Topografia
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a ser paralelas as linhas de fundo de vale.
7 - As curvas de nível são contínuas e não se interrompem bruscamente.
 
 
 
Métodos para a determinação do desnível entre dois pontos.
1 - Nivelamento Geométrico.
2 - Nivelamento Trigonométrico.
3 - Nivelamento Barométrico.
4 \u2013 GPS (Sistema de Posição Global)
 
						GPS
O nivelamento geométrico é baseado na diferença de leituras feitas em miras graduadas. É de grande precisão, sendo muito utilizado em levantamentos de 1a ordem com erros em milímetros.
O nivelamento trigonométrico é baseado na resolução de triângulos retângulos , com precisão inferior ao nivelamento geométrico.
O nivelamento barométrico é baseado no decréscimo da precisão com a altitude, sendo de apenas alguns metros, tendo como vantagem a independência das observações, não necessitando de visibilidade entre os pontos.
Nivelamento Geométrico:
Como considerado anteriormente, o processo consiste na diferença de leituras feitas sobre as miras graduadas, utilizando níveis de luneta. Conhecendo-se a altitude ou cota do primeiro ponto, determina-se a altitude ou cota do segundo. Os pontos de altitudes conhecidas são encontrados no I.B.G.E. (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e na D.S.G. (Diretoria de Serviço Geográfico). Esses pontos são denominados de RN (Referência de Nível), baseados no datum altimétrico de Imbituba - SC.
O nivelamento geométrico é classificado segundo o seu erro de fechamento, no nivelamento e contra nivelamento:
1a Ordem - erro ( 4mm.
2a Ordem - erro ( 6mm.
Topográfico - erro ( 3cm
Dependendo do tipo de levantamento e do tipo de terreno, as operações de campo podem ser feitas utilizando um dos métodos a seguir:
1 - Visadas iguais.
2 - Visadas extremas.
3 - Visadas recíprocas.
4 - Visadas eqüidistantes.
O método das visadas iguais é o mais utilizado, empregando-se o nível de luneta afastado igualmente de ambas as miras sobre os pontos dos quais se deseja definir o desnível.
 
Assim: (H = R - V
A maior vantagem do processo, sem considerar a sua extrema simplicidade, é de que os erros provocados pela curvatura da terra, refração atmosférica e colimação vertical, ficam eliminados na diferença de leituras.
Se dois pontos dos quais se deseja conhecer o desnível, estão muito afastados, haverá a necessidade de mudar o nível várias vezes até obtermos o desnível.
Assim: (H = ( (R -V)
Se tivermos a altitude ou cota de um dos pontos, ao somarmos o desnível entre os mesmos com esta, teremos a cota ou altitude do outro ponto.
A igualdade das distâncias do nível de luneta para as miras, é obtida contando-se os passos da mira a ré ao nível, e do nível a mira a vante, com uma tolerância de erro aproximadamente de 2 metros.
Os demais métodos de nivelamento geométrico citados anteriormente, não são usuais, portanto não os descreveremos aqui.
Nivelamento Trigonométrico:
O nivelamento trigonométrico pode ser dividido em:
1 - Nivelamento trigonométrico de curto alcance.
2 - Nivelamento trigonométrico de longo alcance.
O nivelamento trigonométrico de curto alcance, é normalmente usado em levantamentos topográficos por caminhamento, ficando o de longo alcance, para triangulações fundamentais ou secundárias, e poligonais com distanciômetros eletrônicos. O segundo caso não será descrito aqui.
O nivelamento trigonométrico baseia-se na resolução de triângulos retângulos, determinando assim, não só o desnível entre os pontos, bem como a distância entre eles.
 
