CCJ0009-WL-RA-04-TP na Narrativa Jurídica-Polifonia e Intertextualidade (17-08-2012)
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CCJ0009-WL-RA-04-TP na Narrativa Jurídica-Polifonia e Intertextualidade (17-08-2012)


DisciplinaTeoria e Prática da Narrativa Jurídica736 materiais3.492 seguidores
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Responder: Trabalho-01.
	FAZER
	Ler: Capítulo: Modalizadores \u2013 Néli Luiz Cavalieri Fetzner, do livro Interpretação e Produção de Textos Aplicadas ao Direito (Néli Luiz Cavalieri Fetzner).
	FAZER
	Ler: Capítulo: A Polifonia na Narrativa Jurídica \u2013 Néli Luiz Cavalieri Fetzner, do livro Interpretação e Produção de Textos Aplicadas ao Direito (Néli Luiz Cavalieri Fetzner).
	Trabalho para AV1
	
	TEORIA E PRÁTICA DA NARRATIVA JURÍDICA
NARRATIVA 1:
SÃO PAULO - Em março de 1994, vários órgãos da imprensa publicaram uma série reportagens sobre seis pessoas que estariam envolvidas no abuso sexual de crianças, todas alunas da Escola Base, localizada no bairro da Aclimação, na capital. Os seis acusados eram os donos da escola Ichshiro Shimada e Maria Aparecida Shimada; os funcionários deles, Maurício e Paula Monteiro de Alvarenga; além de um casal de pais, Saulo da Costa Nunes e Mara Cristina França.
(Adaptado de http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/13/286621871.asp).
01 - A narrativa 1 é simples ou valorada? Justifique (caso entenda que ela é valorada identifique em favor de quem ou de que tese o narrador se posiciona).
RESPOSTA: A Narrativa é Simples. Ela é uma narrativa sem compromisso de representar qualquer das partes. Apresentando todo e qualquer fato importante para a compreensão da lide, de forma imparcial.
NARRATIVA 2:
Março de 1994. A Escola de Educação Infantil Base, em São Paulo, sofre uma denúncia de abuso sexual contra menores. Mães desesperadas de alunos contatam a Rede Globo. Dá-se início ao escândalo que mais marcou a imprensa brasileira nos últimos 15 anos.
Durante dois meses, jornais, revistas, emissoras de rádio e tevê publicaram rotineiramente notícias sobre o Caso Escola Base apontando seis pessoas (dentre elas. pais de alunos e os donos da escola) como, indubitavelmente, culpadas. Toda a acusação baseou-se em fontes oficiais, além de pais de alunos e vizinhos da escola. Sem nenhuma investigação ou prova concreta os envolvidos no caso foram estampados como monstros. A história toda foi noticiada de forma bastante parcial e distorcida, mas muito enfaticamente. O resultado? Linchamento social dos acusados, depredação de suas moradias e da escolinha além de muito falatório.
Transcorridos os dois meses o inquérito foi arquivado com a conclusão de que os acusados eram todos inocentes. Friso: todos inocentes. Ficou nas mãos da mídia, a contadora da história, limpar o entulho esparramado pelos corredores da escolinha. Nunca a imprensa brasileira foi tão criticada (incluo aqui auto-criticada) como no Caso Escola Base.
O mínimo que se espera de um jornalismo relevante e confiável é a apuração dos dados. Em um trabalho investigativo, ou tratando assuntos delicados, é mais que necessária a apuração precisa das informações. Escutar os dois lados do fato, por exemplo, é imprescindível. No entanto, a ânsia pelo furo jornalístico, pela notícia de capa - pelo escândalo - acaba falando mais alto que a ética.
Presenciamos a era do entretenimento na qual a transgressão é prato cheio de qualquer meio de comunicação que mede sua aceitação através de vendas, ibope, enfim, através do alcance de seu produto.
(Adaptado de http://curiofisica.com.br/noticias/caso-escola-base).
2 - A narrativa 2 é simples ou valorada? Justifique (caso entenda que ela é valorada identifique em favor de quem ou de que tese o narrador se posiciona).
RESPOSTA: A Narrativa é Valorada. Ela é uma narrativa marcada pelo compromisso de expor os fatos de acordo com a versão de uma das partes (Valorando, no caso em pro dos acusados, como observado no 3° parágrafo \u201cFriso: todos são inocentes... Nunca a imprensa brasileira foi tão criticada (incluo aqui auto-criticada) como no Caso Escola Base\u201d o que se representa como um juízo de valor. O Narrador se posiciona em favor dos acusados (seis pessoas, dentre elas, pais de alunos e os donos da escola), baseando sua tese de que os mesmos foram acusados injustamente, fato comprovado posteriormente com a inocência dos mesmos.
03 - Suponha que os donos da Escola base lhe procuraram a fim de processar o jornal acima, produza a narrativa jurídica valorada da petição inicial ("Dos Fatos"), com base na figura acima e nos textos da página anterior.
-Use pelo menos uma polifonia.
-Apresente pelo menos um fato favorável ao seu cliente.
-Use a terminologia adequada para se referir às partes da ação.
RESPOSTA:
Dos Fatos
Em março de 1994 o DEMANDADO publicou várias notícias não condizentes com a verdade, acusando os DEMANDANTES de terem realizados abusos sexuais, contra menores, na Escola de Educação Infantil Base, em São Paulo. Fato este ocorrido rotineiramente durante dois meses em diversos veículos de comunicação, tais como, jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão.
O DEMANDADO acusou injustamente seis pessoas, além dos DEMANDANTES, também foram acusados dois de seus funcionários, o Sr. Maurício Monteiro de Alvarenga e a Sra. Paula Monteiro de Alvarenga, e mais dois pais de alunos, o Sr. Saulo da Costa Nunes e a Sra. Mara Cristina França. Todos foram considerados como culpados pelo escândalo ocorrido.
Não houve investigação, o que de certo, não obtiveram provas concretas sobre os envolvidos no caso. Logo, toda a acusação foi baseada em fontes oficiais, de vizinhos da escola e de pais dos alunos. Devido à distorção e parcialidade da história, ocorreu o linchamento social dos DEMANDANTES e dos outros acusados, além da depredação da escola e de suas moradias.
Transcorridos dois meses, o inquérito foi arquivado com a conclusão de que os acusados eram todos inocentes. No entanto, ficou sob a responsabilidade do DEMANDADO limpar todo o prejuízo que causou, pela sua apuração totalmente equivocada dos dados. Fato citado pela própria Mídia \u201cFriso: todos inocentes. Ficou nas mãos da mídia, a contadora da história, limpar o entulho esparramado pelos corredores da escolinha\u201d.
Vale ressaltar, que em um trabalho investigativo, é necessário competência e responsabilidade para obter a apuração precisa das informações. Entretanto, o DEMANDADO não mostrou capacidade, responsabilidade, competência e ética para lidar com os fatos, preocupando-se apenas na notícia de capa e pelo furo jornalístico. O que acarretou danos morais e materiais aos DEMANDANTES, pois, os mesmos foram presos, fotografados, expostos a todos os tipos de humilhações, além de terem suas vidas destruídas pelas acusações do DEMANDADO, que depois, comprovaram-se inverídicas.
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Vanessa Carol Ferreira Silva				Waldeck Lemos de Arruda Junior
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Resumo de Aula (Professor - Aula Mais - Estácio)
	
