Direitos Absolutistas

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BAIXA IDADE MÉDIA E ÉPOCA MODERNA
(séculos XIII a XVIII)

Visão geral:
No séc. XIII, verifica-se uma mudança considerável na estrutura da sociedade medieval. Já iniciada no séc. XII, esta mudança prossegue até ao fim da Idade Média.
O poder do rei é reforçado e alargado, tanto em França como na Inglaterra.

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Concentração e consolidação do poder nas mãos de um número limitado de personagens (imperadores, reis, duques, condes e outros príncipes territoriais) – séc. XII e XIII.
Uma organização administrativa estatal desenvolve-se, suplantando a velha hierarquia feudal.
Surgem grandes cidades.
Uma economia de troca substitui a economia fechada.
A lei reaparece como fonte de direito.

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O costume não deixa de desempenhar um papel essencial.
A atividade legislativa permanece bastante reduzida, confinada aos domínios do direito administrativo e econômico. No domínio do direito civil o costume permanece a principal fonte do direito.
O direito canônico atinge o apogeu da sua autoridade nos séculos XII a XIII. Exerce uma influência profunda sobre o desenvolvimento de certas partes do direito consuetudinário laico, designadamente o processo.

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A decadência do direito canônico começa no séc. XIV, com o Grande Cisma do Ocidente e a laicização do direito.
Assiste-se nos séculos XV e XVI a uma verdadeira recepção do direito romano como direito subsidiário na maior parte dos países da Europa Ocidental.
Sistemas de provas racionais substituem as provas irracionais, tais como os ordálios e os duelos judiciários.

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As partes deixam de recorrer a Deus para resolver os seus conflitos, pedem a juízes, ou mesmo a árbitros, para investigarem a verdade e decidirem tendo em conta regras de direito.
Justiça e equidade aparecem como fundamento do direito.
O direito objetivo se sobrepõe ao direito substantivo.

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Época Moderna

Na evolução do direito público e privado na Europa Ocidental, ocorre uma ruptura brutal entre os tempos modernos e a época contemporânea, em conseqüência das transformações políticas e sociais resultantes da Revolução Francesa do fim do séc. XVIII.

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Tendência para unificação do direito

No domínio jurídico, a unificação do direito é um dos objetivos visados pelos soberanos de tendência absolutista, vêem aí um meio para eliminar os particularismos regionais e locais e destruir os privilégios de certos grupos sociais. O rei da França realiza esta unificação por via legislativa.

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Tendência para segurança jurídica
A partir do séc. XVI, as regras de direito são cada vez mais estabelecidas por escrito, dando assim aos interessados uma maior segurança.

Legislação real
A legislação torna-se por excelência a fonte viva do direito, tende a eliminar progressivamente o costume, que revoga ou suplanta. É o soberano que legifera, respeitando os costumes do país.

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Redação oficial dos costumes

O costume permanece a fonte principal do direito civil, mas muda de caráter: os soberanos ordenam a redução a escrito dos costumes, uma vez escrito e homologado, deixa de ser um verdadeiro costume para se tornar uma lei de origem consuetudinária.

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Influência crescente do direito romano

A romanização do direito nos países da Europa Continetal acentuou-se fortemente durante os tempos modernos. Em alguns países, o direito romano é mais ou menos oficialmente recebido como direito subsidiário. Embora não seja oficialmente recebido na maior parte da França, é, no entanto, admitido como ratio scripta, como razão da escrita.

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O direito romano permanece como direito canônico e com poucas exceções, a única matéria ensinada em faculdades de direito.
O ensino e o método de estudo do direito romano sofrem profundas mudanças séc. XVI por influência do Renascimento e do Humanismo.

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A doutrina
A doutrina já não se centra exclusivamente sobre o estudo do direito romano e do direito canônico, dedica-se também a analisar leis e sobretudo costumes (doutrina consuetudinária).

A jurisprudência
As decisões das altas jurisdições exercem uma influência real sobre as jurisdições inferiores.

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Declínio do direito canônico

O direito canônico conhece um rápido declínio, como fonte do direito laico, a partir do séc. XVI. A Reforma subtrai uma grande parte da Europa à religião católica. Mesmo na maior parte dos países que permaneceram católicos, escapam finalmente aos tribunais eclesiásticos para entrarem nos domínios regidos pela legislação real.