Leitura para atividase estruturada - aula 3a
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Leitura para atividase estruturada - aula 3a

Disciplina:Sociologia Jurídica e Judiciária1.871 materiais14.930 seguidores
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capitalista, a ideologia liberal-individualista e o Estado Soberano como forma de organização institucional de poder, ao lado de uma burocracia racional-legal. [20]
            Nosso modelo, nesse sentido, tornou-se insuficiente para solucionar velhos e novos conflitos sociais: quanto aos velhos, o aumento do número de demandas, a morosidade do Judiciário e a dificuldade do acesso às populações mais pobres, revelam o declínio e o colapso da velha ordem jurídica; quanto aos novos conflitos sociais, geralmente direitos de terceira geração, nem sempre são solucionados com os vetustos fundamentos da certeza, imparcialidade e segurança jurídica, bem como os princípios da estatalidade, da racionalidade formal e do "monismo".[21]
            O "monismo" parte da idéia de que o Estado é a única fonte legítima de produção normativa, descartando qualquer possibilidade de reconhecimento de outras fontes de produção jurídica.

            O "monismo", na história, passou por ciclos. O primeiro ciclo ocorreu nos séculos XVI e XVII, amparado pela filosofia política de Hobbes, ideólogo fundador do moderno Estado Absolutista e o principal teórico da formação do "monismo" jurídico ocidental.

            A formação do "monismo" jurídico está associada ao declínio do Feudalismo, pois a doutrina monista pretende justificar a validade de um Estado de Direito centralizado nas mãos de um Poder Absoluto. O direito, neste caso, passa a ser produto da vontade exclusiva do monarca soberano.

            O segundo ciclo inicia-se com a Revolução Francesa e termina com as principais codificações do século XIX, a exemplo das Constituições dos Estados Modernos e do Código Napoleônico.

            O terceiro, biparte-se. Abrange os anos 20 e 30 numa primeira etapa; numa segunda etapa, abrange os anos 50 e 60. Nestas etapas, o que se buscava era uma legalidade dogmática com rígidas pretensões de cientificidade. Mas o que contribuiu para a construção técnico-formal de uma Ciência do Direito deste ciclo? a) A expansão do intervencionismo estatal na esfera da produção e do trabalho; b) A passagem de um capitalismo industrial para um capitalismo monopolista "organizado" c) A implementação de políticas sociais no contexto de práticas keynesianas distributivas d) O Estatismo jurídico ocidental da Escola de Viena, encabeçada pela construção da teoria pura do direito, o que levou a Hans Kelsen descartar o dualismo Estado-Direito, fundindo-os, de tal modo que o Direito é o Estado, e o Estado é o Direito Positivo. [22] Finalmente, o quarto ciclo, abrange os anos 60 e 70, período do surgimento de novas necessidades de reordenação e de globalização do capital monopolista, da crise fiscal e da ingovernabilidade do Estado do Bem-Estar e de seu enfraquecimento.

            Já o "pluralismo" parte da idéia de que existe mais de uma realidade, de múltiplas formas de ação prática, ou seja, envolve o conjunto de fenômenos autônomos e elementos heterogêneos que não se reduzem entre si.[23]
            Neste prisma, podemos considerar a existência de várias instâncias plurais, a saber: a cultural, a técnica, a política, a sociológica, a econômica, a filosófica, a jurídica, entre outras.

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