Assim: D = (S -I).K.cos2 (90( - z) ou D = (S - I).K.cos2 (
 (H = D.tg (90( - z) + hi - M ou (H = D.tg ( + hi - M
onde: ( = ângulo vertical ao horizonte.
 z = ângulo zenital.
 hi = altura do teodolito.
 D = distância entre os pontos. 
 (H = desnível entre os pontos.
 S = leitura estadimétrica no retículo superior.
 M = leitura estadimétrica no retículo médio. 
 S = leitura estadimétrica no retículo inferior.
 K = constante do aparelho igual a 100.
Exemplo: Determinar a distância e desnível entre os postos 1 e 2, para os seguintes dados obtidos em um levantamento trigonométrico:
z = 92( 16\u201920\u201d S = 1,000 M = 0,801 I = 0,600 hi = 1,685 K = 100
D = (1,000 - 0,600).100.cos2 (90( - 92,272222()
D = 40,00 . 0,998428
D = 39,937 m
(H = 39,937 . tg (90( - 92,27222() + 1,685 - 0,801
(H = 39,937 . tg (-2,27222() + 1,685 - 0,801
(H = - 0,7006 m
Devemos tomar cuidado quando da utilização do ângulo vertical ao horizonte ((), quanto ao sinal positivo ou negativo, se o mesmo for medido acima ou abaixo do horizonte respectivamente.
Se tivermos a cota ou altitude do ponto onde está instalado o aparelho, e somarmos ao desnível, obteremos a cota ou desnível onde está mira.
Terraplenagem Para Plataformas
Nesta parte abordaremos os trabalhos de terraplenagem para construção de plataformas horizontais.
Para melhor planejarmos devemos ter conhecimento da altimetria, por pontos cotados em uma malha, ou pelas curvas de nível, isto é obtido pelo levantamento planialtimétrico do local onde realizar-se-á a terraplenagem.
Esta malha anteriormente citada será quadrada de 20 X 20 metros, podendo ser reduzida em função da área, para 10 X 10 metros ou ainda 5 X 5 metros para lotes urbanos e pequenos. 
A terraplenagem é feita para uma determinada finalidade ou objetivo como segue:
1a hipótese: o plano horizontal sem imposição de uma cota final determinada.
2a hipótese: o plano horizontal com imposição de uma cota final determinada.
Sabemos que o custo da terraplenagem compõe-se basicamente pelo custo do corte e transporte. O aterro é uma conseqüência do corte e transporte, como tal não é pago. baseado nisso a topografia poderá escolher uma altura do plano final que determine volumes iguais de corte e aterro ou o mínimo de transporte possível, solução portanto mais econômica. Caso o projeto obrigue a uma determinada altura do plano, restará a topografia a sua aplicação e cálculo dos volumes de corte e aterro, os quais serão diferentes.
Para exemplificarmos as duas hipóteses usaremos o mesmo modelo de terreno, um quadrado de 30 X 30 metros como segue:
		 
1 - Calcular a cota final para um plano horizontal, de forma que os volumes de corte e aterro sejam iguais.
2 - Calcular o volume de bota-fora para que a cota final do plano horizontal fique em 4,60 m.
Resolução:
1 - determinação da cota em função dos pesos:
peso 1	peso 2	peso 4	Número de pesos:
4,2		3,0		4,0		peso 1 = 4
4,4		2,8		3,5		peso 2 = 8
7,4		5,1		4,7		peso 4 = 4
7,0		6,3		5,0
6,0				total = 16
6,2
6,1
 		5,0 		 	
23,0		40,5		17,2
x 1		x 2		x 4 cota final = (23,0 + 81,0 + 68,8) / 16
23,0		81,0		68,8			cota final = 4,8 metros
2 - determinação do volume de bota fora para cota final de 4,6 m.
Diferença entre a cota 4,8 m (cota para corte = aterro) e cota final de 4,6 m, é de 0,20 m,
em uma área de 900 m2 (30m X 30m), teremos um volume de bota-fora iguala 180 m3.
		
1o perfil
Área de aterro = 43,00 m2
Área de corte = 00,00 m2
		
2o perfil
Área de aterro = 18,98 m2
Área de corte = 0,48 m2
		
3o perfil
Área de aterro = 0,20 m2
Área de corte = 15,20 m2
	 
4o perfil
área de aterro = 0,00 m2
área de corte = 50,00 m2
Vc12 = 2,40 m3 Va12 = 309,90 m3
Vc23 = 78,40 m3 Va23 = 95,90 m3
Vc34 = 326,00 m3 Va34 = 1,00 m3
Volume de corte = Volume de aterro = 406,80 m3
Locação de Obras.
Locação de uma obra é a operação inversa de um levantamento, também chamado de medição, onde o profissional vai ao campo obter dados para cálculo e desenho. Na locação também chamada de marcação , os dados foram processados no escritório para posteriormente serem implantados no campo através de um projeto.