Cap18
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são usados para abastecer vários depósitos em diferentes regiões, reabastecendo
seus estoques desse produto quando preciso. Cada um desses depósitos, por sua vez, abas-
tece diversos varejistas dentro de sua região, reabastecendo seus estoques desse produto
quando necessário. Se cada varejista tiver uma taxa de demanda constante conhecida (gros-
so modo) para o produto, pode ser formulada uma extensão do modelo serial multinível para
esse sistema de estoques de distribuição. Não prosseguiremos mais a fundo nessa questão.

Outra generalização comum de um sistema de estoques serial multinível surge quan-
do algumas instalações possuem vários antecessores imediatos, como o caso nesta seção
em que uma fábrica industrial de subconjuntos recebe seus componentes de vários forne-

Estoque
em uma fábrica

Estoques
nos depósitos

Estoques
nos varejistas

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■ FIGURA 18.11
Um sistema de distribuição
de estoques típico.

38 CAPÍTULO 18 TEORIA DOS ESTOQUES

cedores ou quando uma fábrica recebe seus subconjuntos de várias fábricas de subconjun-
tos. Um sistema de estoques destes é chamado sistema de montagem. A Figura 18.12 mos-
tra um sistema de estoques de montagem típico. Nesse caso, um determinado produto é
montado em uma fábrica de montagem, esvaziando os estoques de subconjuntos mantidos
ali para montar o produto. Cada um desses estoques de um subconjunto é reabastecido
quando necessário por uma fábrica que produz esse subconjunto, consumindo estoques de
componentes mantidos ali para fabricar o subconjunto. Um por vez, cada um desses esto-
ques de um componente é reabastecido quando necessário por um fornecedor que fabrica
periodicamente esse componente para reabastecer seu próprio estoque. Sob as hipóteses
apropriadas podemos formular outra extensão do modelo serial multinível para esse siste-
ma de estoques de montagem.

Alguns sistemas de estoques multinível também incluem instalações com vários suces-
sores imediatos, bem como instalações com vários antecessores imediatos. Certas instalações
podem até mesmo cair em ambas as categorias. Um dos maiores desafios do gerenciamen-
to de cadeias de abastecimento provém do fato de termos que lidar com esses tipos mistos
de sistemas de estoques multinível. Particularmente quando organizações distintas (por
exemplo, fornecedores, um fabricante e varejistas) controlam diferentes partes de um siste-
ma de estoques multinível, seja ele um sistema misto, um sistema de distribuição ou um sis-
tema de montagem. Nesse caso, um princípio fundamental do sucesso no gerenciamento de
cadeias de abastecimento é que as organizações devem trabalhar em conjunto, inclusive pelo
desenvolvimento de contratos de fornecimento mutuamente benéficos, para otimizar a ope-
ração como um todo do sistema de estoques multinível.

Embora a análise de sistemas de distribuição e sistemas de montagem apresente certos
fatores complicadores adicionais, a abordagem aqui apresentada para o modelo serial mul-
tinível inclusive a propriedade de aproximação (98%) de Roundy também pode ser estendi-
da a esses tipos de sistemas de estoques multinível. São fornecidos detalhes a esse respeito
na Referência Selecionada 6. Ver também a Referência Selecionada 2 para mais informações
sobre esses tipos de sistemas de estoques, bem como para mais detalhes sobre os modelos
para sistemas seriais.

Outra forma de estender nosso modelo serial multinível é permitir que a demanda para
o produto na instalação N ocorra aleatoriamente em vez de a uma taxa de demanda constan-
te conhecida. A Referência Selecionada 10 apresenta uma maneira prática de formular e
resolver essa extensão do modelo.

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Estoque nos
fornecedores

Estoques nas fábricas
de subconjuntos

Estoque em uma
fábricas de montagem

■ FIGURA 18.12
Um sistema de montagem
de estoques típico.

18.6 UM MODELO ESTOCÁSTICO DE REVISÃO CONTÍNUA 39

Agora, passaremos aos modelos de estoques estocásticos, que são desenvolvidos para ana-
lisar sistemas de estoques nos quais há uma incerteza considerável sobre demandas futuras.
Nesta seção, consideraremos um sistema de estoques de revisão contínua. Portanto, o nível
de estoques está sendo monitorado continuamente de modo que um novo pedido pode ser
feito assim que o nível de estoques caia ao ponto de fazer novo pedido.

