TRAUMA RAQUIMEDULAR final

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inferior a 14 anos
- mulheres grávidas

- Nos pacientes que receberem metilprednisolona, deve ser prescrito albendazol (400mg/dia por 3 dias), para prevenir a síndrome de Loeffler(?)

Efetividade da metilprednisolona na fase aguda do trauma raquimedular - revisão sistemática dos ensaios clínicos randomizados
Embora haja substancial quantidade de literatura relacionada ao uso da MP, o número de estudos randomizados
comparando a medicação com o placebo na proteção neurológica se limita a dois estudos (Nascis II3 e Matsumoto40)
O estudo Nascis II foi descrito em duas publicações aos seis meses e após um ano. Os resultados do trabalho NASCIS II não foram reproduzidos e os dados originais nunca foram disponibilizados para reanálise(...)
Complicações pulmonares e Gastrointestinais
maior tendência de broncopneumonia (BCP) no grupo de pacientes acima de 60 anos.
Houve oito broncopneumonias (BCP) no MP e uma no PL.
A probabilidade de BCP no MP foi de 52,2% vs 4,3% no PL.
Vale lembrar que a media de idade dos pacientes deste estudo foi em torno de 60 anos. (...)
Relacionados ao sangramento gastrointestinal (SGI) houve quatro no grupo MP e nenhum no PL (chances de 17,4 % e 0% respectivamente).
O aumento do risco absoluto de SGI para o uso da MP foi de 17,4 % (IC95%: 0,01 a 0,32%) e o numero necessário para causar dano foi de seis pacientes.

3. Bracken MB, Shepard MJ, Collins WF, Holford TR, Young W, Baskin DS, et al. A randomized, controlled trial of methylprednisolone or naloxone in the treatment of acute spinal-cord injury. Results of the Second National Acute
Spinal Cord Injury Study. N Engl J Med. 1990;322(20):1405-11.
40. Matsumoto T, Tamaki T, Kawakami M, Yoshida M, Ando M, Yamada H. Early complications of high-dose methylprednisolone sodium succinate treatment in the follow-up of acute cervical spinal cord injury. Spine. 2001;26(4):426-30.

Botelho RV et al - Rev Assoc Med Bras 2009; 55(6): 729-37
Trabalho realizado sob o auspício do departamento de coluna da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, com o apoio da Associação Médica Brasileira (Projeto
Diretrizes) e do Congresso de Cirurgia Espinhal, São Paulo, SP

Botelho RV et al - Rev Assoc Med Bras 2009; 55(6): 729-37

Efetividade da metilprednisolona na fase aguda do trauma raquimedular - revisão sistemática dos ensaios clínicos randomizados
Tratamento Medicamentoso
Gangliosídeo GM-1
Os fatores neurotróficos constituem
grupo heterogêneo de polipeptídeos solúveis, que;
permitem sobrevivência,
diferenciação,
manutenção e, quando possível,
a regeneração axonal (SNC e SNP),
agindo através de receptores específicos

Tratamento Medicamentoso
Gangliosídeo GM-1
Há evidência de que substâncias como o monossialogangliosídeo
(GM-1) (SYGEN) possa afetar a sobrevivência neuronal por
ações semelhantes à de fatores neurotróficos.

Mecanismo de ação:
potencialização da ação de fatores neurotróficos e ação
antiapoptótica direta, por ação sobre receptores tirosina
cinase (TRK), impedindo a fragmentação do DNA

Num estudo publicado por Geisler nos Estados Unidos, com cerca de 800 pacientes, foi comparado o uso de GM-1 em relação ao grupo placebo. Os resultados mostraram-se favoráveis, com melhora de índi­ces motores e sensitivos, para o GM-1.

Dose inicial1: 300 mg como dose de ataque (IM ou EV).
Dose de manutenção: 100 mg/dia por 30 dias (IM ou EV).

Recomenda-se que não seja administrada simultaneamente com a metilprednisolona, pois seu efeito parece não demonstrar sinergismo de ação e sim competitividade.

Terapia celular:
estudo clínico piloto
Trinta pacientes que apresentavam lesão raquimedular aguda (até 6
meses após a lesão) e subaguda (acima de 6 meses após a lesão) foram
submetidos ao implante de células-tronco mesenquimais autólogas
obtidas de medula óssea

As células-tronco da medula óssea foram coletadas por punção da crista ilíaca
e as células mesenquimais isoladas, caracterizadas e expandidas em
laboratório. Após testadas pelo controle de qualidade, uma dose de 1 milhão
de células mesenquimais/Kg de peso corporal foram injetadas via punção
lombar.

