TRAUMA RAQUIMEDULAR final

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e com as lesões de pele pelo
uso de órteses e pressão plantar.

Desafios
PRINCIPALMENTE NOS 3 PRIMEIROS MESES:
Atelectasias,
Broncopneumonias,
Tromboembolismo pulmonar
SARA
LESÕES DE C5 A T1
Ocorre disfunção da musculatura intercostal, diminuindo a capacidade vital, com restrição da respiração e infecções de vias aéreas
ALTERAÇÕES VASCULARES:
TROMBOSE VENOS PROFUNDA -
E TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

TROMBOSE VENOS PROFUNDA -
Profilaxia:
Heparina não-fracionada 5.000 UI – 2 a 3x /dia
Com monitoração laboratorial
Ou heparina de baixo peso molecular
 30 ou 60 mg – dose única diária - menor risco de sangramento e absorção via subcutânea, meia-vida maior e resposta anticoagulante mais suave

Comprovada a TVP –
Heparina endovenosa não-fracionada 5.000 UI em bolo
 com dose de manutenção nas primeiras 24h,
Por 5 a 7 dias

Bradicardia
Cuidados devem ser tomados durante manobras de aspiração com estimulação do nervo vago para evitar bradicardia e parada cardíaca

ALTERAÇÕES AUTONÔMICAS:
Pacientes com lesão de C5 a T6 apresentam disfunção autonômica associada às funções vesical e intestinal
Bradiarritmia
Hipotensão ortostática
Disrreflexia autonômica
Resposta anormal às mudanças de temperatura

Crise autonômica Hipertensiva:
Causada pela hiperatividade simpática, levando a
Vasoconstrição periférica e visceral
Taquicardia
Elevação da pressão arterial

Desconexão entre os neurônios simpáticos pré-ganglionares e o bulbo espinal – resposta vagal não ocorre abaixo do nível da lesão, mantendo estado de vasoconstrição prolongada

Fator desencadeante mais comum é a distensão vesical ou impactação intestinal

CONDUTA:
Remover a causas e quaisquer estímulos álgicos e
Medicamentos anti-hipertensivos de ação rápida e baixa meia-vida:
Nifedipina é a droga de escolha.

Regulação Térmica:
Pode ocorrer dificuldade de regulação térmica
devido a lesão nas vias aferentes e eferentes
periféricas da medula espinhal e sua relação com o
hipotálamo no SNC.

CONDUTA:
Evitar expor o paciente a extremos de temperaturas

Tratamento cirúrgico
Descompressão
O tratamento de um trauma da coluna cervical requer imobilização e redução precoce dos deslocamentos com a finalidade de estabilizar a fratura - colar cervical, coxins de areia ou até com o amparo das mãos de um indivíduo que estiver auxiliando no atendimento.
No caso de fratura ou luxação cervical, o tratamento imediato é a tração esquelética.
Tração cervical

Tração esquelética halo-craniana
utilizada para o tratamento de traumas na medula cervical , oferece algumas vantagens sobre a de pinças: não só é relativamente simples para se aplicar, como confortável para o paciente, além de reduzir o período de hospitalização.

Apesar da falta de consenso quanto ao tratamento cirúrgico ou clínico de muitos pacientes com trauma de coluna tóraco-lombar, sabe-se que:

 Thoraco-lumbar Injury Classification and Severity score

 Os princípios gerais do tratamento cirúrgico do paciente com TRM são:
 1) descompressão do sistema nervoso, medula e raízes;
2) alinhamento da coluna vertebral para permitir estabilização;
3) estabilização da coluna vertebral para permitir o apoio do paciente e reduzir a deformidade;
4) início da reabilitação, o mais precocemente possível.

As opções do cirurgião incluem:
1) abordagem anterior com vertebrectomia e enxerto do ilíaco, com ou sem instrumentação;

2) instrumentação posterior e fusão com ou sem procedimento para descompressão; (* + usada – principalmente após a primeira semana da lesão)

3) uma combinação dessas (1 e 2) duas opções realizadas em um só tempo ou separadas por alguns dias;

 4) uma fenestração posterior para retirada de material de dentro do canal.

instrumentação espinhal e o enxerto
ósseo devem ser utilizado em conjunto para permitir a fusão da coluna, que ocorre quando o enxerto ósseo cresce em torno dos implantes colocados na coluna

classificação de Gertzbein
que classifica as fraturas em tipos A, B e C, existem as seguintes opções cirúrgicas:
    tipo A – causada por compressão do corpo vertebral: tratamento conservador; fenestração para descompressão do canal estável; descompressão de fixação; fusão posterior quando instável;
 tipo B – que é causada por tração da estrutura posterior, elementos posteriores ou ambos: tratamento conservador; só fusão; só fixação; fixação/fusão posterior em pacientes sem déficit e associada a descompressão nos casos de déficit;
  tipo C – que é a ruptura da estrutura anterior, posterior, com evidência de rotação: descompressão póstero-lateral (bilateral) associada a fixação e fusão.

os pacientes não-instrumentados tendem a angular progressivamente a coluna nos meses seguintes à fratura
o paciente tratado cirurgicamente tem reduzido significativamente o período de hospitalização e o período de reabilitação, embora não haja diferença quanto aos resultados obtidos em termos de recuperação neurológica.
BIBLIOGRAFIA:
www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/2266/traumatismo_raquimedular.htm
ROTINAS EM NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA , ARTMED 2008
Radiology Journal
(http://radiology.
rsna.org/)