Roteiro_de_aula_-_Contratos_e_obrigacoes_parte_2
10 pág.

Roteiro_de_aula_-_Contratos_e_obrigacoes_parte_2

Disciplina:Instituições de Direito Público e Privado808 materiais2.528 seguidores
Pré-visualização1 página
1
CONTRATOS E

OBRIGAÇÕES:

Parte II

Prof. Dr. Gustavo Pereira Leite Ribeiro
gustavoleiteribeiro@gmail.com

1. NOÇÃO DE OBRIGAÇÃO

é o vínculo jurídico em virtude do qual uma pessoa pode exigir
de outra uma prestação economicamente apreciável

é o vínculo jurídico entre duas partes, em virtude do qual uma
delas fica adstrita a satisfazer prestação patrimonial de interesse

da outra, que pode exigi-la, se não for cumprida

espontaneamente, mediante agressão ao patrimônio do devedor

2
2. ESTRUTURA DAS OBRIGAÇÕES

� Requisito subjetivo:
� obrigações se estabelecem entre dois polos, que são ocupados por

pessoas físicas ou jurídicas; credor e devedor, respectivamente.

� Requisito objetivo:
� obrigações têm como objeto um comportamento do devedor que é

chamado prestação.

� Requisito abstrato:
� vínculo jurídico é a fonte dos poderes e dos deveres, respectivamente,

do credor e do devedor.

DEVEDOR CREDOR

PRESTAÇÃO

3
CREDOR DEVEDOR

PRESTAÇÃO

DEVEDOR CREDOR

PRESTAÇÃO

CREDOR DEVEDOR

PRESTAÇÃO

4
3. GARANTIA DAS OBRIGAÇÕES

O patrimônio do devedor cumpre a função de garantia.

Se o devedor não realizar a
prestação, surge para o

credor o poder de agredir-
lhe o patrimônio, com

apoio jurisdicional.

4. FUNÇÃO DAS OBRIGAÇÕES

as obrigações

servem para permitir a satisfação

dos interesses das pessoas,

por meio da aquisição de bens

e da prestação de serviços

5
5. FONTE DAS OBRIGAÇÕES

CONTRATO é a principal fonte das obrigações

ATO ILÍCITO é também fonte de obrigações

6. MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES: QUANTO AO OBJETO

� Obrigação de dar:
� implica na entrega de uma coisa pelo devedor ao credor, seja

transferindo-lhe a propriedade, a posse ou apenas o uso.

� Obrigação de fazer:
� implica no cumprimento de uma tarefa (serviço físico ou

intelectual) pelo devedor que satisfaz o credor.

� Obrigação de não fazer:
� implica na abstenção de um conduta pelo devedor que favorece o

credor.

6
Caio Furtado celebrou com Eduardo Gates um contrato de prestação de serviços. O
primeiro, ora contratante, é um renomado advogado mineiro, com atuação
destacada em diversos foros pelo país, enquanto o segundo, ora contratado, é
jovem especialista no desenvolvimento de softwares. O instrumento da avença foi
assinado pelas partes no dia 10 de novembro do corrente ano, e dentre suas
cláusulas destacam-se as seguintes:

Cláusula 1ª. O presente contrato tem como objeto a produção, pelo contratado,
de software gerenciador de escritórios de advocacia, conforme especificações
técnicas constantes de anexo. O referido software deve ser entregue ao
contratante no prazo de três meses após a assinatura do presente contrato. (...)
Cláusula 3ª. Em remuneração, o contratante pagará a quantia de R$ 20.000,00
(vinte mil reais), sendo que metade no momento de celebração deste contrato e
metade ao término da confecção do software. (...)
Cláusula 5ª. Fica vedado ao contratante a reprodução e a comercialização do
software produzido pelo contratado.

Cláusula 6ª. O contratado elaborará manual impresso com instruções de uso e
de funcionamento do software. (...)
Cláusula 10ª. O contratado se compromete a não alienar a qualquer título, pelo
prazo de cinco anos, cópia do software objeto do presente contrato, para
qualquer concorrente do contratante estabelecido no território nacional.

7. PAGAMENTO

� Conceito

� É a execução voluntária da prestação devida ao credor, no tempo, no
lugar e na forma previstos no título constitutivo da obrigação.

� Noutros termos, é o ato jurídico que satisfaz o direito do credor,
constituindo o efeito desejado da obrigação.

PAGAMENTO = ADIMPLEMENTO

FALTA DE PAGAMENTO = INADIMPLEMENTO

7
7. PAGAMENTO

� Quem deve efetuar o pagamento?

� O devedor, podendo fazê-lo pessoalmente ou por representante;

� Um terceiro interessado, como o fiador (art. 304, CC);
� Um terceiro não interessado (art. 305, CC).

Observação I: interessado é aquele que pode vir a ser obrigado a efetuar o
pagamento, ou aquele que pode vir a ser prejudicado, caso o devedor não
cumpra adequadamente a prestação.

Observação II: o pagamento por terceiro não extingue a obrigação, senão
em face do credor originário. O devedor continua devendo, só que ao
terceiro.

7. PAGAMENTO

� A quem se deve efetuar o pagamento?

� Ao credor ou a quem de direito o represente (art. 308, CC).

8
7. PAGAMENTO

� O que se deve pagar?

� O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é
devida, ainda que mais valiosa (art. 313, CC).

� As dívidas em dinheiro deverão ser pagas em moeda corrente e pelo
valor nominal (art. 315, CC).

� Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o
credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se
assim não se ajustou (art. 314, CC).

7. PAGAMENTO

� Onde se deve efetuar o pagamento?

� O pagamento deve ser efetuado no domicílio do devedor, salvo
disposição em contrário (art. 327, CC).

� Se o pagamento consistir na tradição de um imóvel, ou em prestações
relativas a imóvel, far-se-á no lugar onde situado o bem (art. 328, CC).

9
7. PAGAMENTO

� Quando se deve efetuar o pagamento?

� Não tendo sido ajustada época para o pagamento, pode o credor exigi-
lo imediatamente (art. 331, CC).

� Tendo sido ajustada época para o pagamento, o credor não pode exigi-
lo antes do vencimento (art. 331, CC).

7. PAGAMENTO

� Como se deve comprovar o pagamento?

� O pagamento é comprovado pela quitação (art. 319, CC).
[quitação é o ato pelo qual o credor libera o devedor, servindo de
meio de prova do pagamento]

� Quitação, que sempre poderá ser dada por instrumento particular,
designará o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou
quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a
assinatura do credor, ou do seu representante (art. 320, CC).

10

7. PAGAMENTO

� Quais as consequências da falta de pagamento?

� Se não for possível a tutela específica da obrigação (art. 461, CPC),
responderá o devedor por perdas e danos, mais juros monetários
segundo índices oficiais regularmente estabelecidos (art. 389, CC).

� Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do
devedor (art. 391, CC).

� Em regra, o devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso
fortuito ou força maior (art. 393, CC).