Terapia celular:
estudo clínico piloto
O acompanhamento foi feito durante 3, 2 e 1 ano após o transplante de células-
tronco mesenquimais. Nenhum dos pacientes reportou eventos adversos.

Os resultados indicaram que o procedimento é seguro. O número de pacientes
recrutados não permitiu aos pesquisadores a análise da eficácia.

Entretanto, os resultados obtidos recomendam estudos clínicos
posteriores com doses mais altas de células e diferentes vias de administração de tal
forma que seja possível determinar a eficácia do método

Ex vivo-expanded autologous bone marrow-derived mesenchymal stromal cells in human
spinal cord injury/paraplegia: a pilot clinical study
Rakhi Pal ‌1*, Neelam K. Venkataramana ‌2*, Abhilash Bansal ‌3, Sudheer Balaraju ‌1, Majahar
Jan ‌1, Ravi Chandra ‌3, Ashish Dixit ‌3, Amit Rauthan ‌3, Uday Murgod ‌3 and Satish Totey ‌
Cytotherapy, 11(7): 897-911. 2009

Prognóstico funcional e
Reabilitação motora

Prognóstico funcional e
Reabilitação motora
As metas da equipe de reabilitação serão influenciadas pelas características individuais do paciente, e limitadas pelo grau de lesão.

Aspectos individuais:
 idade, peso,
deformidades,
função cardiorrespiratória,
aspectos emocionais e socioculturais, entre outros
O trabalho da equipe de reabilitação deve ser voltado para:
- Atividades da vida diária (AVD) como alimentação,
higiene elementar e básica, escrita, manejo de aparelhos
- Mudanças de posição e transferências
- Manejo de cadeiras de rodas, automóvel adaptado
- Ortostatismo
- Marcha

Os pacientes podem ser classificados como
Dependentes,
Semi-independentes
e Independentes
para a realização
das atividades
anteriormente descritas.

Prognóstico funcional e
Reabilitação motora

Lesões acima de C4
Pacientes dependentes para todas as atividades.
Mantido apenas o controle cefálico.
Lesões em nível C4
Se for conseguido o desmame do ventilador mecânico, o
paciente pode atingir as seguintes metas:
Dependência total para alimentação, higiene e vestuário
Com o uso de ponteiras cefálicas, orais ou mentonianas, independência em escrita em teclado, leitura e pintura.

Lesões em nível de C5
Preservação motora dos mm. Deltóide e bíceps braquial
Com uso de adaptadores, é possível independência para
alimentação, higiene elementar, escrita e digitação.
Dependência para realizar transferências
Podem manejar cadeira de rodas a curtas distâncias
Considerar o uso de cadeiras de rodas motorizada

Lesões em nível de C6
Preservação braquiorradial e extensor radial do carpo
Pacientes, se bem orientados, podem adquirir maior grau de
independência na alimentação, higiene básica, vestuário do
tronco superior, e até auxiliar transferência com auxílio de
tábuas.
Podem também
dirigir veículos
adaptados.

Lesões em nível de C7
Pacientes podem realizar a extensão do cotovelo
Ganhando independência nas AVD
Transferências
Podem tocar a cadeira
de rodas em aclives suaves

Lesões em nível de C8
Deficiência dos músculos intrínsecos da mão
Mas o paciente é considerado
com independência total

Paraplegia
Com lesões abaixo de C8, o paciente adquiquire indendência
total nas AVD, transferências e condução de cadeira de rodas e
de veículo adaptado.

 Na síndrome centro medular
 pode-se pensar em meta de marcha com comprometimento
sensitivo. Porém, dependendo do comprometimento dos
mm.ss, pode haver dificuldade em algumas atividades da vida
diária como deambulação usando muletas ou andadores.

Na Síndrome de Brown-Séquard
Pacientes apresentam bom prognóstico funcional,
porém, necessitam de órteses no membro com melhor
sensibilidade e seu treino pode ser dificultado pelo déficit
sensitivo e proprioceptivo no lado de melhor força muscular.

 Spindromes de lesões mais baixas (conemedular e cauda
equina)
Proporcionam bom prognóstico de marcha.
Paceintres que adquirem a marcha social devem ser orientados
aos cuidados com o sistema musculoesquelético e
cardiorrespiratório,