TEXTO II - A responsabilidade civil do fornecedor por vícios dos produtos no Código de Defesa do Consumidor - Revista Jus Navigandi - Doutrina e Peças
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TEXTO II - A responsabilidade civil do fornecedor por vícios dos produtos no Código de Defesa do Consumidor - Revista Jus Navigandi - Doutrina e Peças

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15/10/12A responsabilidade c ivil do fornecedor por vícios dos produtos no Código de Defesa do Consumido…
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A r esponsabil idade c ivil do fornec e dor por víc ios dos produtos
no Código de Defesa do Consum idor
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Public ado em 05/2006
F abr íc io Cast ag na Lun ar d i (h tt p ://ju s.c om.b r/r e v ista /au to r /fa br ic io- cas ta gn a- lun ar d i)
A justa expectativa dos consumidores frente aos produtos lançados no mercado é a de que eles
funcionem regularmente, de acordo com a finalidade para a qual foram desenvolvidos e que ofereçam
segurança aos seus usuários.
Re s u mo
O instituto da re spon sabilidad e civil evo luiu r apida men te nas dua s ú ltima s déca das, te ndo -se, ho diern ame nte , um no vo
con ceito, q ue é asse ntad o na solida rieda de social e n a e fetiva r ep ara ção d os d anos aos co nsumid or es. Cr ia-se, assim, um n ovo modelo de
re spon sabilidad e, a r espon sabilida de civil legal. No âmbito d as r elaçõ es de consumo, a re spon sabilidad e civil do forn eced or po de eme rgir
em d ecor ncia d e d iversa s esp écies de vícios do s pr od utos. Have rá, com isso, a r esp onsab ilidade civil p or vícios d e inade quaçã o o u p or
vícios d e inse gur ança , qu e re cebe m tr ata men to jur ídico difer enciad o p elo Cód igo d e Defe sa do Consu midor . Ao fim, o bser va-se clar ame nte
qu e o r eg ramento que é dispen sado à maté ria t em r efle xo ime diato n a seg ura nça d os co nsumidor es, u ma vez q ue imp õe aos for neced or es
o d ever de colocar no me rcad o pr odu tos in dene s de vícios, so b pe na d e r espo nsab iliza ção.
Pala v r a s-c ha v e : Re sponsa bilidad e, F or nece dor , Consu mido r.
1. Int r od ão
O pro dut o a dqu irido pelo consu mido r d eve corr espo nde r a e xat ame nte aqu ilo que d ele se esp er a. A just a expe ctativa do s
con sumido res e d o p úblico em g er al fr en te ao s p rod uto s lançad os no mer cado é a de q ue e les fu ncion em reg ular men te, de acor do com a
fina lidad e p ara a q ual fo ram dese nvolvidos e qu e, simulta neamente , ofe reça m se gur ança aos se us u suár ios. [0 1]
Par a p ro tege r a le gítima expe ctativa qu e t em o con sumid or na qua lidade e u tilidade d o p ro duto , o Código Bra sileiro de
Defe sa do Consu midor (L ei n. º 8.0 78/9 0) ado tou o Princíp io d a Con fiança , [02]
seg und o o qu al o pro duto de ve pr opo rcion ar ao consu midor
exat ame nte a quilo que ele e sper ava o u de ver ia espe ra r q uand o o adq uiriu.
O fo rne cedo r de ve a ssegur ar ao co nsumid or a corr eta utiliza ção d o pr odu to, pr op orcio nand o- lhe as inf ormações
ne cessár ias pa ra ta l, a fim d e evita r qu e eve ntua is d ano s venh am a ocor re r p ela imp erícia n atu ral d os con sumido res. [03]
É o q ue a
do utrin a u ru gua ia chama d e Principio de Au tor espo nsabilida d, [0 4]
q ue infor ma que o fo rne cedo r d eve pre star inf ormações de for ma clara ,
pr ecisa e sem amb igüidad es, d e modo a n ão
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