Tumores Cerebrais seminário 2011(2)

Disciplina:Clínica Médico-cirúrgica I58 materiais1.079 seguidores
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TUMORES
CEREBRAIS
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Tumores cerebrais são todas as lesões ou massas expansivas dentro do crânio que surgem devido a multiplicação desordenada de células normais ou anormais.
- Causas:
Genes
Radiação
Substâncias químicas(?)

CONSIDERAÇÕES GERAIS
Há pouca distinção entre tumores benignos e malignos quando ocorrem no cérebro;
O crescimento dos tumores cerebrais se restringe ao SNC;
No SNC, um tumor maligno se caracteriza por características patológicas agressivas;

CONSIDERAÇÕES GERAIS
Os tumores que não possuem essa característica histológica agressiva são classificados preferencialmente como de baixo grau e não-benignos;
Os tumores de baixo grau que se transformam em neoplasias de alto grau são primariamente os intra-axiais;
Quase todos os tumores verdadeiramente benignos do SNC são extra-axiais;

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Sintomas generalizados: cefaléia, letargia, alteração da personalidade, náuseas e vômitos;
Sintomas localizados: hemiparesia, déficits hemissensoriais, afasia, comprometimento do campo visual e crises convulsivas;
Os sintomas dos tumores cerebrais podem ser produzidos por invasão do tumor no parênquima cerebral, tumor e edema comprimindo o tecido cerebral, obstrução do LCR causada diretamente pelo tumor ou por um desvio do tecido cerebral e herniação;
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Cefaléia é um sintoma de apresentação de aproximadamente 35% dos tumores cerebrais;
Anormalidades mentais e cognitivas podem ser um reflexo de tumor local ou refletem comprometimento geral;
Crises convulsivas afetam cerca de um terço dos pacientes com tumores cerebrais;

DIAGNÓSTICO
A RM é muito superior à TC e deve ser usada em todos os pacientes com suspeita de tumor intracraniano;
TC deve ser usada somente para pacientes que não podem ser submetidos a uma RM;
O desenvolvimento da RM funcional, que mede o fluxo sanguíneo cerebral quando áreas do córtex são ativadas, tem ampliado grandemente a capacidade de localizar funções neurológicas críticas e sua relação com o tumor no pré-operatório;

DIAGNÓSTICO
Angiografia não tem significado no diagnóstico de tumores intracranianos;
O eletroencefalograma (EEG) raramente é necessário no diagnóstico ou no controle de pacientes com tumores cerebrais;
Análise do LCR tem pouca importância no diagnóstico da maioria das neoplasias intracranianas;

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Pacientes que apresentam sintomas de HIC ou o início recente de sintomas neurológicos centrais, como hemiparesia ou crises convulsivas, devem ser internados e avaliados rapidamente;
As neuroimagens feitas com prontidão estreitam o diagnóstico diferencial;
Algumas vezes, o diagnóstico diferencial só pode ser estabelecido por biópsia;

TRATAMENTO
1) Sintomático: Aborda os problemas associados, como edema cerebral, crises convulsivas e doença tromboembólica.
* Corticosteróides: Diminuem o edema vasogênico que circunda os tumores cerebrais primários e metastáticos.
Os neovasos associados à formação tumoral tem permeabilidade anormal, e, portanto não compartilham as características morfológicas e fisiológicas normais da BHE. Os corticosteróides reconstituem a BHE.
Melhora clínica em minutos a 24-48 horas.
Dexametasona é o glicocorticóide mais usado; a dose habitual é 12 a 16 mg ao dia.

TRATAMENTO
* Anticonvulsivantes: Administrados a todos os pacientes que tenham crises convulsivas. Entretanto, não devem ser administrados como profiláticos para essas crises.
 * Anticoagulantes: A TVP acomete cerca de 25% dos pacientes com tumores cerebrais.
A anticoagulação apropriadamente regulada é a terapia ótima pra TVP e não se associa ao aumento do risco de hemorragia intracerebral em paciente com tumor intracraniano.
PS: Todos os pacientes submetidos à neurocirurgia devem usar botas de compressão pneumática no pós-operatório para diminuir a probabilidade de TVP.

