Apostila UNIJUÍ - Redes empresariais e gestão da qualidade
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Apostila UNIJUÍ - Redes empresariais e gestão da qualidade

Disciplina:Gestão da Qualidade8.783 materiais187.003 seguidores
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Woitchunas

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Estratégico para Redes Empresariais e Empreendimentos Associados,

que prevê o desenvolvimento de uma metodologia específica, aplicada,

e com publicação dos resultados.

Casada desde 1994, em 2006 fui abençoada com um filho lindo

que se chama Carlos Arthur (como podem ver, sou mãe coruja também).

Ele é a alegria da minha vida.

Sempre gostei muito de aprender, ler, investigar, escrever, mas

também gosto muito das atividades práticas de gestão, em especial

consultoria empresarial. Embora não seja fácil, sempre que posso tento

conciliar as duas coisas (aulas e consultorias).

Espero que goste do que preparei para você e se sinta muito

motivado(a) para iniciarmos logo esta etapa. Desejo que você seja um

ótimo aluno(a) virtual e um profissional “nota 10”. Sucesso!

Ah, ia esquecendo... somos todos gremistas lá em casa.

EaD

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redes empresariais e gestão da qUalidade

A estruturação organizacional em redes vem sendo apresentada como uma forma de so-

brevivência, principalmente para micro, pequenas e médias organizações. Castells (2001) afirma

que “as redes são e serão os componentes fundamentais das organizações”. Continua o autor

declarando que “a integração em redes tornou-se a chave da flexibilidade organizacional e do

desempenho organizacional”.

Essas redes de cooperação interorganizacional aparecem como exemplos exitosos em di-

versos países que tiveram sua economia dinamizada a partir da cooperação empresarial entre

empreendimentos de pequeno porte. Foi assim na Itália, no México, na Argentina, entre outros.

Hoje pode-se dizer que também a Espanha está apostando neste formato de organização bus-

cando maior competitividade para os negócios.

No Estado do Rio Grande do Sul, o processo de Redes de Cooperação tomou tal importância

que há dez anos o governo estimula as empresas gaúchas a se organizarem e competirem em

rede por meio de uma política pública criada especialmente para o fomento e apoio ao desen-

volvimento empresarial, em parceria com Instituições de Ensino Superior – IES.

Entre os resultados possíveis de serem atingidos pelas empresas que se organizam em re-

des de cooperação estão: maior poder de barganha nas negociações; mais acesso a tecnologias;

melhoria nos processos produtivos e de gestão; maior e melhor visibilidade de marca; custos

compartilhados; troca de informações, entre outros.

A estrutura em rede, porém, também apresenta alguns desafios para as empresas. é pre-

ciso construir uma estrutura executiva que dê suporte aos objetivos dos associados e promova

uma intensa articulação entre a rede e as empresas. Aproveitar as vantagens possíveis de serem

obtidas pela nova estruturação também é fundamental.

é importante ressaltar que a qualidade permeia todo o processo de redes, pois a atuação

no mercado com uma marca compartilhada, as negociações em conjunto, entre outros benefícios,

pressupõem uma intensa padronização de produtos e processos. São muitas as ferramentas da

qualidade que podem ser utilizadas pelas redes, mas na prática ainda são pouco aproveitadas.

é preciso pensar que a qualidade é tudo e que o foco deve ser sempre o cliente, pois este

é o elo final que dá sustentação a toda a cadeia produtiva.

Então, estão curiosos(as) para saber um pouco mais sobre as Redes de Cooperação? Então,

vamos lá!

Apresentação

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redes empresariais e gestão da qUalidade

redes de cooperação: conceitos e contextualização

Nesta Unidade nossos objetivos serão retomar e ver novos conceitos sobre as redes de

cooperação empresarial.

Vocês já devem ter ouvido falar de alguma Rede Empresarial, ou, até mesmo, devem ser

clientes ou fornecedores de empresas que estão ligadas a algumas delas. Diversos segmentos

estão se organizando em redes, nos setores (primário, indústria, comércio, serviços e social). Por

exemplo: a) comércio: supermercados, farmácias, livrarias e papelarias, confecções, calçados,

tintas; b) indústria: confecções, metalmecânica; moveleira; c) serviços: escolas de artes marciais,

escolas de cursos livres, restaurantes, hotéis, escolas infantis, jornais, escritórios de contabilida-

de; d) primário: em 2008 o setor também constituiu uma rede de associações e cooperativas de

produtores de leite; e) social: entidades assistenciais e filantrópicas. Enfim, existe uma infinidade

de redes nos mais diversos segmentos.

Por que você acha que as empresas estão se organizando em rede? Responda

esta questão, depois prossiga na leitura.

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As redes empresariais vêm surgindo como uma alternativa para as pe-

quenas empresas, que apresentam um alto índice de mortalidade ainda nos

primeiros dois anos de existência, mas que vêem na atuação conjunta uma

estratégia que pode gerar vantagem competitiva na disputa com grandes

empresas, garantindo sua sobrevivência e crescimento no mercado.

O antigo modelo de organizações baseado na integração vertical, na burocracia “weberia-

na”, já não atende mais às necessidades requeridas pelo ambiente e pela gestão de negócios que

exige, cada vez mais, estruturas flexíveis e integradas. Para Chiavenato (1996), os três velhos

Unidade 1

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lucinéia Felipin Woitchunas

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paradigmas culturais: autocracia e desconfiança, conformismo e in-

dividualismo têm forte presença na maioria das empresas ocidentais.

Esses fatores, aliados à organização funcional, ao caráter burocrático

e à organização racional do trabalho constituem barreiras à mudança

e à inovação dentro das empresas. Nesse contexto, as empresas têm

buscado garantir sua sobrevivência em um mercado competitivo

mediante uma nova lógica organizacional.

O fato de o mundo dos negócios ser globalizado exige uma

mudança no modelo empresarial da pequena empresa, que não pode

mais ser individualizado.

Num mundo globalizado e altamente com-

petitivo como o atual, o associativismo e a união

são o principal caminho para as pequenas em-

presas conseguirem força competitiva, afirmam

Casarotto Filho e Pires (1999).

Castells (2001) define a constituição de redes de todos os tipos

como a mais importante inovação organizacional associada às tecno-

logias da informação e do conhecimento, enfatizando a importância

da “sociedade em rede”.

Para Ribaut et al (apud Amato Neto, 2000), as redes empresa-

riais, também chamadas de sociedades de empresas, consistem em

um tipo de agrupamento de organizações que têm como objetivo

principal fortalecer as atividades de cada um dos participantes sem

necessariamente existir laços financeiros entre eles. Por meio das

redes ocorre uma complementação entre as empresas associadas,

tanto nos aspectos técnicos quanto mercadológicos, advindo de

trocas de experiências, rateio de custos,

inovações, entre outros. Com a rede, é pos-

sível estabelecer centrais de compras ou

distribuição conjunta, o que pode reduzir

significativamente os custos.

Thompson e Strickland afirmam que sempre que a tecnologia,

instalações, atividades funcionais ou canais de distribuição possam

ser compartilhados, pode-se reduzir custos. Sempre que existir uma

gerência centralizada de dois ou mais negócios fica menos dispendio-

sa a operação do que com negócios independentes. Nesse contexto,

os autores observam que as redes

Burocracia weberiana

 São características pertinentes à
burocracia dentro da concepção

weberiana: o caráter legal das
normas e regulamentos; o caráter
formal das comunicações; o cará-
ter