	4ª AULA \u2013 Modalização e questões gerais de norma culta
	
	Teoria e Prática da Narrativa Jurídica
Professor Nelson Tavares
Aula 04
Modalização:
A modalização consiste na atitude do falante em relação ao conteúdo objetivo de sua fala. Um dos elementos discursivos mais empregados na modalização consiste na conveniente seleção lexical. De fato, em muitos casos, uma mesma realidade pode ser apresentada por vocábulos positivos, neutros ou negativos, tal como ocorre em: sacrificar / matar / assassinar; compor / escrever / rabiscar; cidadão / réu / assassino.
Dessa forma, uma leitura eficiente deve captar tanto as informações explícitas quanto as implícitas. Portanto, um bom leitor deve ser capaz de \u201cler as entrelinhas\u201d, pois, se não o fizer, deixará escapar significados importantes, ou pior ainda, concordará com idéias ou pontos de vista que rejeitaria se os percebesse. Assim, para ser um bom produtor de texto jurídico, é necessário que o emissor esteja apto a utilizar os recursos disponíveis na língua a serviço da modalização.
Não se trata de mentir ou manipular, o que constituiria verdadeiro problema de ética profissional e humana. Trata-se, isso sim, de construir versões verossímeis sobre como se desenvolveu a lide.
Orientações gerais de norma culta aplicadas à linguagem jurídica:
Não há dúvida de que, se os reiterados "através de" forem