CCJ0009-WL-RA-02-TP na Narrativa Jurídica-Gênero e Tipologia Textuais _03-08-2012_
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Curso de Direito
Turma A – Manhã - 2012.1

Teoria e Prática da Narrativa Jurídica
Prof.: Francysco Pablo Feitosa Gonçalves

Disciplina:
CCJ0009

Aula:
002

Assunto: Tipologia Textual, Gênero Textual e Macroestrutura das
Peças Processuais

Folha:
1 de 9

Data:
03/08/2012

MD/Direito/Estácio/Período-02/CCJ0009/Aula-002/WLAJ/DP

Plano de Aula: 2 - Teoria e Prática da Narrativa Jurídica
TEORIA E PRÁTICA DA NARRATIVA JURÍDICA

Título
2 - Teoria e Prática da Narrativa Jurídica
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
2
Tema
Gênero e tipologia textuais nas peças processuais.
Objetivos
O aluno deverá ser capaz de:
- Reconhecer as peças processuais como “gênero textual” distinto;
- Identificar os tipos textuais narrativo, descrito, dissertativo argumentativo e injuntivo nas peças processuais;
- Compreender a interdependência desses tipos textuais e qual a sua contribuição para a competência redacional
das peças processuais.
Estrutura do Conteúdo
1. Gênero textual

2. Tipologia textual

2.1. Texto narrativo

2.2. Texto descritivo

2.3. Texto argumentativo

2.4. Texto injuntivo

3. Peças processuais e utilização dos diversos tipos textuais
Aplicação Prática Teórica

No Direito, é de grande relevância o que se denomina tipologia textual: narração, descrição, dissertação. O
que torna essa questão de natureza textual importante para o direito é sua utilização na produção de peças
processuais como a petição inicial, que apresenta diferentes tipos de texto, a um só tempo. Para melhor
compreender essa afirmação, observe o esquema da petição inicial e perceba como essa peça pertence a um tipo
textual híbrido do discurso jurídico, o que exige do profissional do direito o domínio pleno desse conteúdo.

INSERIR AQUI O ANEXO 1

Questão 1

Identifique a tipologia textual predominante em cada um dos fragmentos listados e justifique sua resposta
com elementos do próprio texto.
Fragmento 1

O apelado moveu Ação de Execução por Quantia Certa em face dos ora apelantes, fundando-se na
existência de um contrato de locação firmado com Antônio Claudio (autos em apenso).

Em tal ação, consta uma planilha de débitos em que se encontram discriminados os valores supostamente
devidos pelos apelantes, planilha essa que será adiante questionada.

Existem relevantes pontos que não podem ser deixados à margem da apreciação deste D. Juízo:
O apelado é possuidor do contrato de locação acima aludido. Tal contrato, que teve à época de sua

assinatura os apelantes como garantidores, foi celebrado por prazo determinado, iniciado em 11/01/2007 e findo e
11/01/2008.

Durante o prazo de vigência do referido contrato, os aluguéis e demais encargos da locação vinham sendo
quitados pontualmente pelo locatário, sempre sob a vigilância de perto dos fiadores, ora apelantes, que sempre
foram diligentes em acompanhar o cumprimento de uma obrigação pela qual respondiam solidariamente.

(Disponível em: http://www.uj.com.br/publicacoes/pecas/1427/APELACAO.
Acesso em: 10 de dezembro de 2010)

Curso de Direito
Turma A – Manhã - 2012.1

Teoria e Prática da Narrativa Jurídica
Prof.: Francysco Pablo Feitosa Gonçalves

Disciplina:
CCJ0009

Aula:
002

Assunto: Tipologia Textual, Gênero Textual e Macroestrutura das
Peças Processuais

Folha:
2 de 9

Data:
03/08/2012

MD/Direito/Estácio/Período-02/CCJ0009/Aula-002/WLAJ/DP

Fragmento 2

O "rol familiar" constante da Lex Fundamentalis brasileira não é exaustivo. O legislador se limitou a citar
expressamente as hipóteses mais usuais, como a família monoparental e a união estável entre homem e mulher.
Todavia, a tônica da proteção não se encontra mais no matrimônio, mas sim na família. O afeto terminou por ser
inserido no âmbito de proteção jurídica. Como afirma Zeno Veloso, "num único dispositivo o constituinte espancou
séculos de hipocrisia e preconceito".

