Apostila UNIJUÍ - Redes empresariais e gestão da qualidade
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Apostila UNIJUÍ - Redes empresariais e gestão da qualidade

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freqüência para estimular o sur-

gimento de novas idéias.

diagrama de caUsa e eFeito

Também conhecido como diagrama de Ishikawa ou diagrama espinha

de peixe, é adotado para representar possíveis causas que levam a deter-

minados efeitos.

O efeito, ou seja, o problema é descrito na extremidade direita da linha

central. Em seguida são levantadas as possíveis causas que são agrupadas

por categorias e semelhanças no diagrama, em ramificações levemente

inclinadas para a esquerda.

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lucinéia Felipin Woitchunas

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Agora, identifique um problema e ou efeito na organização em que você trabalha, ou em

alguma empresa que conheça, e procure preencher o diagrama, completando “a espinha”.

Viu como é fácil utilizar esta ferramenta? é simples e usual.

programa 5 ss

O Programa 5 Ss é uma filosofia de trabalho que busca promover a disciplina na empresa,

mobilizando, motivando e conscientizando as pessoas para a construção e manutenção de um

ambiente mais limpo, seguro e agradável, com qualidade total.

O Programa recebeu este nome devido ao fato de as cinco palavras que representam as

fases do Programa, escritas em japonês, se iniciarem com a letra S. A seguir, veja cada letra em

japonês e o seu significado:

1. Seiri (Descarte): organização, utilização e descarte. Separar o necessário do desnecessário.

2. Seiton (Arrumação): colocar cada coisa em seu lugar, de forma organizada e devidamente

identificada.

3. Seiso (Limpeza): limpar e cuidar do ambiente de trabalho.

4. Seiketsu (Padronização): tornar saudável e organizado o ambiente de trabalho.

5. Shitsuke (Disciplina): padronizar e tornar rotina os Ss anteriores.

Problema/Efeito?

Materiais Equipamentos

Processos Pessoas

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redes empresariais e gestão da qUalidade

O 5 Ss é bastante utilizado nas empresas e representa um primeiro passo para a qualidade.

Geralmente se registra (por meio de fotos ou filmagens “o antes e o depois”) o estado atual dos

espaços físicos, com papéis e objetos desnecessários em cima das mesas e armários, corredores

obstruídos por caixas e objetos, ambientes sujos ou com problemas na utilização. Enfim, tudo

aquilo que pode ser melhorado mediante a conscientização, execução e perpetuação de melhores

práticas no ambiente de trabalho, visando a facilitar as rotinas e melhorar a qualidade de vida

dos colaboradores, estabelecendo uma autodisciplina.

qualquer organização pode pôr em prática este programa, com facilidade. Sua manuten-

ção, entretanto, não é tão simples, pois depende de vistorias e verificações constantes para que

se desenvolva a autodisciplina. Redes de indústrias costumam utilizar com maior freqüência

este Programa.

técnica 5W 2h

Esta ferramenta é de simples utilização e muito eficaz para mapear e padronizar processos,

elaborar planos de ação e estabelecer procedimentos associados a indicadores.

é um formulário para execução e controle de tarefas que atribui responsabilidades, com

prazos e formas de instituição. Os 5W2H representam as iniciais das palavras, em inglês:

What – o quê fazer?

Who – quem vai fazer?

When – quando fazer?

Where – onde fazer?

Why – por que fazer?

How – como fazer?

How much – quanto custa?

Esta ferramenta é freqüentemente empregada nos planejamentos estratégicos das redes

para a elaboração dos planos de ações. Também pode ser utilizada nos empreendimentos asso-

ciados com facilidade.

Agora, a partir de suas necessidades, elabore uma lista de ações do que precisa executar,

aplicando a técnica 5W2H.

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redes empresariais e gestão da qUalidade

Folha de veriFicação

é uma ferramenta estruturada em forma de formulário usado para

quantificar a freqüência com que certos eventos ocorrem, num determinado

período de tempo.