O método tradicional de implementação de um sistema de estoques de revisão contí-
nua era usar um sistema de dois recipientes. Todas as unidades para determinado produto
seriam mantidas em dois recipientes. A capacidade de um recipiente seria igual àquela do
ponto de fazer novo pedido. Em primeiro lugar, as unidades seriam retiradas do outro reci-
piente. Portanto, o esvaziamento desse segundo recipiente dispararia a colocação de um
novo pedido. Durante o tempo de espera até esse pedido ser recebido, seriam retiradas uni-
dades do primeiro recipiente.

Mais recentemente, os sistemas de dois recipientes foram em grande parte substituídos
por sistemas de estoques computadorizados. Cada acréscimo feito ao estoque e cada
venda provocando uma retirada são registrados eletronicamente, de modo que o nível de
estoque atual sempre se encontre no computador. Por exemplo, os modernos dispositivos de
escaneamento nos caixas de lojas de varejo podem discriminar item por item tanto suas
compras quanto as vendas de produtos estáveis para fins de ajuste dos níveis de estoques
atuais. Dessa forma, o computador vai disparar um novo pedido assim que o nível de esto-
ques tiver caído para o ponto de fazer um novo pedido. Existem vários pacotes de software
excelentes para implementação de um sistema destes.

Em virtude do amplo uso de computadores no controle de estoques moderno, os siste-
mas de estoques de revisão contínua se tornaram preponderantes para produtos que são sufi-
cientemente importantes para garantir uma política de estoques formal.

Um sistema de estoques de revisão contínua para determinado produto normalmente se
baseará em dois números críticos:

R � ponto para fazer novo pedido.
Q � quantidade encomendada.

Para um fabricante gerenciando o estoque de produtos acabados, o pedido será para a pro-
dução de um lote de peças de tamanho Q. Para um atacadista ou varejista (ou um fabrican-
te reabastecendo seu estoque de matérias-primas provenientes de um fornecedor), o pedido
será um pedido de compra de Q unidades do produto.

Uma política de estoques que se baseia nesses dois números críticos é uma política
simples.

Política de estoques: Toda vez que o nível de estoques do produto cair para R uni-
dades, faça um pedido de Q unidades adicionais para reabastecer o estoque.

Uma política destas é normalmente chamada política de encomenda de determinada
quantidade no ponto de fazer novo pedido, ou simplesmente, em inglês e de forma abre-
viada, política (R, Q). [Conseqüentemente, o modelo global poderia ser denominado
modelo (R, Q). Algumas vezes também são usadas outras variações desses nomes, como
política (Q, R), modelo (Q, R) etc.]

Após sintetizar as hipóteses do modelo, descreveremos como R e Q podem ser deter-
minados.

Hipóteses do Modelo

1. Cada aplicação envolve um único produto.
2. O nível de estoques encontra-se sob revisão contínua e, assim, seu valor atual é sempre

conhecido.
3. Deve ser usada uma política (R, Q) e, portanto, as únicas decisões a serem tomadas são

escolher R e Q.

■ 18.6 UM MODELO ESTOCÁSTICO DE REVISÃO CONTÍNUA

40 CAPÍTULO 18 TEORIA DOS ESTOQUES

4. Existe um tempo de espera entre o momento em que o pedido é feito e aquele em que
a quantidade encomendada é recebida. Esse tempo de espera pode ser determinado
como também variável.

5. A demanda por retirada de unidades do estoque para vendê-los (ou para qualquer outra
finalidade) durante esse tempo de espera é incerta. Entretanto, a distribuição probabilís-
tica da demanda é conhecida (ou pelo menos estimada).

6. Caso ocorra uma falta de estoque antes de o pedido ser recebido, o excesso de deman-
da é colocado em reserva, de modo que os pedidos que
daniel gonzalez fez um comentário
  • ALGUEM TEM A SOLUÇÃO DOS EXERCICIOS 18.4-1, 18.4-2, 18.4-3 e 18.4-4
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