídico), pois nesta última teoria é desnecessário 
investigar sobre a previsibilidade do fato econômico 
superveniente. Assim, o fato pode até ser previsível, 
porém não é esperado. 
 
Leonardo Medeiros Garcia citando Karl Larenz 
diz que \u201cnão interessa se o fato posterior era 
imprevisível, o que realmente interessa é se o fato 
superveniente alterou objetivamente as bases pelas 
quais as partes contrataram, alterando o ambiente 
econômico inicialmente presente. Isto é, para essa 
teoria, não interessa se o evento era previsível ou 
imprevisível, não se prendendo, então, a aspectos 
subjetivos\u201d (Leonardo Medeiros Garcia. Direito do 
Consumidor, Código Comentado e Jurisprudência, cit., 
p. 62).