CCJ0009-WL-RA-04-TP na Narrativa Jurídica-Polifonia e Intertextualidade (17-08-2012)
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CCJ0009-WL-RA-04-TP na Narrativa Jurídica-Polifonia e Intertextualidade (17-08-2012)


DisciplinaTeoria e Prática da Narrativa Jurídica736 materiais3.492 seguidores
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substituídos, com propriedade, pelas preposições "por", "com", "em" ou "de", conforme o caso, a frase ganhará em elegância e vernaculidade.
O uso forense consagrou há muito a locução "a folhas", da mesma forma que também o fez com a expressão "de fls.". É freqüente encontrar essa locução como se antes de folhas houvesse também o artigo "as" ("às folhas"). Contudo, o correto é dizer "a folhas" da mesma forma que nos referimos a "documento de folhas". Vem a propósito a lição de NAPOLEÃO MENDES DE ALMEIDA, que em verbete do seu Dicionário de Questões Vernáculas, diz que "a folhas vinte e duas" significa "a vinte e duas folhas do início do trabalho", como quem diz "a vinte e duas braças". A respeito do uso da expressão "a fls.", convém assinalar que freqüentemente ela trunca desnecessariamente as frases da sentença. Parece mesmo às vezes que o juiz, ao prolatar a sentença, está mais voltado para "documentos" e "peças do processo" do que para o conteúdo e significado deles. A referência \u201ca fls.\u201d constitui mero expediente para facilitar ao leitor da sentença a localização do documento ou peça. Por isso muitas vezes será melhor retirar a referência do contexto, colocando-a entre parênteses.
Esse (e variantes) \u2013 pronome demonstrativo utilizado para retomar referentes cujas idéias já foram apresentadas no discurso. Este (e variantes) \u2013 pronome demonstrativo utilizado para indicar idéias que ainda serão apresentadas no discurso.
Entre os vícios de linguagem que devem ser combatidos inclui-se o estrangeirismo desnecessário, por se encontrarem, no vernáculo, vocábulos equivalentes. Quando não houver equivalente, porém, em língua materna, segundo a ABNT, deve ser grafado o vocábulo com destaque em itálico.
O italianismo "em sede de\u201d pode, em geral, ser substituído por outros termos mais apropriados.
Napoleão Mendes de Almeida, em o Dicionário de Questões Vernáculas, registra como ERRO o emprego do demonstrativo \u201cmesmo" com função pronominal. Aurélio Buarque de Holanda, em seu Dicionário anota ser conveniente evitar o uso de \u201co mesmo\u201d como equivalente dos pronomes "ele\u201c, "o" etc.
Nenhum dicionário autoriza o neologismo \u201cinobstante\u201d, que circula nos meios forenses a par de outras expressões de formação semelhante. Preferível o uso das expressões vernáculas já consagradas: "não obstante" ou "nada obstante". A mesma observação se pode fazer em relação a outros neologismos como \u201cinacolhida\u201d.
A expressão \u201cocorre que\u201d não tem objetividade redacional na formulação da peça processual. Alguns professores de Língua Portuguesa chamam isso de \u201cmuleta redacional\u201d.
Para orientações quanto à indicação de dispositivos legais em textos jurídicos, recomendamos a edição atualizada de \u201cPortuguês no Direito\u201d, de Ronaldo Caldeira Xavier.
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	Capítulo: Modalizadores
Livro: Interpretação e Produção de Textos Aplicadas ao Direito
(Néli Luiz Cavalieri Fetzner)
	
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	Capítulo: A Polifonia na Narrativa Jurídica
Livro: Interpretação e Produção de Textos Aplicadas ao Direito
(Néli Luiz Cavalieri Fetzner)
	
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MD/Direito/Estácio/Período-02/CCJ0009/Aula-004/WLAJ/DP
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