HDB - Anotação (9)
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do título da constituição da 
incorporação. Se não o fizer, fica responsabilizado pelo reembolso dos valores pagos pelos 
 OAB 1ª Fase 2011.2 
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adquirentes, além de eventuais danos que possam ter sofrido. Esta responsabilidade 
é solidária com a do proprietário do terreno. 
A inadimplência enseja o pagamento de multa de 50% por parte do incorporador. 
É responsável pela inexecução ou execução imperfeita do contrato, solidariamente com o 
construtor. 
O incorporador também é responsável pelas unidades que não foram vendidas. 
19. RESPONSABILIDADE DOS ENCARREGADOS DA GUARDA DE VEÍCULOS 
1. Depósito e guarda 
Depósito é o contrato em que o depositário recebe um objeto móvel alheio obrigando-se a 
guardá-lo e conservá-lo, restituindo-o quando reclamado pelo depositante. 
O depositário tem, como obrigação de resultado, a de manter em segurança a coisa 
depositada, havendo presunção de culpa em seu desfavor. 
O contrato de depósito ou de guarda tem como uma de suas principais características a 
transferência temporária da guarda de veículos, pedra de toque para a imputação de 
responsabilidade por dano ou subtração da coisa. 
Pode haver o dever de guarda de veículos em outras modalidades contratuais em que não se 
configura o depósito por inocorrer a tradição, permanecendo as chaves do veículo com seu 
possuidor, assumindo o guarda a obrigação de vigiá-lo e zelar para que não seja subtraído ou 
danificado. 
Para a teoria da guarda, o guardião somente se exonera do dever de reparar o prejuízo 
causado se provar caso fortuito ou de força maior ou culpa exclusiva da vítima. 
 
2. Responsabilidade dos estacionamentos 
Se oneroso, o contrato de estacionamento assemelha-se ao de locação, pois aquele que o 
explora somente responderia por fato provado, ao passo que, no depósito, há presunção de culpa 
em desfavor do depositário. 
Para a tese negativista, a pessoa empresária não responde pelos prejuízos experimentados 
pelos possuidores, dada a gratuidade do estacionamento. 
Para outra corrente, a gratuidade do estacionamento, via de regra, é apenas aparente. Pela 
Súmula 130 do STJ, a empresa responde pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em 
seu estacionamento. 
O explorador de estacionamentos enquadra-se no conceito de fornecedor do CDC, tendo, 
portanto, responsabilidade objetiva. 
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A jurisprudência do STJ não distingue entre o consumidor que efetua 
compras e o que não as efetua, pois, havendo vigilância no local, é cabível a responsabilidade. 
Haverá responsabilidade dos hotéis e restaurantes em que há transferência da guarda do 
veículo ao manobrista do estabelecimento. 
Raramente haverá responsabilidade de escolas e universidades, porque geralmente não há 
depósito, por não haver a entrega do veículo ou de suas chaves, nem há obrigação de guarda, 
configurando-se apenas uma permissão de uso de determinado espaço. 
 
3. Responsabilidade de oficinas e postos 
Ao confiar-se um veículo a uma oficina ou a um posto, há transferência da guarda, o que 
determina a responsabilidade do estabelecimento por subtração ou danos. 
Para o STJ, a oficina que recebe um veículo responsabiliza-se por sua guarda, ainda que 
diante da ocorrência de roubo à mão armada. Não cabe excludente de responsabilidade neste 
particular, por se cuidar de acontecimento previsível em negócios dessa espécie. 
Os postos e oficinas respondem por danos que seus empregados causarem a terceiros, 
quando na guarda do veículo. 
Apenas haverá responsabilidade do posto quanto aos veículos que lá pernoitam, quando 
houver assunção da guarda. 
Quanto à exclusão de responsabilidade em caso de assaltos à mão armada em postos, o STJ 
enuncia ser a inevitabilidade e não a imprevisibilidade o que mais tem relevância para caracterizar o 
caso fortuito. 
 
20. RESPONSABILIDADE DECORRENTE DE ACIDENTES DE TRABALHO 
1. Acidente de trabalho 
Acidente de trabalho é o fato causador de danos ao trabalhador, vinculado ao serviço 
prestado a um tomador, oriundo de acontecimento repentino, geralmente fortuito e violento, 
atingindo-lhe a integridade física ou psíquica. 
 
2. Indenização a cargo do INSS 
É concedida pela Previdência Social, em regime de monopólio, ao trabalhador vítima de 
infortunística de trabalho. 
A responsabilidade do INSS é objetiva, cabendo a inversão do ônus da prova do nexo causal 
em favor do acidentado, nos casos especificados em lei. 
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O prazo prescricional da pretensão indenizatória do acidentado em face do 
INSS, de competência da justiça estadual, é de 5 anos, segundo a Lei 8.213/1991. 
 
3. Indenização a cargo do tomador de serviços 
Cumulativamente à indenização do INSS, incide a responsabilidade do tomador, quando 
houver agido com culpa, em razão dos danos sofridos pelo trabalhador. 
A responsabilidade do tomador é, em regra, subjetiva, exceto quando a atividade 
normalmente desenvolvida pelo empregador ou comitente, por sua natureza, implicarem risco para 
os direitos dos trabalhadores em geral, caso em que será objetiva. 
Não se compensam a indenização devida pelo explorador da atividade com os benefícios 
previdenciários eventualmente percebidos, por diversos serem seus fundamentos. 
O prazo prescricional para se demandar reparação é de 3 anos, com termo inicial na data em 
que o segurado teve ciência inequívoca da incapacidade laboral.