TRATAMENTO
2) Definitivo: Aborda o próprio tumor.
* Cirurgia:
Para um tumor cerebral primário, o objetivo da cirurgia é a excisão completa.
Em tumores extras axiais primários (como meningiomas e neuromas do vestibulococlear) a excisão geralmente pode ser efetuada. Mas quando o meningioma tem localização intracraniana, a ressecção é impossível.
Tumores da base do crânio são difíceis de serem removidos e a ressecção parcial para descompressão é realizada para preservas a função neurológica.

TRATAMENTO
As lesões que não podem ser retiradas podem ser passíveis de biópsia, com finalidade diagnóstica.
A biópsia estereotáxica permite chegar a lesões em quase qualquer área do cérebro com morbidade mínima, por meio de um dispositivo de imagiologica (TC ou RM) que guia a agulha através do orifício da trepanação até o local do tumor.
Há 3 problemas envolvendo a biópsia estereotáxica: amostragem inadequada de tecido; amostragem não reflete o grau mais maligno do tumor; complicações relacionadas, como hemorragia. 
Exérese completa pode curar tumores cerebrais primários extra-axiais e se associa à sobrevida prolongada e melhores resultados neurológicos nos pacientes com tumores intra-axiais primários.

TRATAMENTO
*Radioterapia:
Um período de radioterapia externa é feito em pequenas frações diárias para chegar a uma dose cumulativa total entre 45 e 60 Gy.
Observações:
Essas pequenas frações diárias permitem o reparo subletal nos tecidos normais e reduz a toxicidade neurológica.
A irradiação externa, que é o tratamento não cirúrgico mais eficaz para tumores cerebrais, duplica a sobrevida dos pacientes com tumores cerebrais primários malignos e com lesões metastáticas. Porém, raramente promove a cura.

TRATAMENTO
As complicações da radioterapia (meses a ano depois) incluem radio necrose e demência de leucoencefalopatia.
A radionecrose pode simular um tumor recorrente, devido ao tamanho que toma. Os corticoides podem reduzir o edema, no entanto, poderá ser necessária ressecção para descomprimir a massa.
A demência que acompanha a leucoencefalopatia induzida por radiação pode resultar em comprometimento neurológico grave.

TRATAMENTO
* Quimioterapia:
Geralmente desanimadora para tumores cerebrais, devido à resistência intrínseca destes tumores à maioria dos agentes convencionais.
Exemplos de drogas:
Carbaplatina e cisplatina são eficazes contra meduloblastoma;
Temozolomida é eficaz contra gliomas;
Metotrexate é eficaz contra linfoma primário do SNC.

TUMORES INTRA-AXIAIS PRIMÁRIOS
A maioria dos tumores intra-axiais são os GLIOMAS - tumores originados em células da glia – astrocitomas, oligodendrogliomas e ependimomas.
Os mais incomuns são os MEDULOBLASTOMAS, outros tumores raros NEUROECTODÉRMICOS e os LINFONAS PRIMÁRIOS de SNC.
GLIOMAS
Ocorrem em todas as idades
A idade é o fator prognóstico isolado mais importante
A histologia também é crítica.
Os homens são afetados com maior frequência do que as mulheres, e os brancos significativamente mais do que os negros
São tipicamente lesões únicas, mas vê-se doença multifocal em 5% dos pacientes com tumores de alto grau

GLIOMAS
Os astrocitomas que são os gliomas mais comuns. Apresentam a seguinte classificação:
Grau I: Astrocitoma pilocítico - principalmente na infância, excelente prognóstico após excisão cirúrgica \ SV: 93,5m
Grau II: astrocitoma fibrilar - manifestações histológicas e clínicas intermediárias \ SV: 93,5m
Grau III: astrocitoma anaplásico - manifestações histológicas e clínicas intermediárias \ SV: 12,4m
Grau IV: glioblastoma multiforme – clinicamente agressivo \ SV: 5,1m

GLIOMAS
Os pacientes geralmente apresentam:
Crises convulsivas;
Sinais focais, como hemiparesia, afasia ou déficit de campo visual;
Na RM,

GLIOMAS

TUMORES METASTÁTICOS
 1) METÁSTASES CEREBRAIS
Todos os cânceres sistêmicos são capazes de metastisar para o cérebro.
O melanoma tem a maior propensão para propagar-se ao SNC, mas a maioria das causas comuns de metástases para o SNC são os cânceres de mama e de pulmão, seguidos pelos cânceres de colón e do rim.
As metástases para o SNC estão sendo vistas com maior frequência à medida que os pacientes com cânceres sistêmicos têm sobrevidas prolongadas om melhores