HDB - Anotação (9)
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HDB - Anotação (9)

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da responsabilidade civil.

 OAB 1ª Fase 2011.2
 DIREITO CIVIL – CRISTIANO SOBRAL

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Excludentes do nexo de causalidade são fatores que afastam a ligação entre

o dano e a conduta. São excludentes do nexo causal o fato exclusivo da vítima, o fato de terceiro, o

caso fortuito e a força maior.

4. Espécies de responsabilidade civil

Quanto ao fato gerador, a responsabilidade civil pode ser contratual ou extracontratual.

Quanto ao fundamento, a responsabilidade civil se divide em subjetiva e objetiva.

Quanto ao agente, a responsabilidade civil pode ser direta ou indireta.

5. Excludentes de responsabilidade civil

Há fatores que excluem o nexo de causalidade e, por conseqüência, afastam a

responsabilidade civil. Mas, além disso, a ausência de qualquer dos pressupostos - a conduta, o nexo

de imputação, o dano e o nexo de causalidade - exclui a responsabilidade civil. Não bastasse, as

excludentes podem decorrer de disposição expressa da lei, como é o caso da prescrição; ou, ainda,

podem resultar do acordo de vontade entre as partes, mediante cláusula de não indenizar.

São fatores que excluem a responsabilidade civil: a ausência de conduta, a ausência de dano,

a ausência de nexo de causalidade, a ausência de nexo de imputação, a prescrição e decadência, a

disposição legal e a cláusula de não indenizar.

2. DANO MATERIAL

O dano material consiste na lesão concreta que atinge interesses relativos a um patrimônio,

acarretando sua perda total ou parcial.

1. Dano emergente, lucro cessante e perda de chance

Dano emergente: atinge o patrimônio presente da vítima.

Lucro cessante: atinge o patrimônio futuro da vítima, impedindo seu crescimento.

Perda de chance: ocorre quando o ato ilícito praticado por outrem retira da vítima a

probabilidade de vir, futuramente, a experimentar situação superior à atual.

2. Dano direto e indireto

Dano direto é o que resulta imediatamente de uma ação lesiva a bem jurídico alheio.

Dano indireto: traduz-se nas conseqüências remotas de determinado evento lesivo.

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3. Reparação do dano material

Reparação in natura: quando o bem é restituído ao estado em que se encontrava antes do

evento danoso.

Reparação in specie: traduz-se em prestação pecuniária, de caráter compensatório.

Para que haja dever de reparação, faz-se mister a existência de nexo de causalidade entre o

dano sofrido e a conduta do ofensor.

4. Quantificação e atualização monetária do dano

A quantificação do dano material faz-se pela diferença entre o patrimônio que a vítima

disporia se não tivesse sofrido a lesão e o que passou a dispor após tê-la sofrido.

A indenização a ser paga em dinheiro deve ser monetariamente atualizada segundo índices

oficiais, sobre ela incidindo juros em caso de mora.

3. DANO MORAL

1. Definição

Ocorre dano moral quando há lesão a direitos da personalidade, tais como o direito à

incolumidade corporal, à imagem e ao bom nome.

2. Disciplina legal

Interpretação extensiva do art. 159 do CC/1916;

Previsão constitucional: art. 5.°, V e X;

Art. 6.°, VI do CDC;

Art. 186 do CC/2002.

3. Legitimados para pleitear reparação por danos morais

Legitimado direto é o ofendido em seus direitos da personalidade, ainda que se trate de

pessoa privada de discernimento.

Legitimado indireto é quem sofre dano moral reflexo ou em ricochete.

4. Dano moral direto e indireto

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Dano moral direto é o que implica em lesão a direito da personalidade do

ofendido.

Dano moral indireto é o que implica em prejuízos patrimoniais e, por via reflexa, em dano

moral ao ofendido.

5. Natureza jurídica da indenização

Punitiva, constituindo sanção que diminui o patrimônio do ofensor pela indenização paga ao

ofendido.

Satisfatória, funcionando como lenitivo frente à ofensa sofrida.

6. Sujeitos passivos

Pessoa natural maculada em sua honra subjetiva ou objetiva.

Pessoa jurídica maculada em sua honra objetiva.

7. Dano estético

Dano estético é aquele que atinge o aspecto físico da pessoa humana, modificando-lhe a

aparência de modo duradouro ou permanente, prejudicando ou não sua capacidade laborativa.

Segundo entendimento do STJ, pode ser cumulado com dano material e moral, quando

oriundos do mesmo fato e passíveis de apuração em separado.

4. INDENIZAÇÕES EM CASOS DE LESÕES CORPORAIS

1. Espécies de lesões corporais

Leves: são as que não deixam marcas na vítima. Por exclusão, são as que não são

consideradas graves.

Graves: são as que diminuam ou retirem da vítima sua capacidade laborativa.

2. Hipóteses de indenização

Danos emergentes: despesas com tratamentos médico-hospitalares.

Lucros cessantes: aquilo que a vítima razoavelmente deixou de ganhar, desde o momento

em que sofreu as lesões até o fim da convalescença.

Dano moral: emerge de ofensa a direito da personalidade, dispensada a prova de prejuízo

concreto.

3. Legitimados a pleitear indenização

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No caso de danos emergentes, é legitimado todo aquele que comprová-los.

No caso de lucros cessantes, é legitimado todo aquele que exercia alguma atividade

remunerada, bem como aquele que, algum dia, poderia vir a exercê-la.

4. Cessação do pensionamento por lucros cessantes

Em caso de lesões transitórias, cessa coma recuperação da vítima. Em caso de incapacidade

permanente, cessa coma morte da vítima.

5. Dano estético

Deformidade estética, permanente, irreparável e perceptível, capaz de causar impressões

vexaminosas à vítima.

Segundo entendimento do STJ, é possível cumulação de dano moral e dano estético, quando

as causas de um e de outro forem diversas e passíveis de apuração em separado.

5. INDENIZAÇÃO EM CASOS DE USURPAÇÃO E ESBULHO

1. Esbulho e turbação

Ocorre esbulho possessório quando alguém vê-se desapossado de seus bens móveis ou

imóveis violenta ou clandestinamente.

Ocorre turbação quando houver apenas embaraços ao exercício da posse.

O remédio processual adequado é a ação de reintegração de posse, podendo ser

acompanhado de pedido de indenização de perdas e danos.

2. Tipos penais

Coisa móvel: furto (art.155) ou roubo (art. 157).

Coisa imóvel: usurpação (art. 160).

3. Efeitos civis

A prática de esbulho e turbação faz surgir para o prejudicado o direito de reclamar

indenização e a restituição da coisa desapossada.

Em caso de impossibilidade de restituição, persiste o direito de receber indenização pelo

equivalente e pelo valor de afeição.

O valor de afeição é acréscimo capaz de compensar o dissabor da perda que ultrapasse a

perda material ordinária.

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6. INDENIZAÇÃO EM CASO DE INJÚRIA, DIFAMAÇÃO OU CALÚNIA

1. Honra

A honra consubstancia-se no conjunto de atributos morais, físicos, intelectuais e demais

dotes da pessoa que a faz merecedora de apreço na vida em sociedade.

Honra subjetiva: é o sentimento de cada um a respeito de seus próprios atributos internos e

externos. É ofendida por injúria.

Honra objetiva: consiste na reputação, no pensamento e opinião que as pessoas têm a

respeito dos atributos internos e externos de outrem. É ofendida por calúnia e difamação.

2. Reparação

Danos materiais: danos emergentes e lucros cessantes.

Danos morais.

3. Ofensa à honra por meio da imprensa

Ofensa à honra, mediante