Dessa forma, mais uma vez, deve-se dizer que o panorama constitucional não deve ser tido como taxativo,
mas sim exemplificativo. Assim, o caput do art. 226 da Carta Magna brasileira deve ser vislumbrado como
cláusula geral de inclusão, devendo-se impedir a exclusão de qualquer entidade que ateste os pressupostos de
ostensibilidade, estabilidade e afetividade.

Para além disso, o Direito das Famílias possui o escopo primordial de proteger toda e qualquer família. As
uniões homoafetivas, para além de não serem proibidas no ordenamento brasileiro, estão consagradas dentro do
conceito de entidade familiar, por lei infraconstitucional.

(Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/17988/a-guarda-compartilhada-e-as-familias-
homoafetivas). Acesso em: 10 de dezembro de 2010.

Fragmento 3

Uma pessoa trafegava com sua moto em alta velocidade por uma avenida, a mais ou menos 100 km/h.
Essa avenida fica dentro de um bairro movimentado e cheio de sinais. O condutor estava drogado e totalmente
alcoolizado, sem qualquer condição de discernir e reagir a eventos que ocorressem na pista.

(Disponível em: http://forum.jus.uol.com.br/42825/acidente-de-moto-urgente/.
Acesso em: 10 de dezembro de 2010).

Fragmento 4

"De acordo com a inicial de acusação, ao amanhecer, o grupo passou pela parada de ônibus onde dormia a
vítima. Deliberaram atear-lhe fogo, para o que adquiriram dois litros de combustível em um posto de
abastecimento. Retornaram ao local e enquanto Eron e Gutemberg despejavam líquido inflamável sobre a vítima,
os demais atearam fogo, evadindo-se a seguir.

Três qualificadoras foram descritas na denúncia: o motivo torpe porque os denunciados teriam agido para se
divertir com a cena de um ser humano em chamas, o meio cruel, em virtude de ter sido a morte provocada por
fogo e uso de recurso que impossibilitasse a defesa da vítima, que foi atacada enquanto dormia.

A inicial, que foi recebida por despacho de 28 de abril de 1997, veio acompanhada do inquérito policial
instaurado na 1ª Delegacia Policial. Do caderno informativo constam, de relevantes, o auto de prisão em flagrante
de fls. 08/22, os boletins de vida pregressa de fls. 43 a 45 e o relatório final de fls. 131/134. Posteriormente vieram
aos autos o laudo cadavérico de fls. 146 e seguintes, o laudo de exame de local e de veículo de fls. 172/185, o
exame em substância combustível de fls. 186/191, o termo de restituição de fls. 247 e a continuação do laudo
cadavérico, que está a fls. 509.

O Ministério Público requereu a prisão preventiva dos indiciados. A prisão em flagrante foi relaxada, não
configurada a hipótese de quase flagrância, por não ter havido perseguição, tendo sido os réus localizados em
virtude de diligências policiais. [...]

(Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/16291/o-caso-do-indio-pataxo
-queimado-em-brasilia. Acesso em: 10 de dezembro de 2010)

Fragmento 5

O Assédio moral, ou seja, a exposição prolongada e repetitiva do trabalhador a situações humilhantes e
vexatórias no trabalho, atenta contra a sua dignidade e integridade psíquica ou física. De modo que é indenizável,
no plano patrimonial e moral, além de permitir a resolução do contrato ("rescisão indireta"), o afastamento por
doença de trabalho e, por fim, quando relacionado à demissão ou dispensa do obreiro, a sua reintegração no
emprego por nulidade absoluta do ato jurídico.

(Disponível em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/14748/assedio-moral-e-seus-
efeitos-juridicos. Acesso em: 10 de dezembro de 2010)

Fragmento 6

Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra "assédio" significa "insistência impertinente,
perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém". [...]

Curso de Direito
Turma A – Manhã - 2012.1

Teoria e Prática da Narrativa Jurídica
Prof.: Francysco Pablo Feitosa Gonçalves

Disciplina:
CCJ0009

Aula:
002

Assunto: Tipologia Textual, Gênero Textual e Macroestrutura das
Peças Processuais

Folha:
3 de 9

Data:
03/08/2012

MD/Direito/Estácio/Período-02/CCJ0009/Aula-002/WLAJ/DP

Segundo a médica