Em uma empresa ou rede pode ser utilizada para verificar e analisar ações de fornecedores

(atrasos na entrega, prazos de pagamentos concedidos anteriormente, etc.); dos associados (na

retirada ou entrega de produtos e/ou serviços, na participação em assembléias, etc); dos clientes

(freqüência e volume de compras, formas de pagamento).

Benchmarking

O benchmarking é uma técnica muito conhecida e utilizada pelas

empresas e que ficou conhecida por meio dos movimentos da qualidade.

Chiavenato define benchmarking como

... um processo contínuo e sistemático de pesquisa para avaliar produtos, serviços e processos de tra-

balho de empresas ou organizações que são reconhecidas como representantes das melhores práticas,

com o propósito de aprimoramento organizacional. Isto permite comparações de processos e práticas

entre as empresas para identificar o “melhor do melhor” e alcançar um nível de superioridade ou

vantagem competitiva. (...) pode ser aplicado a qualquer função – como produção, vendas, recursos

humanos, engenharia, pesquisa e desenvolvimento, distribuição, etc. – o que geralmente produz me-

lhores resultados quando implementado na empresa como um todo (...) (1996, p. 143).

Ainda segundo Chiavenato (p. 144), existem três tipos de benchmarking, a saber:

1. Benchmarking interno: quando a empresa analisa e compara processos e funções similares

dentro da própria organização. é uma análise interna a partir das excelências que existem

dentro da empresa.

2. Benchmarking competitivo: por meio do qual a empresa compara seus processos com os

processos dos concorrentes.

3. Benchmarking funcional: quando a empresa compara seus processos vigentes com os pro-

cessos das empresas excelentes no mundo todo, independentemente do ramo de atividade.

O benchmarking é uma ferramenta empregada nas redes de cooperação também. Espe-

cialmente o benchmarking interno é utilizado quando os empresários associados comparam seus

processos, e, a partir daí, promovem melhorias nos seus emprendimentos.

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reengenharia

A reengenharia repensa a maneira de fazer as coisas dentro das em-

presas. Não analisa apenas o processo, mas representa uma reconstrução.

Tem como objetivo reduzir custos e aumentar a produtividade, otimizando

métodos e processos organizacionais.

Nas palavras de Chiavenato (1996, p. 180), “a reengenharia é a mudança radical dos pro-

cessos de trabalho da empresa e a implementação de novos projetos totalmente diferentes”. Para

Hammer, apud Chiavenato (p. 180), a reengenharia é um tipo de mudança que repousa sobre

quatro palavras-chave:

1. Fundamental: busca fazer unicamente o essencial. Ex.: por que fazemos o que fazemos? E por

que o fazemos desta maneira?

2. Radical: desconsidera todas as estruturas e processos existentes e procura inventar novas ma-

neiras diferentes de fazer o trabalho. Ex. reforma de uma casa, quando podemos, na mesma

planta, usar a criatividade e fazer algo diferente.

3. Drástica: joga fora tudo o que existe atualmente na empresa; destrói o antigo e busca sua

substituição por algo inteiramente novo. Não aproveita nada do que já existe. Ex. demolição

de uma casa e construção de uma nova (uma nova planta parte do zero);

4. Processos: orienta e impõe uma renovação dos processos e não está voltada para as tarefas ou

serviços, tampouco para pessoas ou órgão, departamentos da estrutura organizacional.

A reengenharia pode ser realizada em três níveis:

1) Organizacional – visa ao posicionamento estratégico e é aplicável a uma substituição drás-

tica no negócio da empresa, para transformar o negócio, desenvolvendo uma nova visão que

envolve produtos, clientes e mercados.

2) Processos – busca a eficiência operacional, primeiro reprojetando os processos e depois mol-

dando a estrutura organizacional mais adequada a eles (um processo perpassa, muitas vezes,

vários departamentos de uma empresa).

3) Cargos