TRAUMA RAQUIMEDULAR final

TRAUMA RAQUIMEDULAR final


DisciplinaClínica Médico-cirúrgica I68 materiais1.083 seguidores
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e com as lesões de pele pelo 
uso de órteses e pressão plantar.
Desafios
PRINCIPALMENTE NOS 3 PRIMEIROS MESES:
Atelectasias, 
Broncopneumonias,
Tromboembolismo pulmonar
SARA
LESÕES DE C5 A T1
Ocorre disfunção da musculatura intercostal, diminuindo a capacidade vital, com restrição da respiração e infecções de vias aéreas
ALTERAÇÕES VASCULARES: 
TROMBOSE VENOS PROFUNDA - 
E TROMBOEMBOLISMO PULMONAR
TROMBOSE VENOS PROFUNDA - 
Profilaxia: 
Heparina não-fracionada 5.000 UI \u2013 2 a 3x /dia
Com monitoração laboratorial
Ou heparina de baixo peso molecular
 30 ou 60 mg \u2013 dose única diária - menor risco de sangramento e absorção via subcutânea, meia-vida maior e resposta anticoagulante mais suave
Comprovada a TVP \u2013 
Heparina endovenosa não-fracionada 5.000 UI em bolo
 com dose de manutenção nas primeiras 24h,
Por 5 a 7 dias 
Bradicardia
Cuidados devem ser tomados durante manobras de aspiração com estimulação do nervo vago para evitar bradicardia e parada cardíaca
ALTERAÇÕES AUTONÔMICAS:
Pacientes com lesão de C5 a T6 apresentam disfunção autonômica associada às funções vesical e intestinal
Bradiarritmia
Hipotensão ortostática
Disrreflexia autonômica
Resposta anormal às mudanças de temperatura
Crise autonômica Hipertensiva:
Causada pela hiperatividade simpática, levando a 
Vasoconstrição periférica e visceral
Taquicardia
Elevação da pressão arterial
Desconexão entre os neurônios simpáticos pré-ganglionares e o bulbo espinal \u2013 resposta vagal não ocorre abaixo do nível da lesão, mantendo estado de vasoconstrição prolongada
Fator desencadeante mais comum é a distensão vesical ou impactação intestinal
CONDUTA:
Remover a causas e quaisquer estímulos álgicos e
Medicamentos anti-hipertensivos de ação rápida e baixa meia-vida:
Nifedipina é a droga de escolha. 
Regulação Térmica:
Pode ocorrer dificuldade de regulação térmica 
devido a lesão nas vias aferentes e eferentes 
periféricas da medula espinhal e sua relação com o 
hipotálamo no SNC.
CONDUTA:
Evitar expor o paciente a extremos de temperaturas
Tratamento cirúrgico
Descompressão 
O tratamento de um trauma da coluna cervical requer imobilização e redução precoce dos deslocamentos com a finalidade de estabilizar a fratura - colar cervical, coxins de areia ou até com o amparo das mãos de um indivíduo que estiver auxiliando no atendimento.
No caso de fratura ou luxação cervical, o tratamento imediato é a tração esquelética. 
Tração cervical
Tração esquelética halo-craniana
utilizada para o tratamento de traumas na medula cervical , oferece algumas vantagens sobre a de pinças: não só é relativamente simples para se aplicar, como confortável para o paciente, além de reduzir o período de hospitalização.
Apesar da falta de consenso quanto ao tratamento cirúrgico ou clínico de muitos pacientes com trauma de coluna tóraco-lombar, sabe-se que: 
 Thoraco-lumbar Injury Classification and Severity score
 Os princípios gerais do tratamento cirúrgico do paciente com TRM são: 
 1) descompressão do sistema nervoso, medula e raízes; 
2) alinhamento da coluna vertebral para permitir estabilização; 
3) estabilização da coluna vertebral para permitir o apoio do paciente e reduzir a deformidade; 
4) início da reabilitação, o mais precocemente possível.
As opções do cirurgião incluem:
1) abordagem anterior com vertebrectomia e enxerto do ilíaco, com ou sem instrumentação; 
2) instrumentação posterior e fusão com ou sem procedimento para descompressão; (* + usada \u2013 principalmente após a primeira semana da lesão)
3) uma combinação dessas (1 e 2) duas opções realizadas em um só tempo ou separadas por alguns dias;
 4) uma fenestração posterior para retirada de material de dentro do canal. 
instrumentação espinhal e o enxerto
ósseo devem ser utilizado em conjunto para permitir a fusão da coluna, que ocorre quando o enxerto ósseo cresce em torno dos implantes colocados na coluna
classificação de Gertzbein
que classifica as fraturas em tipos A, B e C, existem as seguintes opções cirúrgicas:
    tipo A \u2013 causada por compressão do corpo vertebral: tratamento conservador; fenestração para descompressão do canal estável; descompressão de fixação; fusão posterior quando instável;
 tipo B \u2013 que é causada por tração da estrutura posterior, elementos posteriores ou ambos: tratamento conservador; só fusão; só fixação; fixação/fusão posterior em pacientes sem déficit e associada a descompressão nos casos de déficit;
  tipo C \u2013 que é a ruptura da estrutura anterior, posterior, com evidência de rotação: descompressão póstero-lateral (bilateral) associada a fixação e fusão.
os pacientes não-instrumentados tendem a angular progressivamente a coluna nos meses seguintes à fratura
o paciente tratado cirurgicamente tem reduzido significativamente o período de hospitalização e o período de reabilitação, embora não haja diferença quanto aos resultados obtidos em termos de recuperação neurológica.
BIBLIOGRAFIA:
www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/2266/traumatismo_raquimedular.htm 
ROTINAS EM NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA , ARTMED 2008
Radiology Journal 
(http://radiology.
rsna.org/)